Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Zezinho Catana defende que “PJ espancou-me para assumir assassinatos de Alice e Chandim”

José Victor Fortes, de 51 anos conhecido por Zezinho Catana negou a autoria dos assassinatos das cidadãs Alice dos Reis e Maria Chandim na Ilha de São Vicente nos meses de Julho e Agosto 2012. O serial killer de Cabo Verde defende as acusações revelando que chegou de dizer a PJ da Praia que matou as duas mulheres, isto quando averiguava a morte do colega de quarto, José dos Anjos, assassinado e esquartejado por Catana. Zezinho disse a Tribunal que não matou Alice e Chandim, que só confessou porque para esclarecer essas mortes, inspectores da PJ espancaram-no, e para safar das “duras agressões” fez uma confissão, que não passou de uma invenção da PJ.


O representante do Ministério Público questionou Zezinho Catana qual as motivações para lhe imputarem o assassinato de Alice e Maria Chandim. O arguido revelou que o Departamento da PJ na Cidade do Mindelo levou m conta aquilo que disse na Praia num momento em que estava a ser espancado para assumir a autoria dessas mortes. Catana defendeu que não matou Alice, pessoa que inicialmente na audiência de julgamento afirmou desconhecer, e que depois veio a afirmar que chegaram de encontrar em duas ocasiões.  

Zezinho revelou que os inspectores da PJ na Praia, aquando do assassinato de José dos Anjos utilizaram a sua estratégia e assim imputaram-lhe a prática de dois homicídios na Ilha de São Vicente, isto é, a morte de Alice e Maria Chandim. Mas, o certo é que as averiguações realizadas após saberem que Catana conviveu com as duas mulheres antes de fugir para a Cidade da Praia, onde viria a matar um homem, depois de cumprir pena de 19 anos e seis meses por matar um indivíduo em Santo Antão, esmagando-lhe a cabeça com uma pedra com mais de 15kgs.

De acordo com as investigações da PJ, o desaparecimento de Alice em Julho 2012 e a morte de Chandim em Agosto desse ano tinha uma ligação. Isto é, que no dia do desaparecimento de Alice esta estaria na companhia de Catana e que depois de um desentendimento, o homem matou a cidadã e enterrou o corpo, que foi desfeito em partes.

Sobre estes factos, Zezinho negou e afirmou que a PJ quis através de agressões físicas que assumisse essa morte. “Para escapar das pancadas que foram muitas disse que matei-a e depois queimei o corpo e que atirei partes ao mar. Mas, a verdade é que foi uma invenção porque pensei que me iam matar de pancada, sendo certo que já tinha assumido a morte de José dos Anjos e ia pagar por esse crime. Não fiz nada com Alice, o que está no processo são mentiras”.

Quanto a morte de Maria Chandim, Catana disse que era incapaz de matar a sua tia, pessoa que “sempre me tratou bem desde da minha saída da prisão”. O arguido revelou que convivia com Chandim, que esta chegou de dar-lhe guarida na sua habitação em Fonte Francês. Questionado pelo juiz se matou a mulher, este referiu que não inclusive dormiu na casa desta nas vésperas de ser encontrada morta. Mas, que tentou falar com Maria, mas o filho, Adilson, conhecido por Russ impediu-lhe referindo que a mãe estava a dormir.

Levado pelo sua personalidade caracterizado por jogos de palavra adiantou que nunca falou Maria Chandim a cerca do desaparecimento de Alice e que se a tia foi morta, o principal suspeito deve ser Russ, o filho desta que morava na habitação da falecida. O que se resume da sessão de audiência de julgamento que decorreu até as 13 horas e que será retomada as 5h, é que Zezinho Catana nega a autoria dos homicídios que recaem sobre a sua pessoa.

Filho de Maria Chandim tenta agredir Zezinho Catana durante julgamento

Nesta Quarta-feira, 11 de Março por volta das 10h22m o filho de Maria Chandim conhecido por “Tchida” estava a assistir o julgamento de Zezinho catana, levantou-se do lugar onde se encontrava e tentou agredi – lo, apanhando de surpresa o juiz, o arguido e as pessoas que assistiam o julgamento.


O Corpo de Intervenção e os agentes prisionais tiveram de agir perante a tentativa de agressão. Tchida foi detido e os familiares das vítimas ficaram revoltados. O julgamento foi suspenso e os familiares retirados do atrio junto a sala de audiência. Ás 10h34 reunidas as condições de segurança o juiz deu seguimento ao julgamento que decorreu até as 13 horas sem sobressaltos. 
Em actualização 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Zezinho Catana chegou de boleia e aguarda julgamento em regime de alta segurança

O serial killer de Cabo Verde, Zezinho Catana chegou nesta segunda-feira, 9 Março a Ilha de São Vicente onde vai ser julgado pelo assassinato de duas mulheres. Zezinho chegou num voo da TACV através de uma missão secreta para não levantar suspeitas e aterrorizar os passageiros. Catana chegou a Mindelo acompanhado de dois agentes do Grupo Especial de Segurança Prisional (GESP) e seguiu de boleia num carro da Polícia Nacional para a Cadeia Central de São Vicente.


O Radar News Online apurou que o serial killer de Cabo Verde chegou por volta das 8 horas a Cadeia Central com proveniência da Cidade da Praia, uma vez que cumpre uma pena de 25 anos na Cadeia de São Martinho, por ter assassinado e esquartejado um homem de Santo Antão, José dos Anjos, que lhe deu guarida na sua residência quando o homicida foi morar na Ilha de Santiago.

Zezinho veio acompanhado de dois agentes da GESP da Praia numa operação surpresa, isto é que a sua chegada a Cadeia Central da Ilha de São Vicente só foi conhecida quando procederam a entrega do recluso, que vai aguardar julgamento nesse presídio sob acusação da prática de dois homicídios agravados e uma ocultação de cadáver. O serial killer seguiu de boleia do Aeroporto Internacional Cesária Évora na viatura Hiace dos Serviços de Estrangeiros e Fronteira, SEF e por ora está detido em regime de alta segurança, no sector 3, sob jurisdição da GESP.  

