Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

domingo, 12 de outubro de 2014

Ligriia: A excelência de Hélder "Pelada" Rodrigues

O jovem músico e guitarrista Hélder Rodrigues, natural da ilha de Santo Antão, conhecido por “Pelada” lançou “Ligriaa” uma música que já faz sucesso e tem merecido a aclamação das pessoas. A residir na cidade da Praia, “Pelada” já participou em eventos em algumas ilhas de Cabo Verde. Também tem acompanhado vários artistas cabo-verdianos, e em palco tem demonstrado o seu talento na guitarra.

“Ligriaa”, que está disponível no Youtube tem conquistado top´s em programas musicais em Cabo Verde, gostos na rede social Facebook . Na página oficial do videoclipe, um cidadão que se identificou como Valdir Salomão escreveu “sem comentários... Impressionante, têm pessoas é que fazem música derivado de "outros" mas este aqui é feito de alma, e ele está a tocar pessoas”.


Na página oficial de Hélder “Pelada” Rodrigues é possível ver o reconhecimento que as pessoas dão ao talento do jovem músico, e em relação a “Ligriaa”, os comentários revelam que “Pelada” acertou na escolha, que se trata de um criador de excelência, que sabe valorizar a cultura cabo-verdiana. De realçar que na música Ligriaa, "Pelada" conta com Rui Salomão, na Bass, Roger Santos no Drums, Anísio Rodrigues faz vocals e keyboard está a cargo de Kalin Barbosa.

Para assistir ao videoclipe "Ligriaa" clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=xd2fRkIZf0w






Jenifer Solidade encantou New Bedford com "Rancá da li Djack e Largam da Mon"

A cantora cabo-verdiana, Jenifer Solidade realizou um concerto em New Bedford, Estados Unidos América, no âmbito de uma gala organizada pela Associação Cabo-verdiana em New Bedford. Jenifer que nos últimos tempos fez sucesso com os singles “Rancá da li Djack” e “Largam da Mon” assegurou que através da sua voz levou “mantenhas de Cabo Verde” para os cabo-verdianos que vivem nos EUA.
Foto extraído do Facebook de Jenifer Solidade
O concerto aconteceu no sábado, 11 na United Fisherman's Club em New Bedford. Jenifer Solidade confessou ao Radar News Online que descreve com sentimento de alegria o facto de ter participado nessa actividade e cantado para os cabo-verdianos.

Com um repertório repleto de músicas de Cabo Verde, a cantora cabo-verdiana afirmou que a priori esteve “muita ansiosa porque era um público novo para mim e as expectativas eram grandes”. Mas assegurou que estava “muito contente” porque “trouxe um pouquinho de Cabo Verde para quem aqui vive, melhor dizendo trago mantenha de terra”.

Durante o concerto Jenifer Solidade agradou o público que se fez presente na United Fisherman's Club em New Bedford. A cantora explicou que tudo correu da melhor forma e que “fiquei surpreendida e maravilhada com o público”. A comunidade cabo-verdiana  que vive nos EUA interagiu com Jenifer Solidade, que mais uma vez com a sua voz inconfundível cantou e encantou as pessoas que apreciam a sua performance musical. 


Nascida na ilha de São Vicente, desde de pequena que Jenifer Solidade sonhou ser cantora. Realizado o seu sonho de criança, Jenifer tem tido um excelente percurso na música cabo-verdiana. A artista tem pisado vários palcos, quer nacionais e internacionais com diversos artistas de renome, e com a sua voz encantadora leva a cultura cabo-verdiana a diferentes países.


Quanto a gala, salientar que além da actuação de Jenifer Solidade, subiram ao palcos, músicos como Gai de São Vicente, de New York estiveram Fantcha e Cee Jai, Neusa em representação de New Bedford e Janice Tavares de Brockton. A designer de jóias e estilista, Alzerina Gomes participou no evento com a apresentação do seu trabalho através de um “fashion show”.  

sábado, 11 de outubro de 2014

Moçambique tirou dois coelhos da cartola e freou euforia dos Tubarões Azuis

A selecção cabo-verdiana de futebol sofreu a sua primeira derrota na fase de qualificação para a Copa Africana de Nações, CAN 2015 que se realiza no Marrocos. Tido como um dos favoritos do grupo, onde é líder apesar do desaire, os Tubarões Azuis não conseguiram colocar em campo a sua supremacia e perderam com o Moçambique por 2-0.
Foto by Eneias Rodrigues
Este resultado deste jogo ocorrido no Estádio Machava, cidade de Maputo veio colocar um freio nas aspirações dos cabo-verdianos que estão de calculadora na mão. É que em caso de triunfo em Maputo e na cidade da Praia, no dia 15, os Tubarões Azuis garantiriam o passaporte para a Copa Africana de Nações.

