Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Lavas prosseguem com a destruição e devastam casas e terrenos agrícolas no Ilhéu de Losna

O pequeno povoado de Ilhéu de Losna, composto por pouco mais de uma dezena de casas e funcos, situado entre Cova Tina e Portela, está quase a ser consumido na sua totalidade pelas lavas da erupção vulcânica. Até por volta das 08:00 de segunda-feira, a equipa da Universidade de Cabo Verde que faz a monitorização da actividade vulcânica  que, além da adega de Eduíno Lopes, as lavas destruíram outras sete casas e alguns funcos e que neste momento restam apenas três casas intactas, duas das quais estão rodeadas pelas lavas. 


Vera Alfama, professora da Universidade de Cabo Verde ( Uni-CV) disse à Inforpress que se mantiver o ritmo as lavas vão consumir as demais habitações de Ilhéu de Losna, podendo, eventualmente, sobrar uma que está situada numa pequena elevação. Depois de destruir por completo as duas principais povoações de Chã das Caldeiras, Portela e Bangaeira, as lavas tomaram, há uma semana, o caminho de Ilhéu de Losna, destruindo assim o último povoado que restava. 

As duas erupções vulcânicas, de 1995 e de 2014, destruíram as quatro povoações de Chã das Caldeiras. A de 1995 tinha consumido a de Boca Fonte e a de 2014 as de Portela, Bangaeira e Ilhéu de Losna. A escoada de lava, que sai de Ilhéu de Losna em direcção a Portel,a andou nas últimas 24 horas cerca de 80 metros e já encostou às lavas da erupção de 1995, enquanto a escoada da frente de adega, por ter seguido em várias frentes, andou cerca de 10 metros. 

No entanto, o vasto campo de cultivo de mandioca, feijões e vinha situada à frente da adega já foi consumido em mais de 80 por cento. A lava que se dirige de Monte Saia para Ilhéu de Losna continua a escorrer e a actividade vulcânica continua activa. 

Vera Alfama afirmou que desde domingo que se regista um aumento de gases e que a pluma eruptiva ascendia, por volta das 08:00, os 800 metros de altura e que a emissão de lavas no fuco eruptivo continua activa. Ilhéu de Losna, localizado ao pé da Bordeira, segundo população de Chã das Caldeiras, é uma das áreas mais produtivas de Chã das Caldeiras, e além de feijões (congo, sobretudo), mandioca, batata, é uma referência em termos de produção de fruteiras como vinha, macieira, marmeleiro e outros. As demais frentes de lavas, nomeadamente a de Bangaeira, que se diria para Fernão Gomes, estão estacionárias há uma semana. A erupção vulcânica completa terça-feira o primeiro mês de actividade.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Acidente viação: Cidadão salta de viatura e morre devido a um traumatismo grave

Arlindo da Cruz  “Kunkun”, morreu na tarde deste sábado, 20, na sequência de um acidente de viação ocorrido na estrada de Lombo Branco, Município  da Ribeira Grande, ilha de Santo Antão. Uma falha mecânica na viatura acidentada é tida como a causa do acidente. A vítima, de 27 anos, que residia em Lombo Branco ao aperceber da situação decidiu pular da carroçaria da viatura e acabou ter morte imediata ao embater  com a zona torácica no chão.


O acidente ocorreu quando 17 trabalhadores da Spencer Construções & Imobiliária deixaram o serviço e regressavam a sua zona de residência. Os operários seguiam numa viatura de caixa aberta, de marca Mitsubishi, que todos os dias após o encerramento dos trabalhos dessa empresa de construção civil fazia o percurso entre a cidade de Ribeira Grande e a localidade de Lombo Branco.

O certo é que ao chegarem a uma curva na estrada de Lombo Branco, a viatura se descontrolou e começou a deslizar em marcha-ré.  Arlindo não esperou pelo desfecho da situação, e optou por fazer um salto desse veículo, que culminou na sua morte, uma vez que sofreu graves traumatismos ao embater com o corpo no chão.

Os restantes ocupantes sofreram ferimentos ligeiros, e o condutor que sofre de tensão arterial foi submetido a uma observação médica no Hospital Regional João Morais.

Lavas engoliram Adega de Vinho da Cooperativa "Sodade" e terrenos agrícolas em Ilhéu de Losna

Confirmou-se aquilo que se previa. A adega de vinho do produtor Eduíno Lopes, filial da cooperativa “Sodade”, foi engolida pelas lavas na zona de Ilhéu de Losna, uma das principais propriedades de cultivo de videira em Chã das Caldeiras. 


A torrente atingiu a única via alternativa em direcção à Portela. Com o aproximar das lavas o viticultor, Eduíno Lopes responsável da adega "Sodade", viu-se obrigado a evacuar mais de 40 mil litros de vinho das suas propriedades, bem como os principais equipamentos. Mas a destruição da estrutura física representa uma perda em milhares de contos. 