Este online soube que o sigilo a volta da transferência de Catana para a Ilha de São Vicente se deveu aos factos ocorridos na sua chegada para responder a uma investigação do Ministério Público, isto a 14 Dezembro 2013, chegou no voo VR4021 da TACV.  As autoridades prisionais não garantiram a discrição no seu transporte dado ao seu historial de crimes hediondos e alguns passageiros ao se aperceberem da presença de Zezinho Catana no avião, entraram em pânico.


De realçar que a presença de Zezinho em Mindelo se deve ao julgamento por suspeita da morte da cidadãs, Alice dos Reis e Maria Chandim, que acontece no dia 11 Março no Tribunal de São Vicente.  

segunda-feira, 2 de março de 2015

Gatunos seguiram para a prisão e as cúmplices ficaram em liberdade

O assalto a uma agente da Polícia Nacional custou caro a um grupo de meliantes do Bairro de Moinho, na Ilha de Santiago. O grupo composto por cinco jovens do sexo masculino e duas mulheres atacaram o agente da PN no bairro de Safende, roubaram-lhe a sua pistola de serviço, telemóvel, carteira com dinheiro e seu cartão policial. Depois do assalto foram detidos pelas Unidades da BAC e Piquete, e presentes ao Juízo Crime pelas indícios apurados em 1ª Instância, apenas as duas mulheres vão aguardar julgamento em liberdade.


Neste sentido, Conceição "Keila"Sousa e Ângela Maria “Neida” Cabral regressaram a casa sob Termo de Identidade e Residência. Por seu lado, em relação a Helton "Nha Negra" Sousa, Keven "Vick" dos Reis, Carlos "Neo"Fonseca, os irmãos Carlos Júnior "Ju"Moreira e Ruben “Piteco"Moreira, o Tribunal tve mão pesada e lhes aplicou a prisão preventiva, e ordenou a sua condução a Cadeia Central da Praia, onde vão aguardar o desfecho do processo-crime por suspeita de prática de crimes de roubo.

De recordar que o caso ocorreu na quinta-feira, por volta das 22h30 no bairro de Safende e de seguida ao assalto, os delinquentes colocaram-se em fuga. As Unidade de BAC e Piquete foram accionadas para deter os gatunos, que ainda fizeram disparos contra a Polícia, mas acabaram por ser detidos e na sua posse foram apreendidas seis armas de fogo, facas, catana, chaves de grif e fenda, munições e telemóveis.     







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Zezinho Catana em São Vicente: Serial killer é acusado de matar duas mulheres

Não há voltas a dar perante os factos, e para que a culpa não morra solteira, o Ministério Público avançou com uma acusação contra Zezinho Catana, o serial killer de Cabo Verde. O homem com um historial da prática de crimes com contornos “bárbaros e hediondos” em Cabo Verde está a ser acusado de matar duas mulheres na Ilha de São Vicente. Recorde-se que Zezinho Catana cumpre pena de 25 anos por matar e esquartejar um cidadão, e já cumpriu pena de 20 anos de prisão, após esmagar a cabeça de um homem com uma pedra de mais de 15 kgs.     


O Ministério Público deduziu a acusação contra o cidadão José Victor Fortes, “Zezinho Catana”, suspeito de assassinar as cidadãs Alice Reis e Maria Chandim na Ilha de São Vicente, nos meses de Julho e Agosto 2012. O homem nascido a 12 de Dezembro de 1963, na localidade de Ribeira da Torre, cidade da Ribeira Grande, Santo Antão ficou conhecido por Zezinho Catana dada natureza dos crimes que cometeu em Cabo Verde e que chocaram a sociedade cabo-verdiana. Assim depois de estar em São Vicente entre os meses de Dezembro 2013 e Fevereiro 2014 em interrogatório, nos próximos dias chega a Ilha do Monte Cara, visto que no dia 11 Março 2015 é julgado pelas mortes de Alice e Maria Chandim.

Em Dezembro 2013, Zezinho Catana chegou a Ilha de São Vicente a pedido do Ministério Público que pretendia realizar uma investigação para apurar casos de homicídios, onde os indícios o apontavam como autor desses crimes. Nesse período o sujeito cumpria prisão preventiva na Cadeia de São Martinho, Ilha de Santiago por suspeitas de matar e esquartejar o colega de quarto, José dos Anjos, na Cidade da Praia.

Investigação

Na sua vinda a Ilha de São Vicente, Zezinho Catana esteve dois meses sob interrogatório da Polícia Judiciária e Ministério que o indiciaram da morte de duas mulheres com quem conviveu nas localidades de Fonte Francês, Fernando Pó e Ribeira Craquinha. Tratava-se de Alice dos Reis e Maria Chandim, a primeira cujo paradeiro é incerto desde Julho 2012, e Maria Chandim falecida em Agosto desse mesmo ano.

Durante o processo de investigação, Zezinho Catana chegou de dar indicações as autoridades criminais que assassinou as “duas amigas” com quem convivia na Ilha de São Vicente. Porém, num segundo momento, o homem entrou num período de denegação onde negou a prática dos crimes para que possa ser ilibado em Tribunal.

Depoimento

Mas, o Radar News Online realizou uma investigação para saber os motivos que levaram o Ministério Público a deduzir a acusação de duplo homicídio agravado e ocultação de cadáver contra Zezinho Catana. A resposta está num processo de inquirição ao sujeito realizado por um representante do MP na Ilha de São Vicente, que a base da sua experiência criminal foi accionado pelas instâncias judiciais e obteve a confissão por parte do suspeito, que disse ter morto Alice à facada, após um desentendimento entre ambos, e que depois de esquarteja-la enterrou os restos mortais em regiões da zona Sul da ilha, cuja localização já não se recorda.     

Quanto ao assassinato de Maria Chandim, este se deveu a facto da mulher querer denuncia-lo a Polícia por ter assassinado Alice, depois de um convívio, onde estes se envolveram numa briga. E, assim Zezinho foi a sua casa pedir guarida para ficar e aproveitou da ocasião para matar a única testemunha do caso do assassinato de Alice dos Reis.  