Mas a jogar fora de casa, Cabo Verde não teve o mesmo fulgor apresentado nos dois primeiros jogos que culminaram na vitória sobre o Níger e a Zâmbia. Pela primeira vez, os Tubarões Azuis e os Mambas, países do PALOP se enfrentaram em competições oficiais, e a vitória sorriu para o lado dos moçambicanos.

Táctica

A selecção de Moçambique entrou melhor no jogo e em lances de ataque procuraram fuzilar a baliza cabo-verdiana, que se manteve à guarda de Vozinha. Por sua vez Cabo Verde que entrou a jogar em 4-3-3, com Zé Luís na frente de ataque. OS Tubaões Azuis não conseguiram fluir a bola pelas alas. É que Odair Fortes e Garry Mendes não estiveram a altura das exibições que têm habituado os cabo-verdianos.

Recorde-se que o técnico Rui Águas alinhou de início com Vozinha na baliza, no eixo defensivo, Carlitos, Gegé, Fernando Varela e Stopira, meio-campo foi entregue a Calú, Sita e Babanco, e para o eixo ofensivo Odair Fortes, Garry Rodrigues e Zé Luís.

Golo

Na primeira parte, Cabo Verde fez um remate à baliza do seu adversário. Já o Moçambique depois de desperdiçar várias oportunidades, perto do intervalo, aos 43´ abriu o marcador para desespero dos cabo-verdianos. O atleta moçambicano, Miro surgiu pela esquerda e num cruzamento com peso e medida, Kito agradeceu o colega e colocou a bola no fundo da baliza à guarda de Vozinha.     

Os Tubarões Azuis saíram para o intervalo a perder e no reatar do segundo tempo, Rui Águas fez entrar Heldon, Djaniny e Kuca para os lugares de Sita, Carlitos e Odair Fortes, isto para tentar reverter a situação. Mas, que viria a sair vencedor nas suas escolhas seria o seleccionador moçambicano, João Chissano.

“Matador”

O técnico dos Mambas lançou Reginaldo que viria a ter um papel importante no resultado final. Antes de ampliar o placar, os moçambicanos ainda sofreram com as investidas de Cabo Verde que procurou chegar ao empate.  

Mas, num lance de contra-ataque conduzido por Dominguez, que foi o melhor em campo, o Moçambique fez o 2-0. Aos 66´, Dominguez passou por dois adversários e passou a bola para Josimar que rematou. A bola foi cortada pela defensiva dos Tubarões Azuis de forma deficitária e Reginaldo que veio do banco agradeceu a oferta e fez o 2-0.

Classificação


A selecção cabo-verdiana tentou minimizar o prejuízo por parte de Heldon e Djaniny, mas estes nao conseguiram introduzir a bola na baliza contrária. Com o apito do árbitro, Cabo Verde somou a primeira derrota no grupo F. Os Tubarões Azuis mantêm-se na liderança com seis pontos, mais um que Moçambique. A Zâmbia e o Níger somam um ponto, com menos um jogo.  

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Jovens com deficiência visual recebem materiais no domínio do braille

As alunas Sheila da Lomba e Jéssica  Robalo, portadoras de deficiência visual, estudantes do 8º ano de escolaridade, na Extensão do 7º e 8º anos, em Nossa Senhora do Monte, ilha Brava, receberam vários materiais no domínio do Braille, por parte da Associação “Escola Materna Nossa Senhora da Graça”.

O acto de entrega aconteceu num encontro com os Pais e Encarregados de Educação das duas alunas, realizada no dia 9 Outubro. A cerimónia contou com a presença do Gestor do Pólo IV de Nossa Senhora do Monte, Pedro Lopes, que manifestou a sua vontade em apoiar as alunas na utilização dos materiais recebidos.