Com a destruição da adega, outras habitações correm risco de serem afectadas.As escoadas lávicas ,que ganharam força nas últimas horas, consumiram parcelas agrícolas de cultivo de feijão, mandioca, vinha e macieira nesta localidade que era habitada por poucas famílias. A mesma frente da lava destruiu a única via alternativa que dava acesso a Portela ou a Bangaeira. 

A entrada só é feita a pé, desde de Ilhéu de Losna, a viagem demora mais de uma hora. Mantém-se o andamento da outra torrente de lava em direcção à Cova Tina, pondo em perigo grandes parcelas de terrenos agrícolas. Entretanto, a frente de lava que dista 3,5 quilómetros de Fernão Gomes continua estagnada, sem nenhum avanço no terreno. 

O vulcão entrou em erupção a 23 de Novembro, mas não fez nenhuma vítima mortal. De realçar que continua uma grande equipa no terreno, constituída pela Polícia Nacional, Forças Armadas, Protecção Civil municipal e nacional, sob a coordenação desta última, para garantir a segurança de Chã das Caldeiras. O vulcão está a ser monitorizado de forma constante pelos técnicos que querem estar ao corrente de qualquer alteração do quadro actual.

Radar News Online c/ FogoNews

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Trailer: "Doce Guerra", uma telenovela que espelha a história da sociedade cabo-verdiana

"Doce Guerra" foi escrito pela guionista portuguesa Lara Morgado e pretende revisitar o passado, fazendo uma contextualização histórica da sociedade cabo-verdiana desde 1937. O primeiro episódio foi gravado na capital do país e conta com um elenco maioritariamente nacional com participações da modelo Vanny Reis, Miss Cabo Verde e West Africa 2011, e dos actores Ché Gonçalves e Raquel Monteiro.


De acordo com Lara Morgado, escritora e guionista, "pretende-se que seja uma grande produção, mas tudo vai depender de parceiros e dos financiamentos que conseguirmos", diz. Trata-se de uma produção da Green Studio e houve a apresentação de um primeiro episódio que teve o objectivo mobilizar parcerias junto das instituições privadas e estatais para este grande empreendimento de produção audiovisual, assegura Lara Morgado.

Para assistir clique aqui Trailer

Jovens promovem Natal Solidário para crianças de Chã das Caldeiras

Prendas. Brincadeiras. E sorrisos. Um dia de alegria para as crianças do centro de acolhimento dos Mosteiros. Foi assim a festa realizada na quinta-feira, 18 Dezembro na cidade de Igreja. O Natal Solidário em prol das crianças de Chã das Caldeiras, obrigadas a abandonar as suas aldeias devido à erupção do vulcão que ocorre desde 23 de Novembro, é iniciativa de um grupo de jovens, concretizada com o apoio de instituições locais e centrais e um grupo vasto de padrinhos e madrinhas, aqui e na diáspora.


A madrinha da festa foi a primeira-dama de Cabo Verde. Lígia Fonseca está na região para participar em celebrações de Natal com as crianças do Fogo e da Brava. Nos Mosteiros, o Natal Solidário realizou-se no Auditório Municipal Pedro Pires. Teve também brincadeiras, o dia todo, no Largo Três Luzes.

De acordo com João Paulo Monteiro, um dos organizadores, com esta iniciativa os jovens pretenderam proporcionar momentos mais alegres às crianças deslocadas que estão a passar por um momento difícil. Devido ao sucesso do evento, o mesmo avança que a ideia é trabalhar, a partir de agora, na formalização de uma associação local para trabalhar em prol de todas as crianças de Chã das Caldeiras e, a médio prazo, abarcar também toda a ilha.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Campanha Fogonaveia": MADCITY e Finalistas da Escola Jorge Barbosa realizam show de beneficência para ajudar famílias

Nesta sexta-feira, 19, o pavilhão da Escola Secundária Jorge Barbosa recebe um show beneficente, no âmbito da "Campanha FOGONAVEIA", cujos géneros alimentícios e produtos arrecadados se revertem para as famílias afectadas pela erupção vulcânica que assola a ilha do Fogo. 


Esta campanha de solidariedade, que culmina na realização de um espectáculo de música e dança tem a organização do grupo, MADCITY, e da Comissão de Finalista da Escola Jorge Barbosa. A entrada para assistir o evento é de um 1kg de alimento, cuja receita final arrecadada é para ajudar as pessoas de Chã das Caldeiras, que vivem "uma triste situação", e precisam do apoio de todos para retomarem uma nova vida.