Julgamento

De realçar que o processo-crime foi entregue ao 1º Juízo Crime da Comarca de São Vicente que se encontra a ultimar os preparativos para a realização da audiência de julgamento, marcada para o dia 11 Março. O arguido vai ser confrontado pelo juiz acerca dos factos descritos na acusação e ainda procurar descobrir onde o homem enterrou os restos mortais de Alice Reis. E, para esclarecer a causa da morte de Maria Chandim pode vir a ser pedido a exumação do seu cadáver. 

Resta agora esperar pelo julgamento para se apurar o móbil destes crimes censurados pela sociedade são-vicentina na altura dos factos. De realçar que o acusado incorre numa pena de prisão de 15 a 25 anos se o Tribunal der como provados os factos que lhe imputam a prática de dois crimes de homicídio agravado, e uma de ocultação de cadáver.


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Homem condenado a 19 anos e seis meses de prisão por esmagar rosto de vítima a pontapes


O Tribunal de São Vicente condenou Reinaldo “Rei” Fortes pelo assassinato do cidadão, Pedro Faial. O magistrado aplicou-lhe uma pena de 19 anos e seis meses e obrigação de pagar uma indemnização no valor de 1500 contos a família da vítima. O juiz afirmou ter tido provas de que se tratou de um homicídio “brutal, monstruoso, cruel”, onde “Rei” demonstrou o “puro prazer de matar”, pois matou a vítima a pontapés, com umas botas de tacão grosso, esmagando-lhe por completo o rosto.


Reinaldo Fortes, conhecido por “Rei” era funcionário do Mercado de Peixe e no dia 7 Fevereiro 2014 atacou Pedro Faial, ex funcionário do Hospital Baptista de Sousa, na zona de Monte, numa rua nas traseiras da Av. Manuel de Matos. Reinaldo foi acusado de duplo homicídio agravado, na medida atacou a vítima, pessoa que não conhecia, e utilizou umas botas de tacão grosso e aplicou vários golpes na cabeça e no rosto do ofendido.

Pedro Faial, de 62 anos sofreu vários traumatismos e acabou por falecer no local durante as agressões, uma vez que o agressor além de desferir pontapés, por diversas vezes pulou no rosto da vítima, que ficou desfigurando e esmagou-lhe o maxilar, os olhos, bem como a cabeça.

Recorde-se que devidas as graves lesões que o homem sofreu no rosto, a sua identificação só veio acontecer horas depois do crime, através de uma tatuagem com seu apelido que tinha num dos braços.  

Julgamento 

Em Tribunal, de acordo com o depoimento de pessoas que testemunharam a ocorrência a partir das suas residências, a vítima não tinha condições para agredir Reinaldo, à pedrada como este alegou para justificar a sua atitude.

Pelo depoimento das testemunhas “a vítima estava sob efeito de bebidas alcoólicas e vinha a gatinhar pela rua, quando surgiu o arguido, que dava sinais de excitação. Ele agarrou e atirou-lhe ao chão onde deu início a uma série de agressões sem dó nem piedade e de forma brutal acabou por matar o homem, sendo que quando a Polícia Nacional chegou ao local, ainda encontrou o agressor a desferir pontapés na vítima”.

"Violência gratuita" 

O juiz, Manuel Andrade ao analisar o caso não teve dúvidas que o arguido, Reinaldo Fortes cometeu um crime agravado e que uma pena de 19 anos e seis meses de prisão seria uma medida penal justa para o seu comportamento.

O magistrado relembrou que o arguido cometeu “um crime com contornos de tortura, avareza, crueldade, brutalidade, monstruosidade numa clara atitude que demonstrou o desprezo pela vida humana. A forma como a vítima foi morta revelou um quadro indescritível de violência, pois sofreu bastante antes de morrer”.

O juiz nas suas conclusões disse ao arguido para repensar a sua atitude que culminou na morte de um cidadão, que era chefe de família e que pela sua estrutura física e estado de embriaguez não tinha condições para se defender das agressões.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Jovem foragido da justiça e viciado em furtar veículos regressa à prisão

O Tribunal de São Vicente enviou para a Cadeia Central, um jovem de 19 anos viciado em furtar veículos. No mês de Outubro, Hélder "Mingá Ramos foi detido depois de furtar uma viatura e abalroar um carro da Polícia na cidade do Mindelo. Detido numa cela no Palácio da Justiça de São Vicente, a aguardar o desfecho do caso, com recurso a uma chave falsa, Mingá abriu a porta da cela e fugiu sem deixar rastos. Volvidos, quatro meses foi detido por ordem do Tribunal. Condenado a 10 meses de reclusão, ainda vai aguardar o julgamento por prática de crimes de furto de veículos, condução sem habilitação legal, roubos e VBG.


O Juízo Crime teve mão pesada porque entender que o jovem constituía um perigo para a sociedade, dado ao seu cartel de crimes, e por ter o vício de furtar veículos e conduzi-los sem que tenha habilitação legal. Mingá, que é reincidente nessa matéria, e que já cumpriu pena de prisão esteve foragido depois de fugir do Palácio da Justiça, onde aguardava o desfecho do processo-crime em que furtou uma viatura e acabou por provocar um acidente ao abalroar um carro da Polícia Nacional na rotunda próxima clínica Urgimed. 

Mas, as ocorrências criminais envolvendo este indivíduo não ficam por esta situação. Em Agosto 2014, depois de ter saído da Cadeia Central onde cumpriu pena por crimes de furto de veículos e assaltos à mão armada, na companhia de um outro indivíduo furtaram um motociclo. Mas, acabaram por sofrer um acidente na Rua da Praia e foram detidos pela Polícia Nacional.

O caso foi presente ao Tribunal da Comarca de São Vicente e a decisão final se encontra suspensa até o mês de Novembro. É que os arguidos comprometeram-se em pagar os prejuízos causados ao motociclo, avaliados em 200 mil escudos. Porém por estar foragido da Justiça, esta semana, o Juízo Crime deu ordens a Polícia Nacional para procura-lo pela Ilha de São Vicente. Desta feita, Mingá foi encurralado pela PN, que realizou uma investigação criminal e cumpriu a ordem judicial.