Segundo Coordenador da Extensão, Eduardo Fernandes, apesar das duas alunas já tiveram o seu primeiro contacto com o domínio do Braille no Ensino Básico, os materiais que receberam irão permitir o reforço das suas aprendizagens.

De salientar que a Associação “Escola Materna Nossa Senhora da Graça”, radicada nos Estados Unidos, ao longo dos anos, tem vindo a apostar cada vez mais na qualidade dos materiais doados aos alunos, e tem contributo em outras áreas.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Lancha Voadora: Motorista da embarcação cumpre seis anos de prisão em São Vicente

Jacinto “Djassa” Mariano, mestre de pesca alegou inocência no processo Lancha Voadora, onde as autoridades criminais fizeram a maior apreensão de droga em Cabo Verde: 1500 kg de cocaína. Várias pessoas foram detidas no caso, inclusive “Djassa” que viu o Supremo Tribunal de Justiça confirmar-lhe a pena de seis anos de prisão. O acórdão do STJ destaca que foram recolhidas provas que este praticou um crime de tráfico de estupefacientes, e que exerceu o papel de motorista da “Lancha Voadora”.
Droga apreendida no caso "Lancha Voadora"
O Radar News Online realizou uma investigação jornalística para saber em que situação ficou o mestre de pesca, Jacinto Mariano, residente na ilha de São Vicente, constituído arguido no caso “Lancha Voadora” que culminou na apreensão de 1500 kg cocaína na cidade da Praia, carros, metralhadores, dinheiro e na detenção de várias pessoas.

Este online averiguou que há quatro meses e dez dias, que “Djassa” cumpre uma pena de seis anos na Cadeia Central de São Vicente por determinação do STJ. Esta instância judicial rejeitou o pedido de inocência por parte do arguido. É que segundo o acórdão do STJ “com base nos autos de apreensão, de detenção, e durante o julgamento foram provados que esteve a bordo da lancha e que participou num processo de tráfico de droga, fazendo o transbordo de cocaína”.

Tráfico de droga

A operação denominada “Lancha Voadora” resultou de uma cooperação jurídica e policial entre os Ministérios Públicos de Cabo Verde e Holanda. O cidadão, Jacinto Mariano foi detido pela Polícia Judiciária, que em concertação com o Ministério Público, há mais de um ano tinha em curso uma investigação no terreno, e recorrendo às sessões de fotografia registou a acção dos envolvidos na “Lancha Voadora”.

“Djassa” que aguardava o desfecho do caso em liberdade viu o STJ dar como provado a sua participação no caso “Lancha Voadora” e aplicar-lhe uma pena de seis anos de reclusão por tráfico de estupefacientes e posse de arma de guerra. O mestre de pesca recorreu da sentença, mas o seu recurso foi indeferido, pois as instâncias judiciais declaram a existência jurídica de factos que comprovaram a prática de dois crimes.

Detenção

Assim para Jacinto Mariano acabaram todas as possibilidades de ficar isento de participação no processo “Lancha Voadora”, uma vez que o STJ confirmou a sentença condenatória e determinou que o arguido deveria cumprir uma pena de privação de liberdade na Comarca de residência.

O Radar News Online apurou que no dia 31 Maio, Jacinto Mariano foi detido por ordem judicial e deu entrada na Cadeia Central de São Vicente, onde está a cumprir uma pena de seis anos de prisão, por envolvimento num caso que se transformou no processo mais mediático que passou pela Justiça em Cabo Verde.

  

Miss São Vicente: Estilista Alzerina Gomes congratula Saidy Monteiro pela sua eleição

A estilista cabo-verdiana e designer de jóias, Alzerina Gomes veio a público felicitar a jovem mindelense, Saidy Monteiro pela sua escolha como Miss São Vicente 2014. Alzerina Gomes, que reside nos EUA, já apresentou o seu trabalho em Cabo Verde e chegou de partilhar a sua criatividade com Saidy Monteiro. A estilista assegura que Saidy mereceu a coroa de Miss São Vicente dada a sua personalidade e espírito para alcançar os seus objectivos.

Na página oficial da rede social, Facebook, da nova Miss São Vicente,  Alzerina Gomes escreveu “quero parabenizá-la por ter sido a Miss São Vicente. Bem merecido. Você é uma pessoa incrível dentro e fora. Você tem classe e está aberta a trabalhar no duro para conseguir o que você quer. Eu te amo por todas as boas qualidades que você tem”.

