Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Thierry Graça realiza sonho de representar os Tubarões Azuis

Nascido na ilha de São Vicente, Thierry Graça começou a dar os primeiros chutos na bola em campos de terra. O jovem guarda-redes brilhou nos escalões de formação do Benfica de Portugal e agora foi promovido a equipa B. Por estar a realizar um início de carreira brilhante, Thierry viu o seleccionador Rui Águas reconhecer o seu trabalho, e deu-lhe a possibilidade de fazer parte da selecção principal dos Tubarões Azuis, que defronta o Moçambique.


Thierry Graça é tido como uma promessa do futebol cabo-verdiano. Também é irmão do guarda-redes cabo-verdiano Fock, que já representou a selecção nacional. O jovem de 19 anos conta participação em torneios internacionais, e foi ao serviço do Batuque FC que teve a oportunidade de mostrar serviço no estrangeiro. Graça passou pelo clube Oeiras, mas dada a sua potencialidade e categoria viu os dirigentes do Benfica garantir os seus préstimos.

Ao serviço dos escalões dos encarnados chegou a final da Liga dos Campeões sub 19, onde perderam o título para o Barcelona, de Espanha. Em Maio 2014, o jovem cabo-verdiano assinou um contrato profissional com o seu clube válido até Junho 2020. Para a presente época, pelo seu trabalho de referência realizado nas camadas de formação, Thierry Graça foi

Perfil
Caracterizado pela sua humildade, técnica, respeito pelos colegas e adversários, e espírito para evitar que a bola entre na sua baliza, Thierry é tido como uma das promessas para no futuro defender a baliza dos Tubarões Azuis.

Sonho

Por ora, o jovem guarda-redes cumpre o seu sonho de criança que passava por representar as cores da selecção cabo-verdiana de futebol. Vai caber agora ao seleccionador Rui Águas decidir qual será o momento certo para entregar à guarda da baliza dos Tubarões Azuis, ao prodígio cabo-verdiano, Thierry Graça.

Na sua página oficial da rede social, Facebook, Thierry escreveu “nada se consegue só! Muito obrigado por todo o apoio! One aos que estão comigo desde do começo! Para quem que antes de julgar-me tentou entender-me… Enfim, Ilha de Madeira, Ribeira Bote”.






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

5º aniversário: Associação ABRAÇO sob o signo de "retrospectiva e projecção de novos desafios"

A Associação Seropositivos de São Vicente, ABRAÇO, celebrou o 5º aniversário sob lema “retrospectiva e debate sobre novos desafios e novos caminhos 2015-2020”.
Comemoração do 5º aniversário da Associação ABRAÇO 
A comunidade ABRAÇO reuniu-se no acto central das comemorações que teve a presença do presidente da CMSV, Augusto Neves, delegação da Morabi e a Plataforma das ONG´s, entidades ligadas a instituições de cariz social e membros da associação. De realçar que 10 membros receberam certificados no âmbito de uma formação na área de plano de negócios. 

Desses cinco anos, o presidente da associação ABRAÇO, Ailton Lima faz um balanço positivo marcado pela evolução em vários aspectos. Porém, Ailton Lima relembrou que não foi fácil fazer a legalização dessa organização não-governamental, que há cinco anos trabalha em prol das pessoas portadores do VIH/ SIDA na ilha de São Vicente.

Devido a burocracia existente nas instituições que tutelam a legalização de projectos e associações em Cabo Verde, o presidente do ABRAÇO explicou que tiveram de esperar cerca de três anos para ver a sua legalização publicada no Boletim Oficial.

Conquistas

Relativamente aos ganhos, Ailton Lima regozija-se com a cedência de um espaço no Centro Social de Ribeira Bote por parte da edilidade para prosseguirem com o trabalho junto da classe. A associação ABRAÇO, que desde da primeira hora teve a Morabi e a Câmara Municipal de São Vicente como parceiros conseguiu ainda apetrechar a sua sede com equipamentos destinados a execução das tarefas. E, ainda a parceria desenvolvida nos últimos tempos com a Plataforma das ONG,s. 