O juiz sentenciou-o com uma pena de 10 meses de prisão e por estar a braços com as instâncias judiciais pela prática de assaltos, novos casos de furto de veículos, e de um crime de Violência Baseada no Género vai aguardar o desfechos desses processos na cadeia, isto como forma de evitar que continue em liberdade a progredir a sua carreira criminosa, como declarou o Tribunal. 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PJ investiga tentativa de homicídio contra um homem na Ilha do Sal

Um jovem de 31 anos de idade, natural de Santo Antão, foi baleado na madrugada deste domingo, em Santa Maria, por outro jovem que se pôs em fuga. Dos três tiros disparados pelo agressor, apenas um acertou em José Maocha, que devido a gravidade das lesões teve de ser evacuado para o Hospital Baptista Sousa, na Ilha de São Vicente. 


José Maocha, que trabalhava na padaria Clube One, foi transportado para o hospital de Espargos em estado grave, e depois de ser sujeito a tratamento médico decidiu-se pela evacuação para o HBS. A Polícia Judiciária está a investigar o caso de tentativa de homicídio. Mas, ainda não deteve o suspeito, que se encontra a monte, isto para esclarecer as razões do crime, cujos meandros indiciavam ter ligação a prática de jogos de fortuna e azar. 

Findo processo de investigação, o caso vai ser entregue as instâncias judiciais no sentido de procederem as necessárias diligências e declararem as medidas de coacção que se impõem ao arguido, e autorizar que o Ministério Público apure os factos e deduza a acusação.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cidadão acusado de violar sua filha condenado a oito anos de prisão na Ilha da Boa Vista

Amílcar Costa, acusado de ter violado a própria filha, hoje com 19 anos, desde que esta tinha 11 anos, foi condenado pelo Tribunal da Boa Vista a oito anos de prisão. Acusado do crime de violação, agravado com penetração contra a própria filha, no julgamento que aconteceu no passado dia 6 de Janeiro, Amílcar Costa primeiro preferiu remeter-se ao silêncio. Mas resolveu pronunciar-se sobre o caso depois de ter ouvido as testemunhas.


A defesa de Amílcar Costa pediu absolvição, com o argumento de que Meca é um arguido primário com responsabilidades, que educou seis crianças e mais duas afilhadas, para além de apoiar outras crianças e adolescentes. Alega ainda que nunca manifestou tendências de desvio comportamental.

Mas o Ministério Público não foi na conversa e pediu uma pena de 12 anos de prisão e indemnização da vítima no valor de um milhão de escudos. Na sua sentença, o Juiz da Boa Vista entendeu aplicar uma pena de oito anos de prisão efectiva e o pagamento de uma reparação à vítima, neste caso a própria filha, hoje com 19 anos. A sentença foi conhecida ontem, 21 de Janeiro.

De referir que este caso, que chocou toda a sociedade boavistense repercutiu negativamente no maior partido da oposição do qual Amílcar Ramos da Costa era membro, ocupando cargos de relevo. No dia seguinte à denúncia, o presidente da Comissão Política Regional do MpD anunciou o afastamento imediato de Meca, que era o segundo homem da Comissão Política Concelhia da Boa Vista.

Amílcar Costa foi coordenador do MpD na Boa Vista, ex-líder de bancada ventoinha na Assembleia Municipal, foi vereador no tempo da presidência de Eutrópio Lima da Cruz, Membro da Direcção Nacional do Partido, Antigo Director do Ciclo Preparatório da ilha das Dunas, ex-presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Liceu da Boa Vista, ex-presidente da Associação de Futebol, dirigente e fundador da Escola de Futebol Euclides da Costa e presidente da Associação de Deficientes da ilha das Dunas.

Fonte: Asemana

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Jovens que assassinaram empresário Emanuel Spencer condenados a 18 anos de prisão

Pirilau e Djoca, os assassinos de Emanuel Spencer, sócio-gerente da empresa Spencer Construções & Imobiliária (SCI), crime ocorrido em Agosto de 2013 na Praia, foram condenados a 18 anos de prisão. Ambos responderam pelo crime de homicídio agravado por asfixia. 


Os receptadores dos bens de Spencer foram condenados a pagar multa. José António dos Reis levou uma pena maior: mil escudos à razão de 100 dias, o que dá 100 contos. Já Ademiro deve pagar 800 escudos por igual número de dias (80 contos). Evandro viu a sua multa reduzida para 50 mil escudos, ou seja 500 escudos durante 100 dias.


O Tribunal da Praia, na sua sentença desta segunda-feira, 12, mostrou não ter dúvidas que Pirilau e Djoca são os responsáveis pela morte do empresário Emanuel Spencer, ocorrido em Agosto de 2013 no Palmarejo, Praia. Ficou provado que os dois homens, que já eram conhecidos da vítima, asfixiaram-no até à morte aplicando-lhe um golpe no pescoço.

O mandante do crime não foi revelado nem o montante que os visados receberam para matar Spencer. Mas, para o Tribunal, as provas produzidas durante o julgamento e da perícia, e os próprios depoimentos dos arguidos que confessaram parcialmente os factos, foram suficientes para deduzir a condenação. Inclui-se o crime de receptação dos bens - um iPad e um telemóvel - que foram vendidos a um preço de 20 mil escudos cada, um valor muito abaixo do preço de mercado.

Recorde-se Pirilau e Djoca, principais arguidos no processo, estavam em prisão preventiva desde a ocorrência dos factos. José António dos Reis, Admiro, Evandro e Massambá aguardavam o julgamento em liberdade, sob Termo de Identidade e Residência. Este terceiro receptador está desaparecido e até ao momento não se sabe do seu paradeiro pelo que deve ser julgado posteriormente.