Fotogaleria











Lavas caminham em direcção as habitações de Ilhéu de Losna e ameaçam devastar propriedades agrícolas

As lavas caminham em direcção a zona Ilhéu de Losna ameaçando algumas habitações, terreno de videira e bloqueio da estrada alternativa a Portela. Vera Alfama, especialista da Uni-CV na área de vulcanologia e que coordena a equipa que neste momento está a monitorar a erupção vulcânica, disse que esta frente avançou muito nas últimas 12 horas e que, neste momento, está num vale com uma certa intensidade. 

Como a mesma intensidade está a avançar um metro em cada dois minutos (30 metros por hora) as pessoas desta localidade estão a proceder à retirada dos seus bens, apesar de ainda a frente se encontrar entre um e meio a dois quilómetros de distância. A frente de lava que avança em direcção a Ilhéu de Losna está aproximadamente a 500 metros da propriedade agrícola, mas pode também atingir a estrada o que, caso vier a acontecer, vai cortar esta via alternativa a Portela. 

A localidade de Ilhéu de Losna é uma das principais propriedades de cultivo de videira em Chã das Caldeiras. As frentes de lavas anteriores tinham consumido uma vasta área de cultivo, sobretudo de feijão-congo, mandioca e batata, e uma pequena área de cultivo de fruteiras, videira e macieira. 

Já as duas frentes que na quarta-feira estavam activas em Portela, segundo Vera Alfama estão praticamente paradas, mais há um desvio e outros dois pontos activos que não estão a avançar. A erupção iniciada a 23 de Novembro, continua a causar danos em Chã das Caldeiras, e já fez a destruição por completa dos dois principais povoados, Portela e Bangaeira. Por ora, a lava dirige-se para Ilhéu de Losna, zona habitada por poucas famílias, mas onde está localizada a adega de vinho do produtor Eduíno Lopes. 

Esta quinta-feira uma delegação parlamentar, chefiada pelo presidente do Parlamento, Basílio Mosso Ramos, pelos líderes parlamentares do PAICV e do MpD, Felisberto Vieira e Fernando Elísio Freire e pelo deputado da UCID, João Luís, efectua uma visita a Chã das Caldeiras e aos três centros de acolhimento da população deslocada, situados em Monte Grande (São Filipe), Achada Furna (Santa Catarina) e Mosteiros.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ministra Cristina Fontes coloca cargo à disposição após derrota nas eleições para presidente do PAICV

A Ministra Adjunta e da Saúde, Cristina Fontes colocou o cargo à disposição face aos resultados obtidos nas eleições para a presidência do PAICV, onde Janira Hopffer Almada foi eleita presidente desse partido que sustenta o Governo. Cristina Fontes foi o candidato menos votado, ficando pela cifra dos 8,45% e volvidos três dias anuncia a sua saída do elenco do Governo chefiado por José Maria Neves.


Em declarações à RCV, Cristina Fontes afirmou que face aos resultados entende que seja seu dever agir em consequência, por isso "de forma tranquila coloca o seu cargo à disposição do Primeiro-ministro, facilitando as condições para no quadro dos interesses da maioria e em concertação com a nova presidente do PAICV, partido da maioria e tomarem as decisões que entenderem ser as melhores.


Sonvela Arte traz dinâmica social e beleza para residências na zona de Ilha de Madeira

Freddy Gomes, é um jovem mindelense que está executar um projecto que visa criar uma dinâmica social e embelezar residências na zona de Ilha de Madeira, São Vicente. Sonvela Arte dá uma nova cara as casas, e, é um projecto que não passa apenas por requalificar. Mas, ainda criar uma imagem diferente e colorida, pois Freddy adianta que se vai proceder a pintura das habitações e haverá áreas que irão receber desenhos em grafiti.

Residência na rua  Salgamorto na zona de Ilha de Madeira (com Sonvela Arte)

No projecto, Freddy Gomes tem a parceria de Ronaldo, um jovem residente na Ilha de Madeira que desde da primeira hora decidiu abraçar essa causa em prol da sua zona. Ronaldo assegura que Sonvela Arte representa uma mais-valia para o seu bairro, e da qual defende que poderia ser uma experiência a adoptar em outras localidade.

Rua Salgamorto na zona de Ilha de Madeira (antes)

Por seu lado, Freddy Gomes afirma que “Sonvela Arte propõe a união, porque essa é a minha ideia de vida e temos que ajudar uns aos outros. No dia-a-dia há que haver uma ajuda mútua, e não esperarmos apenas pelas pessoas com recursos financeiros para ajudar-nos. Aqui na zona de Ilha de Madeira todos sabem que é um bairro que tem os seus problemas sociais, é uma localidade com coisas boas, e onde houver união podemos fazer muito mais”.



Organização

O entrevistado adianta que desde Dezembro 2013 que está a materializar o projecto, que teve a sua organização final a partir de 17 Novembro 2014. “Foi nesse período que começamos a arranjar areia, sacos de cimento, água e três dias depois se iniciou as obras na primeira residência”. Freddy conclui dizendo que já contactou a Câmara Municipal de São Vicente e outra instituição, e revela que há necessidade de mais apoios, quando num primeiro momento os materiais provieram de recursos financeiros com base em apoios turísticos e de doações.
  