Ailton Lima explicou que a associação que dirige elaborou um projecto para procurar financiamento junto do Comité Nacional de Luta Contra SIDA. O dirigente diz que ter essa parceria com esse organismo nacional é um ganho para a associação.

Financiamento

“Financiaram o nosso primeiro projecto intitulado Viver Positivo, que incluía o apetrechamento da nossa sede. E, que incluía ainda a formação de pessoas portadoras de HIV em matéria de par educador. Isto é, pessoas que vivem com HIV passariam a aconselhar pessoas que padecem desse mesmo problema, nomeadamente para fazer o tratamento ou evitar ter vícios, como o caso de consumo de bebidas alcoólicas” elucidou o entrevistado.

O presidente afirma que a associação ABRAÇO teve ganhos com a elaboração de actividades alusivas ao dia Mundial da luta contra o Sida. Neste momento, de forma directa em parceria com o Comité de Coordenação de Combate à Sida (CCCS/Sida), a associação desenvolve um projecto baseado em actividades de combate a essa doença.

Retrospectiva vs Desafios

Numa retrospectiva aos cinco anos que já se passaram, Ailton Lima faz um balanço positivo e reforça “ganhamos confiança dos nossos parceiros. Uma credibilidade nesse sector, apesar de sabermos que sempre há quem fique com o pé atrás, quando trabalha com associações. Por vezes quem apoia, diz será que vão dar o melhor caminho a esse dinheiro”.

O activista acrescenta que aos poucos vai-se ganhando mais credibilidade junto de outras instituições. "E, se o CCCS/Sida tornou num parceiro do ABRAÇO é porquê acreditam que se trata de uma associação credível, então outras instituições podem ter a certeza que o ABRAÇO é credível".

O presidente da associação ABRAÇO aproveitou a ocasião para prestar uma homenagem aos membros já falecidos. Quanto aos desafios para os próximos cinco anos, o ABRAÇO, Lima assinala: trabalhar com melhor articulação junto das instituição, possam ganhar novos parceiros, apoio de assistentes sociais e psicólogos e ter uma maior colaboração por parte dos associados.

Iero Bari: "Burlão de Mindelo" condenado a quatro anos e seis meses de prisão

O Tribunal da Comarca de São Vicente procedeu à leitura da sentença do processo-crime que acusava o cidadão guineense, Iero Bari dos crimes de burla, roubo e falsificação de notas. Conhecido como o “burlão de Mindelo”, Bari foi detido em prisão preventiva por ordem do Ministério Público. Bari, que já cumpriu pena por crime de burla, volta de novo a prisão, agora para cumprir uma pena de quatro anos e seis meses, por reincidência nessa matéria.
 
Cidade do Mindelo, ilha de São Vicente
Iero Bari foi detido em Maio 2013, pela Polícia Judiciária na cidade da Praia por ordem do Ministério Público. O cidadão guineense foi transferido para a ilha de São Vicente onde foi presente ao 1º Juízo Crime. Iero Bari ficou em prisão preventiva, sob acusação dos crimes de burla, roubo e falsificação de notas, após ser detido na posse de 1030 contos cabo-verdianos, em notas falsas de cinco e de dois mil escudos.

O Ministério Público entendeu tratar-se de um expediente para extorquir as pessoas na ilha de São Vicente e lavrou uma acusação contra Iero Bari.
O arguido foi acusado de sete crimes de burla, por suspeitas de montar um esquema passando por curandeiro, no sentido de resolver problemas financeiros de pessoas que o procuravam.

Burla

O factor comum entre as supostas vítimas é que todas passavam por um momento difícil na sua vida, a nível financeiro e precisavam de uma solução .  As testemunhas do processo asseguram que deram dinheiro ao cidadão guineense. Ao, invés de verem a sua situação resolvida, os cidadãos acumularam novas dívidas.