Fonte: Asemana

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ataque à segurança nacional: Assassinato de mãe de inspectora da PJ e atentado contra o filho do Primeiro-ministro

Na sequência da tentativa de assassinato do cidadão, José Luís Neves, filho do Primeiro- ministro, ocorrido no dia 30 de Dezembro, o Governo revelou que esta situação está inserida no mesmo padrão de ataque às instituições do Estado e que este tipo de criminalidade desafia as autoridades nacionais. O ministro, Rui Semedo, porta-voz do Conselho de Ministros, assegurou que o atentado contra o filho mais velho do chefe do Governo e o assassínio da mãe de uma inspectora da Polícia Judiciária configuram-se como ataques a instituições do Estado democrático e à segurança nacional.


De acordo como o ministro da Defesa Nacional, este tipo de criminalidade organizada e com conexões transfronteiriças distingue-se como um dos desafios de segurança e ordem públicas exigindo, assim, respostas a níveis adequados. Para o Governo, a criminalidade organizada foi considerada no conceito estratégico de segurança e defesa nacional como uma das principais ameaças. Neste sentido revela que há vários anos que tem merecido um combate efectivo do sistema de segurança nacional.

Rui Semedo deu a garantia de que o Estado de Cabo Verde está determinado em prosseguir com "firmeza e determinação", o combate que a seu ver ainda carece de uma crescente articulação do país com os parceiros internacionais.

Combate

"A nível interno, afirmou, vão continuar a intensificar as respostas necessárias para devolver a tranquilidade e estabilidade aos cidadãos cabo-verdianos."

O Governo entende que o país vive hoje numa comunidade internacional de risco em que existe uma articulação decidida da acção dos órgãos de soberania nacionais. Mas também uma atitude firme dos cidadãos, o que é fundamental para fazer prevalecer o Estado de direito e as regras do direito internacional.

O ministro apela à serenidade e confiança dos cidadãos nas instituições da República e reitera a inabalável determinação do Estado em fazer prevalecer a justiça e a tranquilidade pública em Cabo Verde.

Atentado

O filho do primeiro-ministro José Luís Neves, foi vítima de vários disparos na região do abdómen à porta da sua casa, na noite do dia 30 de Dezembro, na zona da Cidadela, perto do Palmarejo. O seu estado é saudável, mas continua internado no hospital Agostinho Neto.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Perla Negra: MP procura impedir soltura de cidadãos detidos por tráfico de 521 kg de cocaína

O Ministério Público recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça a pedir que essa instância judicial mantenha em prisão preventiva os seis cidadãos detidos no caso “Perla Negra”, que culminou na apreensão de 521 kg de cocaína, com elevado grau de pureza na Ilha de São Vicente. Dos arguidos, Jose Prats, Carlos Ortega e Juan Bustos interpuseram um recurso ao STJ para pedir a revogação da prisão preventiva, isto é, para que possam sair em liberdade. Mas, o caso ganha novos contornos, porque o Ministério Público quer impedir a soltura dos arguidos, pois defende haver provas a cerca do crime, e que há perigo de fuga e continuação de actividade criminosa.  


O Radar News Online apurou que os cidadãos espanhóis, Juan Fernandez Bustos e Carlos Ortega Alemán, detidos pela Polícia Judiciária como tripulantes do iate que fez o transbordo de 521 kg de cocaína numa praia na localidade de Salamansa pedem a sua libertação da Cadeia Central de São Vicente. Quem pede a libertação também, é Jose Villalonga Prats, tido pelas autoridades como um dos cabecilhas do caso “Perla Negra”, nome de um bar na Cidade do Mindelo, onde Prats é tido como um dos proprietários desse espaço de diversão nocturna. 

Os detidos, Juan e Carlos alegam que não têm envolvimento no tráfico internacional de drogas, e nenhuma ligação ao caso “Perla Negra” que desembocou na apreensão de 521 kg de cocaína. Carlos Ortega e Juan Fernandez defendem que ao serem detidos no Centro da Cidade do Mindelo pela PJ não tinham na sua posse estupefaciente, bem como as autoridades criminais não encontraram qualquer quantidade de droga no iate, que aportaram no porto da ilha de São Vicente.

Por seu lado, Jose Prats defende que quando foi abordado pela Polícia Judiciária no dia 5 Novembro, na estrada entre Baía das Gatas e a Cidade do Mindelo não estava na posse de droga, o certo é que tinha na sua posse uma pistola 6.35. Este pediu a declinação da medida de prisão preventiva, entende que falta de fundamentos e porque houve violação da lei, no despacho proferido pelo juiz Antero Tavares.

Já Carlos Ortega pede a sua soltura, e Juan Fernandez pede a substituição da medida mais grave, e sugere: a obrigação de permanência em residência, apresentação diária as autoridades policiais e interdição de saída do país. 

Mas, a verdade é que o Ministério Público veio contradizer as pretensões dos arguidos, Jose, Juan e Carlos, e defende que ambos, bem como Alexandre “Xand Badiu” Borges, Patrick Komarow e Ariel Benitez praticaram um crime de tráfico internacional de droga, e assim deve aguardar o desfecho do caso em prisão preventiva na Cadeia Central de São Vicente. 

Os representantes do Ministério Público nesse processo-crime contradizem as alegações dos arguidos, e ao abrigos termos do disposto no artigo 456º do Código Processo Penal respondeu “as motivações de recursos correspondentes e apresentados pelos arguidos com os demais sinais nos autos, onde estes pedem a revogação do despacho do juiz que com base nos factos apurados em sede de interrogatório determinou a prisão preventiva”.

O Ministério Público assegura que os seis arguidos devem ficar detidos em prisão preventiva, porque há “fortes indícios da prática de um crime de tráfico de droga de alto risco nos termos da lei nº 78/12/93 de 12 Julho, e consequentemente não podem ser libertos, porque há perigo de fuga, continuação de actividade criminosa e perturbação da ordem e da tranquilidade pública”. 