         



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Caos na Av. Baltasar Lopes da Silva: Condutor com 2,15 g/l de álcool no sangue condenado a pagar 12 mil escudos

O Tribunal da Comarca de São Vicente condenou o cidadão, António Fortes, conhecido por Toi D´ Adega a uma pena de quatro meses de prisão. Este foi detido pela Polícia com 2,15 g/l d álcool no sangue, depois de provocar um acidente, que resultou em um ferido ligeiro e danos avultados em veículos estacionados na Av. Baltasar Lopes da Silva. O juiz substituiu a pena de prisão por uma multa de 12 mil escudos, por entender que o arguido é um homem bem integrado na sociedade, e que este não tem antecedentes criminais.


O magistrado durante a audiência de julgamento repreendeu a conduta do arguido, pelo facto de este conduzir sob efeito de bebidas alcoólicas. “ A condução em si já representa uma actividade rodeada de perigos, onde quem está ao volante deve ter em atenção as regras para garantir a sua segurança, e daqueles que transitam nas estradas. E, estar ao volante de um veículo bêbado é um caso grave e punido pela lei, dado ser é uma situação que pode trazer consequências graves a vida humana”.

O juiz assegurou ao cidadão que na lei o limite máximo é 0,8 g/l e álcool no sangue, e que ao ter 2,15, a situação agravou a medida de pena, cujas normas jurídicas determinam uma pena de prisão com base nos factos apurados, e que esta só é substituída se o cidadão não for reincidente e não representar um perigo a sociedade. Por seu lado, Toi D´ Adega lamentou os factos e garantiu que essa conduta não se vai repetir. O Juízo Crime conclui dizendo ao arguido para que evite a reincidência e relembrou-lhe que caso não pagar a multa, vai cumprir quatro meses na Cadeia Central de São Vicente.

Acidente

De recordar, que o caso ocorreu no dia 25 Novembro por volta do meio-dia. O Radar News Online acompanhou o acidente no preciso instante em que a viatura, de marca Ford conduzida por António “Toi d´ Adega” Fortes, que trabalha no conserto de aparelhos electrónicos despistou na Av. Baltasar Lopes da Silva, em frente a Sapataria Ponk.


O acidente resultou no atropelamento de uma cidadã italiana, de nome Beti, de 45 anos e danos em veículos que estavam estacionados nessa área onde o ocorreu o despiste.   O acidente não terminou em tragédia, pois a vítima, a cidadã estrangeira foi apanhada de “raspão nas costas pelo veículo despistado. Mas, o certo é que pelo aparato do acidente várias pessoas que passavam pela avenida ficaram em estado de choque”.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Janira Hopffer Almada sucede JMN na presidência do PAICV com uma vitória rumo a 2016

Segundo os dados provisórios, Janira Hopffer Almada é a nova Presidente do PAICV. A Ministra da Juventude e Emprego sucede a José Maria Neves, e o cenário aponta que venceu com maioria absoluta na primeira volta das directas deste domingo,14, ao obter 51,3% dos votos. A informação é avançada pelo Conselho Nacional de Jurisdição, quando faltavam apurar alguns votos que pouca importância irão ter no resultado final.




Quanto aos restantes candidatos que agora têm Janira Hopffer Almada como candidata a Primeira-ministra nas eleições legislativa de 2016, Felisberto Vieira ficou deve ficar com cerca de 41% e Cristina Fontes ficou em último com votos que não ultrapassam os 9%, numa votação onde houve uma taxa considerável de abstenção, nomeadamente em Santiago Sul. De realçar que nas próximas horas o Conselho Nacional de Jurisdição vai confirmar a escolha da nova presidente de fazer a divulgação dos dados finais da votação.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Atentado a saúde pública: Com a morte do dono da habitação CMSV procura solução

Em Alto Doca, na zona de Chã D´ Alecrim existe uma habitação em construção cujas obras estão paralisadas há mais de cinco anos. O tosco está a constituir um problema para os moradores na medida que na parte traseira ficou por construir um muro de protecção, e o resultado é que o local transformou num precipício. Por outro lado, a situação agravou-se para a saúde pública, uma vez que habitação foi transformada numa retrete e depósito de lixo. A CMSV diz ter conhecimento do caso e que procura soluções para resolver o problema. 


Os moradores reclamam do perigo a volta da habitação e na verdade um homem já sofreu ferimentos e fracturas no corpo, após cair numa zona próxima ao quintal desse espaço. Indignados os residentes recorreram a Câmara Municipal de São Vicente para pedir medidas urgentes para resolver a situação.