Procuraram reaver o dinheiro entregue ao arguido. Mas sem sucesso, estas pessoas dirigiram à PJ apresentando uma queixa. O caso chegou as instâncias judiciais e em sede de julgamento, Bari negou a acusação de que se fez passar por curandeiro e burlou as pessoas.

Explicou que não enganou-lhes, alegando que cinco dos queixosos lhe emprestaram dinheiro, pois tinham uma relação de amizade. Quanto as restantes duas vítimas, Iero Bari assegurou “ter recebido dinheiro dessas pessoas para ajuda-los a resolver alguns problemas. Isto, porque tinha alguns conhecimentos de quem lhes poderia ajudar. Porém, ao invés de esperarem pela conclusão do processo foram à Polícia dizer que os burlei e acabei detido”.

O Tribunal analisou todo o processo de acusação de burla e com base no depoimento da vítima e nas declarações das testemunhas, o juiz assegurou “ter recolhido provas apenas da prática de dois crimes de burla. Nos restantes casos tratou-se de empréstimos, que o acusado ficou de saldar e que as partes não estipularam uma data, nem tão pouco assinaram um termo de pagamento”. O arguido foi então condenado a uma pena de quatro anos e seis meses de prisão, a ser cumprida na Cadeia Central de São Vicente.  

Absolvição

O crime de roubo que pesou sobre o arguido surgiu na sequência de uma denúncia, que juntamente com outro companheiro assaltaram um indivíduo, roubando-lhe dinheiro e um computador. Perante estes factos, o Tribunal declarou não ter recolhido provas de que Bari cometeu um crime de roubo, por isso absolveu.


Iero Bari foi ainda absolvido do crime de falsificação de notas, com base no “princípio in dúbio pro reo”, uma vez que dada a falta de provas verídicas, a lei penal beneficia o arguido. As autoridades criminais não tinham mandado judicial para inspeccionar o carro do arguido, que alegou ter encontrado o pacote na rua. Dessa forma, o Juízo Crime disse ser uma ilegalidade, a forma como ocorreu a apreensão das notas falsas, encontradas na posse de Iero Bari. 

Karvin Juff faz hat-trick na vitória do GD Alvaiázere

O GD Alvaiázere, clube que vai disputar a Divisão de Honra de Leiria garantiu uma vitória no jogo de apresentação do plantel para a época 2014/15. O GD Alvaiázere recebeu o Figueiró, num jogo de disputa do troféu “Tito Marques Duarte”, o avançado cabo-verdiano, Karvin Juff foi a figura de estaque ao apontar um hat-trick.
Karvin Juff, jogador do GD Alvaiázere
 No Estádio Municipal de Alvaiázere, o GD Alvaiázere alcançou um triunfo por 4-1 sobre o Figueiró dos Vinhos. Em mais um jogo de teste para o campeonato da Divisão de Honra de Leiria, que arranca no dia 5 Outubro, diante do Peniche, o GD Alvaiázere somou novo triunfo, que confirmou o bom momento da equipa nesta fase de pré-epoca.

Com três golos apontados, a figura do encontro foi o jovem cabo-verdiano, Karvin Juff, que voltou a ser uma peça-chave no ataque do seu clube. O jovem de 23 anos prossegue com as excelentes exibições ao serviço do seu clube. O jovem está a cumprir os compromissos assumidos com o GD Alvaiázere, pelo que continua a fazer “gosto ao pé” nos jogos de preparação da nova época.