A estilista e designer de jóias acrescentou que agora o mais importante é que Saidy mostre a São Vicente e Cabo Verde que é capaz. “Desejo-lhe sucesso na vida. E lembre-se que você tem que lutar para conseguir o que você merece na vida” conclui Alzerina.

Nascida em Portalzinho de Garça, ilha de Santo Antão, Alzerina Gomes é internacionalmente reconhecida pelo trabalho que faz. Sabe-se que Alzerina tem Cabo Verde e a sua mãe como inspirações. Com passagem por vários países, inclusive com apresentação em 2012, do seu trabalho no país que o viu nascer, Alzerina já foi figura de destaque nos EUA, como no caso de Times Square, onde o seu trabalho foi divulgado no ecrã da NBC News.  

Recorde-se que no dia 3 Outubro, Saida “Saidy” Monteiro, de 19 anos, que aspira ser modelo profissional foi eleita Miss São Vicente 2014. A jovem apresentou da melhor forma a sua beleza e glamour em palco, qualidades que mereceram a atenção, aprovação e eleição dos júris.


Saidy, que venceu ainda o prémio de Miss Fotogenia vai agora representar a ilha do Monte Cara no concurso Miss Cabo Verde 2014, certame que elege a mais bela do país.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Greve à vista: PJ diz "basta" as promessas do Ministro da Justiça

Com o passar dos meses, o Ministério da Justiça não resolveu os problemas que afecta os agentes da Polícia Judiciária. O MJ e o Ministério das Finanças não manifestaram interesse em negociar as dívidas para com os funcionários da Polícia Judiciária: apenas promessas e desrespeito à classe. 


Devido ao incumprimento e porque o Governo não atendeu às suas reivindicações, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e de Apoio à Investigação Criminal da PJ anunciou uma greve de mais de 24 horas para final do mês Outubro.

Pela voz do seu presidente, Mário Xavier, a ASFIC-PJ anunciou que espera a adesão de cerca de 90% dos funcionários da Polícia Judiciária, técnicos da área de lafoscopia, funcionários de laboratório, seguranças, inspectores e coordenadores da investigação criminal que exercem serviço na Praia, São Vicente, no Sal e na Boa Vista.

Mário Xavier falava durante uma conferência de imprensa e na presença de funcionários da PJ assegurou que a greve surge na sequência das reivindicações da classe: com importância na necessidade de uma análise urgente da proposta do novo estatuto da Polícia Judiciária, ouvindo a associação, e a sua “imediata aprovação".

Reivindicações

Mas, as reivindicações não ficam apenas pela aprovação do novo estatuto da PJ, a ASFIC-PJ reivindica a actualização da grelha salarial dos funcionários da PJ, atribuição de promoções em atraso, isto porque, apenas houve duas durante os 21 anos da instituição, e o pagamento urgente dos retroactivos das promoções de 2005.

Recorde-se que em Novembro de 2013, o Tribunal condenou o Estado a pagar aos funcionários a diferença salarial e com efeitos retroactivos (com juros de 8%), facto que não aconteceu até agora. A ASFIC-PJ acrescenta que quer melhores condições de trabalho nas instalações da PJ e o recrutamento de novos quadros para o ingresso na carreira de investigação criminal.


Mário Xavier defendeu que a investigação criminal como a essência da existência da PJ, nenhuma remuneração praticada em outros serviços inspectivos do quadro privativo da Administração Pública deve ser superior à de um inspector que ingressa na carreira de investigação criminal na polícia científica cabo-verdiana.

“Farto de promessas”

A ASFIC-PJ não descarta a possibilidade de ir para a mesa de negociações com o Governo, caso este esteja disponível para dialogar no sentido de se encontrar soluções que sirvam os funcionários da PJ. Por outro lado, Mário Xavier relembrou que as reivindicações datam de 2011, e que o Ministro da Justiça, José Carlos Correia, que ao que parece voltou as “costas” a uma instituição que dirigiu antes da sua entrada no Governo.

O sindicalista conclui dizendo que “damos uma basta de promessas, de discriminação, de hipocrisia e de desrespeito para com os funcionários da instituição. Os profissionais devem ser reconhecidos pelo seu engajamento e dedicação à causa pública e com muito sacrifício”.