Com tantos anos de espera resolveram fazer um abaixo-assinado que foi entregue a CMSV pelo que aguardam uma resposta ao caso. Questionados sobre o paradeiro do dono do tosco, asseguram desconhecer onde ele está e porquê é que a obra não avançou. 

O Radar News Online realizou uma uma investigação para apurar o paradeiro do proprietário e fomos informados que o mesmo faleceu. Contactado por este Online, o Vereador do Ambiente e Saneamento, Anildo revelou que o serviço de Fiscalização contactou os herdeiros, mas estes asseguram que "sozinhos não tinham condições de fazer a limpeza. Vamos apoiá-los, mas por outro lado as pessoas têm de colaborar porque a CMSV não pode fazer tudo sozinho".

O vereador do Ambiente e Saneamento acrescenta que a população tem que colaborar na área da saúde pública, na medida que "são as próprias pessoas que transformam esses sítios em lixeiras e depois qualquer situação vêm reclamar na Câmara Municipal".


Orçamento Geral do Estado 2015 aprovado pelos deputados do PAICV apesar da discórdia do MpD e UCID


O Orçamento Geral do Estado para 2015 foi aprovado na globalidade com 35 votos a favor do PAICV, partido que sustenta o Governo. O Movimento para a Democracia (MpD) e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) votaram contra contabilizando 27 votos. Os deputados dos partidos da oposição lamentaram o facto do Governo e o PAICV não terem absorvido propostas estruturantes e que tinha importância no desenvolvimento de Cabo Verde. 


A questão da subida do IVA, de 15 para 15,5%, com a arrecadação de verbas a favor das famílias afectadas pela erupção vulcânica na ilha voltou a estar no epicentro do debate do Parlamento, que tinha como um dos pontos em agenda, a votação na globalidade sobre o Orçamento Geral Estado para 2015, dossier que acabou aprovado com votos dos deputados da maioria, PAICV.


No final, a  Ministra das Finanças, Cristina Duarte assegurou que o Governo já não podia solicitar mais a ajuda da sociedade cabo-verdiana. "Nós achamos que 0,5% é um aumento justo e equilibrado que nos permite com esses 350 milhões mobilizar muito mais para a população da ilha do Fogo".

Por seu lado, os deputados do MpD defenderam que a solidariedade não se impõe, e que quer o Governo, quer o PAICV andaram mal em relação a aprovação da medida de aumento do IVA durante o ano 2015. Quanto a votação do OGE 2015, Elísio Freire, líder parlamentar do MpD justificou o voto contra do seu partido porque os deputados entenderam que o Governo não esteve disposto a dialogar, bem como não aceitou nenhuma proposta da oposição. 

"Sinto uma profunda tristeza pelo facto do Governo não dialogar e não ter capacidade de compreender o nosso país e o drama das pessoas para receber mais carga fiscal. Este orçamento não traz soluções para aspectos fundamentais da sua vida" concluiu o líder parlamentar do MpD. 


O MpD sublinhou que  apresentou várias propostas para melhorar a vida dessas pessoas a nível das actividades geradoras de rendimento, da Justiça e da segurança, que foram recusadas numa atitude de “fechar-se sobre si próprio, O esforço tem de ser de todos e, neste momento, apenas as famílias e as empresas estão a contribuir. O Governo não está a sacrificar nenhuma despesa para ajudar a população do Fogo. Isso para nós é inadmissível e inaceitável”. 

A única concordância da oposição para com as medidas do Governo se deve a criação de uma conta bancária destinada a todos os recursos financeiros que vierem a reverter a favor das pessoas afectadas pela erupção vulcânica na ilha do Fogo.Freire concorda no entanto com a proposta do executivo de colocar todos os recursos financeiros destinados à ilha do Fogo nunca conta bancária própria.


Já Felisberto Vieira, líder parlamentar do PAICV mostrou-se satisfeito com a aprovação do Orçamento Geral de Estado para 2015, e quanto a queixa do MpD sobre a não aceitação das suas propostas, Vieira respondeu que "elas são legítimas, mas as lógicas são diferentes".

A UCID votou contra e de acordo com João Santos Luís esse voto surgiu porque o OGE não visa resolver os principais problemas do país: criação de empregos, reposição do poder de compra dos cabo-verdianos e não apresenta soluções para a resolução de problemas no sector da Justiça.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Governo aumentou IVA para 15,5%: MPD votou contra quando a opinião dos cabo-verdianos se divide

O Governo aprovou a proposta de aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado, IVA, de 15% para 15,5% durante o ano 2015, cuja finalidade é que as receitas arrecadas se destinam a apoiar as famílias afectadas pela erupção vulcânica que assola a zona de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. A maioria, o PAICV votou a favor e a UCID absteve-se na hora de vota. Já o MpD, partido da oposição votou contra e avisou ao Governo que a solidariedade não se impõe e que "O Governo está a fazer uma chantagem emocional inadmissível sobre todos os cabo-verdianos". 