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Homicídio em Alto São Nicolau: Mulher de 92 anos foi agredida com ferro de engomar na face e no crânio

Edmar Rocha, de 26 anos se encontra detido em prisão preventiva, por suspeitas de violar e matar uma idosa de 92 anos, na zona de Alto São Nicolau, ilha de São Vicente. Edmar, que é reincidente na prática do crime de agressão sexual contra idosas é tido pela PJ como o autor da morte de Cecília Brito, conhecida por “Mana Cecília”. Nas diligências, a Polícia Científica apurou que a idosa foi agredida na face, na região do crânio, e em outras parte do corpo com um ferro de engomar e uma bengala, e depois o agressor escondeu o seu corpo numa mala.


O corpo de Cecília Brito, conhecida por “Mana Cecília” foi encontrado na tarde de sábado, quando familiares foram a sua residência em Alto São Nicolau levar-lhe o almoço. O corpo da mulher de 92 anos foi encontrado no interior de uma mala, e a sua cama estava ensanguentada. A vítima foi violada e a agredida até a morte por um indivíduo que trepou uma parede lateral da sua habitação, e depois de saltar para o quintal, entrou no interior e atacou a idosa.

Investigação

As autoridades criminais e sanitárias realizaram os necessários exames para descobrir as causas da morte da mulher de 92 anos. Na sequência das diligências apuraram que a vítima sofreu uma agressão sexual, e que ainda foi agredida com uma bengala e um ferro de engomar. Quanto as lesões registadas pelas autoridades, a maior parte ocorreu na face e na região do crânio.

Mas, o certo é que “Mana Cecília” sofreu um traumatismo craniofacial grave, com fracturas expostas, múltiplas contusões no corpo e tinha uma fractura no dedo indicador da mão direita, que dá indicar que a vítima ainda procurou se defender das agressões perpetradas pelo autor do crime.

Detenção

O funeral de Cecília Brito ocorreu na manhã de domingo. Quanto ao indivíduo suspeito de ter assassinado a idosa, Edmar Rocha, residente em Alto São Nicolau foi capturado pela Polícia Judiciária na residência dos pais, e não ofereceu resistência durante a captura. A PJ realizou os parâmetros para concluir a investigação criminal, fez exames e recolheu provas de que Edmar foi o autor do crime.

Reunidas provas sobre quem matou a mulher de 92 anos, e as declarações do suspeito, a Polícia Científica entregou-o ao Tribunal da Comarca de São Vicente. O juiz depois de proceder ao interrogatório do jovem de 26 anos, com base nas suas declarações, e pelas provas referenciadas no processo-crime entendeu que por haver perigo de continuidade de actividade criminosa, e por constituir um perigo à sociedade, o arguido deveria aguardar o desfecho do caso na Cadeia Central, em regime de prisão preventiva.    

   

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Tribunal envia para a prisão jovem suspeito de violar e esquartejar idosa de 92 anos

O Tribunal da Comarca de São Vicente colocou em prisão preventiva o cidadão suspeito de violar e esquartejar uma mulher de 92 anos, na zona de Alto São Nicolau, Ilha de São Vicente. Trata-se de um jovem de 26 anos, Edmar Rocha, residente nessa mesma localidade, e que já esteve em prisão preventiva por violar uma cidadã de 79 anos. O indivíduo regressa a Cadeia Central, desta feita sob indícios da prática de um homicídio com contornos de “crueldade e típico de execução por parte de um psicopata”.


Na tarde desta segunda-feira, 29 Dezembro, o 2º Juízo Crime procedeu ao interrogatório do arguido, Edmar Rocha, detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de ser o autor do assassinato da cidadã Cecília Brito, conhecida por “Mana Cecília”, de 92 anos na sua residência em Alto São Nicolau.

O crime deixou em estado de choque os familiares, e as pessoas que conviveram de perto com essa cidadã “muito querida por todos, dada a sua maneira de viver e de lidar com os outros”. “Mana Cecília” foi violada e esquartejada no dia 27 Dezembro, e o seu corpo escondido numa mala no seu quarto.

No domingo, na sequência de diligências, a PJ deteve o jovem de 26 anos, residente em Alto São Nicolau, tido com o autor do crime, e que tinha um histórico de tentativas e ataques a mulheres com mais de 70 anos que vivia na sua área de residência, inclusive a vítima.

Prisão preventiva

Edmar Rocha foi interrogado pelo juiz sobre os factos que lhe indiciam da prática de um crime de homicídio agravado, em concurso com um crime de agressão sexual. Com base nos factos recolhidos em sede de interrogatório, e pelos dados presentes no processo de investigação do assassinato da cidadã, Cecília Brito, o Tribunal declarou que foram preenchidos os argumentos para lhe aplicar a prisão preventiva e lhe enviar para a Cadeia Central de São Vicente.

Perante os “fortes indícios do arguido ser o autor do crime ocorrido em Alto São Nicolau”, o juiz decidiu aplicar as normas do artigo 290 º do Código Processo Penal e enviou o arguido para a Cadeia de São Vicente. O magistrado assegurou que por razões de prevenção geral, a prisão preventiva seria a medida adequada para se evitar o perigo de continuação de acção criminosa.



Antecedentes criminais

Recorde-se que em Janeiro 2014, o arguido saiu em liberdade, depois de ter violado uma mulher de 79 anos em Março 2013, na zona de Alto São Nicolau. Com base nos relatórios médicos que revelaram que o indivíduo padecia de perturbações mentais, este foi declarado inimputável porque não teve capacidade mental para avaliar a sua conduta. E, ainda saiu em liberdade, porque segundo o Tribunal não constituía perigo para a sociedade. Mas, o certo é que já tinha atacado outras mulheres na zona de Alto São Nicolau, e agora os indícios apontam-lhe como autor de um “crime hediondo”

Suspeito de matar mulher de 92 anos saiu da cadeia porque parecer médico considerou que não constituía perigo social

Nas próximas horas, a Polícia Judiciária vai entregar as instâncias judiciais o cidadão suspeito de violar e esquartejar uma mulher de 92 anos, na zona de Alto São Nicolau, Ilha de São Vicente. Trata-se de um jovem de 26 anos, Edmar Rocha, residente nessa mesma localidade, e que já esteve em prisão preventiva por violar uma cidadã de 79 anos. Com base nos relatórios médicos que revelaram que o indivíduo padecia de perturbações mentais, este foi declarado inimputável, e saiu em liberdade, porque segundo o Tribunal não constituía perigo para a sociedade.