Aspirações


Karvin assegura que “decidi que está na hora de me dedicar inteiramente a realização do meu sonho: ser jogador profissional de futebol. Pretendo apostar em jogar numa equipa profissional que tenha um plano a longo prazo, aonde poderei demonstrar as minhas qualidades como pessoa e jogador. Quero ser uma mais-valia para o clube e ser chamado para jogar na selecção cabo-verdiana de futebol”.

domingo, 28 de setembro de 2014

Funeral de Katisa: Braço de ferro termina depois de familiares verem o corpo

Foi a enterrar o corpo da adolescente cabo-verdiana, que se suicidou no dia 18 Setembro na cidade de Roma, Itália onde vivia sob a tutela de uma família adoptiva. O corpo da malograda chegou a sua terra natal, ilha da Boa Vista na tarde de sábado. O funeral foi cancelado porque os familiares residentes nessa ilha fizeram um braço de ferro quando informados que não poderiam abrir a urna. A situação causou um protesto que terminou com a intervenção da Polícia Nacional e da Delegacia de Saúde.

É que a urna chegou a ilha da Boa Vista lacrada e dois cidadãos italianos trouxeram uma notificação de que era proibida a sua abertura, sendo que o funeral deveria acontecer na tarde deste sábado, 24. Revoltados com essa situação, os familiares que anseiam saber os motivos que culminaram no suicídio impediram a realização do funeral.

A família da vítima, que era órfã queria ter uma confirmação de que se tratava do corpo de Katisa, pois se tratou de uma morte envolta de suspeitas. Ao serem impedidos de abrir o caixão, familiares e amigos decidiram impedir a condução do corpo para o cemitério local.

A revolta das pessoas provocou um tumulto que levou a chamada da Polícia Nacional. Os familiares pediram a PN e a Delegada de Saúde que autorizassem a abertura da urna para ter a certeza que se tratava de Katisa. Diante desse pedido, as autoridades reuniram as condições e o caixão foi aberto na Delegacia de Saúde na presença de familiares próximos, que atestaram tratar-se do corpo da adolescente.

O corpo de Katisa Sanches ficou em câmara fria na Delegacia de Saúde e neste domingo, os familiares puderam realizar o seu funeral. Findo a fase de transladação e enterro, a família da menor quer agora saber os motivos que estiveram na base do suicídio adolescente que há quatro anos foi viver para a Itália ao ser adoptada, depois de perder os pais.  



Bia Santos procura triunfar em Portugal

Natural da ilha de Santo Antão, Beatriz “Bia” Santos militava pelo Solpontense e joga pela selecção de Cabo Verde. As boas exibições da atleta na selecção e no campeonato regional despertaram o interesse dos dirigentes do Boavista FC Voleibol de Portugal que garantiram os préstimos de Bia em Fevereiro 2014. A preparar a estreia na primeira liga portuguesa, a atleta aspira ser jogadora profissional e alcançar os objectivos traçados na carreira.

A nova época de Bia Santos no Boavista FC está marcada para o mês de Outubro, altura em que as axadrezadas vão se estrear na primeira divisão, após conseguirem o passaporte de acesso. A jovem cabo-, em declarações ao Radar News Online considera a sua adaptação “muito boa” dadas as condições apresentadas pelo seu clube.

Bia Santos diz-se inspirada em “ pensa na minha pessoa, porque o meu sonho é ser profissional. Vou pensar em todas as minhas dificuldades que passei até chegar aqui e vou trabalhar para alcançar todos os meus objectivos. Concretizei o sonho de jogar na primeira divisão e agora é concentrar-me no treino do meu clube”.  

A entrevistada sabe que em Portugal tem capacidades para se desenvolver na modalidade. Pois, o voleibol naquele país se difere daquele praticado em Cabo Verde. Bia explica que há mais disputas entre as equipas. A jogadora teve uma prestação positiva na época anterior, mas defende que ainda tem que trabalhar mais para atingir os seus objectivos.

A jovem da cidade de Ponta do Sol, ilha de Santo Antão quer realizar o seu sonho de ser jogadora profissional para ajudar a sua família e a sua equipa do coração, Solpontense Volley. “Sei que tenho capacidade de conseguir, basta acreditar” atesta Bia Santos.