Quanto aos cabo-verdianos, a cerca da medida do Governo, por ora as opiniões se dividem: há quem congratula o executivo por esse gesto a pensar os deslocados de Chã. Mas, há cidadãos a defender que o Governo agiu mal ao aumentar o IVA, porque essa medida vai trazer mais dificuldades financeiras a vida dos cabo-verdianos, e que em relação as pessoas afectadas na ilha do Fogo, de salientar que são vários os cidadãos, instituições, parceiros nacionais e internacionais que estão a contribuir na ajuda a "Djarfogo".

Solidariedade

No Parlamento, os deputados do PAICV, partido que sustenta o Governo votaram a favor, e na voz de Julião Varela defenderam que " a incidência do aumento de 0,5% do IVA é insignificante nas despesas das famílias e atende a vontade da maioria dos cabo-verdianos. Todos os dias ouvimos manifestações de vontade das pessoas em querer saber de que forma podem contribuir para minorar o sofrimento da população de Chã das Caldeiras". 

O deputado assegurou que com essa medida, o Governo "está a dar aos que podem e os que menos podem a possibilidade de participar". Segundo Julião Varela, Cabo Verde, a nível interno está a dar sinais de mobilização de recursos para dar satisfação às necessidades das pessoas afectadas pela erupção vulcânica na ilha do Fogo.

Alternativa

Por seu lado, o líder Parlamentar do MpD, Elísio Freire revelou que o seu partido não compactua com a decisão do Governo de aumentar o IVA, pois essa medida mesmo que de 0,5% "está a sufocar as famílias e as empresas, e o MpD mostrou sentido de responsabilidade face às dificuldades porque passa a população de Chã das Caldeiras, desde que os sacrifícios fossem partilhados, ou seja, 350 mil contos seriam financiados pelos cidadãos e empresas e 350 mil contos pelo Governo".

Elísio Freire conclui dizendo que "o Governo entende que, por causa da calamidade no Fogo, pode pedir aos cidadãos para reduzir os seus rendimentos e as empresas a sua tesouraria, mas não pode diminuir as suas despesas". 

Ajuda do Governo

Já, João Luís , da UCID revelou que a abstenção foi uma decisão do partido porque entende que o Executivo podia ajudar os afectados pelo vulcão através do investimento público. “O Governo e a bancada que sustenta o partido no poder não tiveram vontade política suficiente para dotar a população do Fogo do que de facto precisa. A abstenção é a nossa posição de voto porque a Ministra das Finanças não deu-nos respostas a cerca dos esclarecimentos que pedimos. Votamos abstenção porque , por força da maioria absoluta, o Governo e o PAICV pensam que podem tudo fazer e como querem”. assinalou o deputado da UCID.

Erupção vulcânica: Fernão Gomes não entrou na rota das lavas porque a intensidade mantém-se estável

No dia 10 de Dezembro com a erupção vulcânica em Chã das Caldeiras, as equipas técnicas no terreno registaram que a frente de lava localizada a 600 metros da zona de Bangaeira, que poderá ir em direcção a Fernão Gomes, não teve avanço significativo.


Em termos de actividade vulcânica, neste momento, verifica-se que o vulcão está com uma taxa baixa de saída de lavas das bocas do vulcão, verificando essencialmente a emissão regressiva de gases e cinzas.

A grande preocupação que se põe é a concentração de gases e, por isso, não é aconselhado a visita à localidade de Chã das Caldeiras. As autoridades que estão no terreno continuam em alerta, fazendo a monitorização sistemática da situação.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Erupção vulcânica: Lavas já devastaram uma área de 9 km² e destruíram 239 habitações

A Direcção-geral do Ordenamento do Território está a trabalhar num plano de levantamento sobre o impacto da erupção vulcânica na zona de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. No terreno as equipas técnicas através de GPS`,s procuraram actualizar o que as lavas já destruíram nos locais afectados e a verdade é que o cenário é lastimável. Pelos números registados o movimento lávico já atingiu uma área de 9 km²  e já devastou 239 edificações.


As autoridades revelam que todas as estradas de acesso a Chã das Caldeiras foram destruídas pelas lavas, e que várias áreas, de entre elas, as localidades de Portela e Bangaeira sofreram “graves danos com a passagem das correntes de lava que engoliram tudo aquilo que encontraram pela frente”.

Volvidas duas semanas, após o início da erupção vulcânica na ilha do Fogo, registam-se a devastação de milhares de hectares de propriedades agrícolas, 239 habitações, 160 cisternas, bem como, edifícios públicos, cinco pensões, um hotel, duas igrejas, currais, mortes de animais, entre outros pertences e espaços.