O assassinato de Cecília Brito, conhecido por “Mana Cecília”, de 92 anos na sua residência em Alto São Nicolau deixou em estado de choque os familiares, e as pessoas que conviveram de perto com essa cidadã “muito querida por todos, dada a sua maneira de viver e de lidar com os outros”. “Mana Cecília” foi violada e esquartejada no dia 27 Dezembro, e o seu corpo escondido numa mala no seu quarto.

O cenário do crime revelou tratar-se de uma “situação de crueldade cometido por alguém com instinto de psicopata”. A Brigada de Homicídios da PJ iniciou as investigações para descobrir o autor do crime, e no exterior da residência, os técnicos da PJ recolheram “pegadas dos pés de quem trepou a parede lateral dessa casa e apoiado a um ferro saltou para o interior da casa onde mais tarde viria a matar a proprietária”.

Suspeitas

A PJ recolheu informações que apontaram como suspeito um jovem de 26 anos, residente em Alto São Nicolau, que tinha um histórico de uma violação contra uma idosa, tentativas de ataques e assaltos à residência de mulheres, com mais de 70 anos e que viviam sozinhas.  Admar, que também tem um histórico de consumo abusivo de droga foi detido em Março 2013, em prisão preventiva na Cadeia de São Vicente, depois de violar uma mulher de 79 anos na zona de Alto São Nicolau.

Parecer médico

Em Janeiro 2014 conheceu o veredicto final do 2º Juízo Crime da Comarca de São Vicente, que aguardava o resultado de um exame de sanidade mental dos Serviços de Psiquiatria do Hospital Baptista Sousa, porque havia suspeitas que o homem sofria de perturbações mentais, dado que já esteve internado em tratamento no Serviço Mental do HBS e durante o julgamento deu indicações de que padecia de alguma anomalia psíquica.

O resultado do relatório médico requerido pelo Tribunal confirmou que o arguido tinha alguma anomalia psíquica. O relatório médico revelou que o sujeito não teve a capacidade mental para saber que a sua conduta era imprópria. O juiz, com base nas normas do Código Penal não encontrou razões para condenar o sujeito e aplicar uma medida de segurança, que determinaria a detenção na Cadeia de São Vicente.

Soltura

O Tribunal teve provas de que o cidadão estava a ser acompanhado por psicólogos e psiquiatras, com a finalidade de curar a sua doença. Por não haver registos de constituir perigo para a sociedade, confirmado pelo parecer médico, o jovem ficou em liberdade. Mas o Tribunal determinou que tinha de continuar a receber tratamento médico nos Serviços Psiquiatria.

A absolvição do arguido teve ainda como base o artigo 18º, do Código Penal, a inimputabilidade em razão de anomalia psíquica, de que a luz da lei, os cidadãos que padecem de perturbações mentais não têm a capacidade para avaliar e valorar que a sua acção se tratou de uma ilicitude.

Debate

E agora, sobre a morte de “Mana Cecília”, Edmar vai ser interrogado pelo mesmo Juízo Crime que o colocou em liberdade. Este caso do assassinato de 92 anos prometer lançar o debate na praça pública, se o juiz entender que há indícios de que Admar foi quem matou a mulher, e que deve ser conduzido a Cadeia Central.


É que a confirmar-lhe como autor do crime traz à tona, a questão de quem deve ser responsabilizado pelos actos dos cidadãos, cujos pareces médico revelam inimputabilidade, o Tribunal por entender não haver perigo de estes cometerem novos crimes colocam-nos em liberdade: e a verdade é que a sociedade fica exposta a acção desses sujeitos que “com instinto de psicopata cometer crimes hediondos e de extrema crueldade” e que chocam a sociedade. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Mulher encontrada morta dentro de uma mala: Indícios apontam homicídio

Neste Sábado 27 Dezembro por volta das 13h30 foi encontrado o corpo de uma mulher com cerca de 90 anos, sem vida no interior da sua residência em Alto São Nicolau, ilha São Vicente. O corpo da vítima estava escondido numa mala, e a sua cama estava ensanguentada. 


 Trata-se da cidadã Cecília Brito, conhecida por “Mana Cecília ”.

O corpo foi descoberto na tarde deste sábado quando familiares foram levar-lhe o seu almoço.

O Radar News Online apurou que antes da descoberta do corpo da vítima, a empregada esteve na residência para prestar-lhe os habituais serviços porém esta não deu qualquer sinal e nem abriu a porta.

Por sua vez os familiares fizeram diligências para descobrir o paradeiro de Mana Cecília que não respondia as chamadas telefónicas da sobrinha.

Foi então que arrombaram uma das janelas da residência e encontraram o seguinte cenário:Ausência da proprietária, roupas e objectos revirados e a sua cama ensanguentada.


Neste sentido a polícia nacional foi accionada e acabaram por encontrar o corpo da vítima dentro de uma mala.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Homem encontrado morto com uma corda atada ao pescoço

Nesta terça-feira, 23 de Dezembro por volta das 17h00 a Polícia Nacional foi informada de que um corpo de um indivíduo estava pendurado a uma árvore nas imediações da estrada de acesso a zona de Ribeira de Julião, na ilha de São Vicente.


Trata-se de um indivíduo de sexo masculino, de nome Jacob Henriques mais conhecido por "Jaco", que padece de problemas mentais, residente nas imediações do posto policial de Fonte Inês.

O homem foi encontrado com uma corda atada ao pescoço e pendurado á uma árvore, as causas da morte estão por apurar. Neste momento a polícia nacional faz a segurança no local para preservar o corpo, enquanto aguardam a chegada da delegacia de saúde e da polícia judiciária. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tribunal manda para a cadeia mãe e filha indiciadas de tráfico de droga na cidade do Porto Novo

O Tribunal da Comarca do Porto Novo, ilha de Santo Antão com base nos factos apurados em sede de interrogatório a uma mãe, e sua filha indiciadas de um crime de tráfico de estupefacientes, aplicou a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva. Maria Soares, de 58 anos e a filha, Elisanda Soares, de 28 anos, residentes no bairro de Covoada foram detidas pela Polícia Nacional com uma quantidade de cannabis "padjinha" que dava para confeccionar cerca de 2000 doses. 