Quanto a selecção de Cabo Verde, Bia tem orgulho de fazer parte selecção nacional de voleibol, que descreve como o realizar de um sonho. Concretizado esse anseio, Beatriz diz que sente ainda “mais forte” por ter a companhia da irmã na selecção: a jogadora da Académica do Mindelo, Krisna, eleita a melhor jogadora do Nacional 2014, onde foi campeão ao serviço da Micá.


Homicídio em Ribeirinha: Amarante condenado a 16 de prisão pela morte de Sandra

O Juízo Crime da Comarca de São Vicente condenou o cidadão Amarante Neves pelo assassinato da ex companheira na zona de Fundo Toneca, bairro de Ribeirinha. O indivíduo que estrangulou a vítima, Sandra dos Santos durante um desentendimento entre o ex casal viu o Tribunal condenar-lhe a uma pena de 16 anos por ter causado a morte da ex companheira. E pagar uma indemnização de 600 contos à familia da malograda.
Residência onde Amarante matou Sandra
O caso do assassinato da cidadã “Sandra dos Santos” na zona de Fundo Toneca, bairro de Ribeirinha conheceu o seu desfecho final com a condenação de Amarante Neves, acusado do crime de homicídio agravado e Violência Baseada no Género. Durante a audiência realizada na sexta-feira, 26 Setembro, o juiz que procedeu ao julgamento do arguido afirmou que o Tribunal obteve provas que o indivíduo de 26 anos matou a vítima, por meio do estrangulamento, ao esganá-la no pescoço com recurso as mãos.

Perante o Tribunal, Amarante explicou em que circunstância ocorreu o assassinato de Sandra. O caso ocorreu no dia 21 Julho 2013 na sequência de uma briga entre o ex casal. A morte de Sandra ocorreu na casa do ex companheiro quando esta foi buscar os seus pertences e anuncia-lo que romperia essa relação amorosa para iniciar uma nova fase da sua vida, pois vinha sendo vítima de violência doméstica.

Morte
O ex casal acabou por se desentender como explicou Amarante em sede de julgamento “tivemos uma briga, onde ela me agrediu com uma garrafa de vidro e ripostei com cacos de vidro dessa garrafa. A briga acabou por tomar outras proporções de violência entre nós, e acabei por apertar-lhe o pescoço com as mãos”. A conduta do arguido foi fatal, pois estrangulou a ex companheira, que segundo o resultado da autópsia faleceu por asfixia

Feita a comprovação do crime com base na audição do arguido e das testemunhas arroladas ao processo, o magistrado concluiu que Amarante cometeu um crime de homicídio. O juiz assegurou tratar-se de um crime com dolo eventual, porque “o arguido não tinha intenção imediata de provocar a morte da vítima. Mas, pela diferença física em relação a ex companheira, ao agarrar-lhe pelo pescoço podia causar-lhe a morte”.

O Juízo Crime repreendeu Amarante Neves pelo facto de não ter aceitado o rompimento da relação. “Ela era livre para decidir a sua vida, porém o arguido quis coagi-lo. A vítima tinha legitimidade para deixa-lo, e cabia ao arguido aceitar tal decisão.E, agora com esta condenação vai a tempo de reflectir sobre a sua conduta".
Condenação

O magistrado explicou que a morte de Sandra dos Santos aconteceu dentro de um quadro de Violência Baseada no Género, crime que também pesava na acusação contra Amarante. O juiz referiu que com base na lei ao decidir a condenação não poderia fazer o cúmulo. E, que para resolver o caso fez-se a unificação da pena, segundo o artigo 23º, número 2 da lei de VBG. 

O artigo determina que em situação de Violência Doméstica, caso houver morte caberá ao Tribunal aplicar uma pena por prática de um crime de homicídio. E, assim Amarante vai cumprir 16 anos de prisão na Cadeia Central de São Vicente. A defesa de Amarante disse ao Radar News Online que vai analisar com cuidado o despacho de sentença e ver se é viável apresentar recurso ao Supremo Tribunal de Justiça.