A DGOT revela que através dos GPS´s e dos trabalhos das equipas técnicas que estão no terreno vai continuar a ter uma percepção do rasto de destruição por parte das lavas. A Direcção-geral do Ordenamento do Território revela que pelas informações recebidas as lavas prosseguem o seu curso, e que já ultrapassaram a zona de Bangaeira, pelo que as perspectivas apontam que estão a cerca de 3km de Fernão Gomes.       

São Vicentinos vivem um calvário: os cortes de energia eléctrica estão de volta

A Electra Norte prossegue com os cortes de energia eléctrica na ilha de São Vicente. Em vários bairros da ilha do Monte Cara, os cortes se prolongam por períodos seguidos que ultrapassam as três horas de interrupção. Os são vicentinos dizem-se revoltados com esta situação que dura há mais de uma semana. Por sua vez, a empresa justifica que uma indisponibilidade de potência está a determinar a execução de um plano de corte “parcial, rotativo e programado por localidades”.


Nesta terça-feira, na ilha de São Vicente, várias habitações ficaram as escuras com registo de novos cortes de energia. Os residentes viveram mais um dia sem electricidade nas suas residências. E, foram diversos os bares, mini-mercados, oficinas, cybers, barbearias, lojas e salões de beleza que fecharam as portas antes do horário previsto porque não tinham condições mínimas para prestar serviço aos clientes.

Mas, por outro lado para manter o serviço e garantir um ganha-pão, há quem tenha recorrido as velas, candeeiros, ou aos motores eléctricos à base de combustíveis. De acordo com algumas pessoas entrevistadas por este Online, “a situação já atingiu o limite de paciência. Isto, porque na maioria das vezes não há um aviso prévio por parte da empresa, a cerca dos cortes de energia que duram várias horas. É um problema que causa desânimo, porque sãos horas passadas ao relento da escuridão e sem uma noção de quando a energia eléctrica regressa ao nosso lar. Dessa forma esperamos que a Electra resolva a questão com maior celeridade”.

Da parte da Electra, a empresa reconhece o registo de interrupções de fornecimento de energia eléctrica na ilha de São Vicente. Mas, a empresa recorre a indisponibilidade de potência para justificar os cortes nos bairros. A Electra lamenta os constrangimentos provocados aos são vicentinos, e assegura que está-se a realizar trabalhos de melhoria da produção e distribuição de electricidade.

Intensidade da lava abrandou: Vulcão expeliu essencialmente gases e cinzas

Nesta terça-feira, 9 Dezembro, a intensidade das lavas abrandou em Chã das Caldeiras, em relação ao que se registou nos dias anteriores. Pois, as localidade de Portela e Bangaeira foram devastadas pelas pelas correntes que provocaram um cenário de catástrofe, na medida que as lavas destruíram casas, ceifaram a vida e animais e cobriram as propriedades agrícolas, bem como tudo aquilo que encontraram pela frente. 


Nesta terça-feira as equipas técnicas registaram que o vulcão tem expelido essencialmente gases e cinzas. Neste momento, a visibilidade no interior de Chã das Caldeiras é muito má devido à concentração das cinzas.


Entretanto, o Serviço Nacional da Protecção Civil (SNPC), em colaboração com a Cruz Vermelha, encontra-se no terreno, mais concretamente nas localidades de Cutelo Alto e Monte Barro, a informar à população da real situação, bem como a explicar como proceder adequadamente, em caso de haver a necessidade de uma evacuação. 


Esta intervenção no terreno continuará até que a população dos povoados sob ameaça estiverem devidamente informados. 

As autoridades sublinham que "até às 12 horas do dia 10 de Dezembro de 2014, o céu tenderá a permanecer pouco nublado, por vezes nublado essencialmente por nuvens médias e altas, portanto, a visibilidade deverá ser boa, podendo apresentar-se por vezes moderada nas zonas próximas do vulcão, devido à poeira e cinzas provenientes da erupção vulcânica".

Por outro lado informam que as equipas técnicas prosseguem no terreno a seguir de perto a evolução da situação, tendo em vista a tomada atempada de decisões.

De realçar que a entrada a Chã das Caldeiras continua interditada, garantindo, assim, a segurança das pessoas.

Nota do Governo: NÃO HÁ DECISÃO DE EVACUAÇÃO IMEDIATA DE QUALQUER POVOADO

O Gabinete de Comunicação e Imagem do Governo informa que não há nenhuma decisão para se efectuar evacuação imediata de qualquer povoado que, eventualmente, possa estar ameaçado pelas lavas.Arlindo Lima, Presidente do SNPC, apela às pessoas para manterem a calma que a instituição que representa tudo fará para garantir a segurança da população.


O Serviço Nacional de Protecção Civil juntamente com as câmaras municipais locais, já iniciou a preparação para atender de forma rápida e segura a uma possível necessidade de evacuação de algum povoado que possa vir a sofrer com o avanço das lavas.