Na quarta-feira, 17 Dezembro, a Brigada de Investigação Criminal no Concelho do Porto Novo conclui uma investigação no âmbito de tráfico de droga nessa cidade, que culminou na detenção de duas cidadãs, mãe e filha que residiam no bairro de Covoada. Há vários meses que a BIC, do Comando da PN no Porto Novo investigava a actuação dessas duas mulheres, cujas suspeitam apontavam para a prática do crime de tráfico de estupefacientes.

No decurso da operação, Maria Soares, conhecida por "Maria de Autinha" e Elisanda Soares foram detidas na posse de "uma quantidade" de cannabis que lhes permitiram confeccionar e vender cerca de 2000 doses. As detidas foram apresentadas ao Juízo Crime, que com base nos factos apurados em Primeira Instância ficou ciente de que há "fortes" indícios da prática de um crime de tráfico de estupefacientes.

Perante esta situação, que se traduz numa ilicitude criminal e para evitar a continuidade de prática criminosa por parte das arguidas, como medida de coacção pessoal, o Tribunal aplicou o artigo 290º do Código Processo Penal, a prisão preventiva. Dessa forma, mãe e filha foram conduzidas a Cadeia Regional de Santo Antão, na cidade da Ponta do Sol, onde vão aguardar o desfecho do processo-crime, que vai culminar na realização do julgamento e aplicação de uma medida de pena com base nas normas da Lei de Tráfico de Estupefacientes.     

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Mãe e filha detidas na posse de cannabis na cidade do Porto Novo

Duas mulheres, mãe e filha, foram detidas esta quarta-feira, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, na posse de “uma boa quantidade” de cannabis, conhecida em Cabo Verde como padjinha. As duas cidadãs vão ser apresentadas ao Tribunal da Comarca do Porto Novo para aplicação de uma medida de coacção. Num contacto via telefone, às 16h43mn, à secretaria do Tribunal, o Radar News Online foi informado  que o Juízo Crime estava proceder ao interrogatório da primeira arguida desse processo-crime, a mãe, uma mulher de 58 anos.


O investigador Augusto Fortes, da secção de Investigação Criminal da Esquadra da Policia Nacional no Porto Novo, confirmou à Inforpress a detenção das duas mulheres na posse de uma “quantidade considerável de estupefacientes”, as quais vão ser entregues, ainda esta quinta-feira ao Tribunal Judicial da Comarca para primeiro interrogatório de arguido detido e decisão sobre eventual medida de coação.

Segundo Augusto Fortes, a prisão das duas mulheres, mãe de 58 anos e a filha, cuja idade não avançou, é resultado de uma investigação que as autoridades policiais vinham realizando há “muito tempo”. As duas mulheres, acusadas de plantação e tráfico de padjinha, residem no bairro de Covoada, na cidade do Porto Novo.

Ministério Público quer pena de 17 anos e seis meses de prisão para ex agente da PN que matou homem com quatro tiros

O Ministério Público não concordou com a medida de pena aplicada pelo Tribunal da Comarca de São Vicente ao ex agente da Polícia Nacional que matou um homem com quatro tiros à queima-roupa. Ilaugino Fortes viu o Juízo Crime condenar-lhe a uma pena de 12 anos e 8 meses pela morte do companheiro da sua enteada. Mas, o representante do MP interpôs um recurso ao Supremo Tribunal da Justiça para pedir uma condenação de 17 anos e seis meses, por defender que o homicídio é agravado e ocorreu à traição e por motivo fútil.


Para o Ministério Público, o Supremo Tribunal da Justiça deverá apreciar o processo-crime e analisar os factos, que com base nas normas jurídicas tipificam a prática de um crime de homicídio, o que na prática determinaria o aumento da medida de pena que o 2º Juízo Crime aplicou ao ex agente da Polícia Nacional, Ilaugino Fortes.

O MP traça um diagnóstico do arguido e revela que este tinha “problemas sérios com o consumo do álcool”, e ficou provado que ao trabalhar armado e a a fazer o uso abusivo de bebidas alcoólicas se tratava de uma “pólvora ambulante” que acabou por explodir e provocar a morte de um indivíduo, que mantinha uma relação conjugal com a enteada do ex agente da PN.

O Procurador da República, Vital Moeda, representante do Ministério Público no caso defende que o sujeito “agiu de forma consciente e com uma conduta proibida por lei. Sabia que ao estar na posse de uma arma de fogo teria de se coibir e evitar tal acção, independentemente dessa briga que houve com a vítima. Apesar do grau de consumo de bebidas alcoólicas, o arguido teve plena consciência do seu acto, e os factos revelam que quis a morte de Celso e acabou por executá-lo com quatro tiros”.

Segundo o magistrado, Ilaugino, como agente da Polícia tinha a consciência que ao fazer disparos com a sua arma de fogo contra alguém poderia provocar-lhe a morte. “Em diversas situações no decorrer do desentendimento com a vítima, o cidadão teve hipóteses de evitar tal tragédia, como exemplo, fechar a porta da sua residência e ignorar a vítima. Mas, não foi buscar a arma e ao fazer disparos à queima-roupa, sabia que as consequências seriam graves, e assim ocorreu porque Celso teve lesões graves no corpo que provocaram a sua morte”.


O representante do MP contesta a tese de Ilaugino, de que agiu por legítima defesa, dado que foi ofendido pela vítima, e de seguida se engalfinharam. “Não tinha motivo para matar o homem, disse que ele acusou seu filho de roubar-lhe 700 escudos. A partir desse facto criaram uma situação que culminou numa briga e ofensas verbais. E, o arguido acabou por ser covarde, pois pegou na sua arma de serviço e decidiu matá-lo”.