Neste momento, a erupção vulcânica encontra-se estável e o avanço das lavas está mais lento em relação ao que se verificava durante esta manhã de segunda-feira, e o vulcão tem expelido essencialmente gases e cinzas.

Informamos ainda que a tendência das lavas se deslocar em direcção a Fernão Gomes mantêm-se, faltando cerca de 3 km, portanto, aproximadamente 3 dias para eventualmente atingir este local, onde não existe qualquer habitante. Este cenário tornar-se-á realidade caso não haja interrupção das actividades vulcânicas.

Reunião

Após uma reunião realizada no final do dia desta segunda-feira, 08 de Dezembro, em Mosteiros, entre a SNPC, os presidentes das câmaras municipais locais, voluntários da protecção civil municipal e representantes de serviços descentralizados do Estado, tomou-se a decisão de pôr em curso diversas medidas de prevenção, pensando sempre na probabilidade do pior cenário, que é o de invasão das lavas aos povoados de Cutelo alto e Fonsaco, se tornar realidade.

Durante o encontro foi decidido que, havendo necessidade de uma possível evacuação dos povoados que se encontram sob ameaça, todas as condições já estão a ser criadas para que seja executada com cautela, rapidez e segurança, tendo em vista garantir a preservação das pessoas e dos seus pertences e, ainda, que sejam alojadas rapidamente, de forma a se garantir o bem-estar e dignidade possíveis nestas condições.
Dentre estas medidas está a decisão de se iniciar logo amanhã, terça-feira, uma ação de sensibilização e informação á população destas duas localidades e arredores, que será executada pelos voluntários já a serviço da protecção civil municipal, a fim de ensinarem à população os procedimentos adequados em caso de evacuação.

Articulação

Neste momento, todos os serviços competentes do Estado estão em estreita articulação, pelo que é fundamental a união entre todos, no sentido de se juntar forças e de haver um trabalho conjunto e coordenado capaz de dar respostas rápidas e seguras.

Na eventual possibilidade de uma evacuação já foram identificadas três opções de alojamento para as vitimas. A maior preocupação neste momento é criar condições logísticas e sanitárias nestes espaços, garantir a colocação imediata das crianças nas escolas, para além do apoio psicológico às famílias, tal como vem acontecendo nos outros centros de acolhimento
Vale salientar que a monitorização das actividades do vulcão estão a ser seguidas e analisadas sistematicamente, de forma a permitir a tomada atempada de decisões, sempre perspectivando garantir a segurança das pessoas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Estudantes do ISCEE não baixam os braços: a manifestação prossegue contra pagamento da taxa de 5000 escudos

Revoltados com as novas taxas de exames em atraso, os estudantes do Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais realizam uma manifestação nos pólos do Mindelo, na ilha de São Vicente e na cidade da Praia, ilha de Santiago. Os estudantes boicotaram as aulas e querem falar com a Administração porque não aceitam pagar uma taxa de 5000 escudos por cada disciplina em atraso.


O Radar News Online apurou que nesta terça-feira vão regressar as instalações do ISCEE para darem seguimento ao protesto, que se iniciou nesta segunda-feira, 8 Dezembro. Munidos de cartazes, os estudantes não assistiram as aulas e à frente dos locais onde funcionam o ISCEE gritaram palavras de ordem e asseguram que não vão baixar os braços enquanto a sua situação não for resolvida.

Em causa está o facto de o ISCEE ter implementado um novo regulamento onde os alunos estão obrigados a pagar uma taxa de 5000 escudos por cada disciplina em atraso. Os estudantes defendem que esse regulamento foi imposto sem aviso prévio, e dessa forma esse acto administrativo provocou a revolta da classe estudantil que se mostra “desprevenida” para assumir mais custos, além da propina 12000 escudos pagada em 12 meses, ou de 14000 por dez meses.

Reivindicação

A nova taxa foi imposta no início do ano lectivo e os alunos procuraram um acordo com a direcção, e até fizeram um abaixo-assinado. Mas, asseguram que o ISCEE não apresentou nenhuma solução.

Os estudantes dizem que a aplicação dessa taxa não tem lógica, e a verdade é que “são várias as pessoas que não têm condições financeiras para suportar os custos dessa taxa imposta pela Administração do ISCEE, pois se trata de um custo adicional, com que quem estuda nesta instituição não contava nas suas despesas académicas”.

Gestão

Por seu lado, a Administração do ISCEE esclarece que a taxa equivale a uma propina que o estudante deverá pagar cada disciplina que deixar em atraso. E, para esse regime a duas opções: que passar pela avaliação contínua no decorrer das aulas, ou ir directamente para o exame. Pelo que a Administração adianta que se trata de uma cobrança de um valor regulamentado e acertado por disciplina em atraso.