Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Suicídio em Roma: a triste história de uma adolescente orfã

As autoridades italianas realizam diligências para descobrir os motivos que estiveram na base do suicídio da adolescente cabo-verdiana, Katisa Sanches, natural de Boa Vista. A menor vivia há quatro anos em Itália sob a custódia de uma família adoptiva. Na noite do dia 18 Setembro, a adolescente de 13 anos foi encontrada morta com uma corda atada ao pescoço no interior do seu quarto, na região de Trastevere, cidade de Roma.
Foto de Katisa Sanches na sua página do Facebook
Os motivos que estiveram na base da tragédia continua a ser uma incógnita. Por ora, a Polícia examina um bilhete que a vítima deixou e recolhe informações registadas num computador e um telemóvel encontrados no quarto onde a menor se suicidou. As autoridades não confirmam as suspeitas que apontam um cenário de abuso sexual contra a vítima, situação que pode ter ligações a prática do suicídio.

Na ilha da Boa Vista, o ambiente continua a ser de consternação com a morte de Katisa Sanches, que foi transladada e dada a terra na sua terra natal. A adolescente era órfão dos pais: não chegou de conhecer o pai, falecido antes da sua nascença e depois viu falecer a mãe. Esta foi a primeira tragédia a desabar sobre a vida de uma "menina muito querida, amiga, respeitadora e sempre com um sorriso no rosto", segundo familiares residentes na ilha da Boa Vista.

Com a morte dos pais, a adolescente  ficou sob os cuidados da avó, mas que devido a circunstância da vida entregou a guarda criança a uma conhecida italiana, residente na ilha de Boa Vista. A cidadã decidiu adoptar  a adolescente no intuito de garantir-lhe uma vida condigna. Porém com a doença da mãe adoptiva, Katisa teve que ir viver para a Itália, com a sua avó a assinar uma procuração para permitir a saída da neta para o exterior, sob a condição de que sempre regressaria de férias a ilha.

Com o passar dos anos em Itália, Katisa sempre manteve o contacto com os familiares, sendo que estava prevista a sua chegada a ilha da Boa Vista no mês de Julho, mas esta foi adiada para Dezembro. No dia 15 Setembro, Katisa fez o último contacto com os parentes na ilha de Boa Vista pela internet. Pelo relato dos familiares a menina não deu entender que estava a padecer de algum problema. Mas deu a entender que tinha vontade de chegar a ilha para ver a família, facto revelado pela própria num post na sua página do Facebook onde escreveu "Katisa e dod na bo Boavista".

Volvidos três dias, a notícia do suicídio de Katisa Sanches caiu que nem uma bomba sobre familiares e amigos na ilha de Boa Vista. Por ora os familiares querem explicações sobre a morte da adolescente e revelam a perspectiva de ver o corpo transladado, isto para que a menor seja sepultada na sua terra natal.  



  

Heldon “Nhuck”: o herói entregou de novo o passaporte da CAN aos Tubarões Azuis

Os Tubarões Azuis voltaram a fazer história ao garantir a sua segunda qualificação e de forma consecutiva para a Copa Africana das Nações. Cabo Verde consegue assim o passaporte para a CAN 2015, a realizar no Marrocos. Heldon “Nhuck” Ramos, que em 2012 marcou o golo que colocou Cabo verde pela primeira vez numa fase final da CAN, é de novo herói para os cabo-verdianos, que aspiravam um regresso a curto prazo a Copa Africana das Nações.  

Nhuck não foi titular no jogo desta quarta-feira, 15 com o Moçambique realizado no Estádio Nacional, na ilha de Santiago. Heldon, que entrou aos 69´para o lugar de Odair Fortes necessitou de apenas dez minutos para marcar o único golo da partida, que valeu uma vitória sobre Moçambique e a segunda qualificação para a Copa Africana das Nações.

Decorria o minuto 79´ quando Kuca surgiu na direita e centrou a bola para a área moçambicana e Heldon ao segundo poste antecipou um contrário e colocou a bola no fundo da baliza, para euforia dos cabo-verdianos.

O jogo terminou com a vitória de Cabo Verde por 1-0, com o Heldon a estar no epicentro do destaque, numa partida onde todo o colectivo fez um trabalho de excelência. Nhuck voltou a dar o passaporte para os Tubarões Azuis, que desta vez voam para a CAN 2015 no Marrocos.

Esta qualificação se deve ao facto do Moçambique e a Zâmbia terem ambos cinco pontos e ainda se vão enfrentar pelo que apenas uma destas selecções poderá chegar ao apuramento, já que o Níger tem apenas dois pontos e Cabo Verde é líder com nove.

Os Tubarões Azuis já estão na CAN 2015, independentemente dos resultados que vier a ter nos dois últimos jogos da fase de grupo. Desta feita falta agora saber se Cabo Verde vai manter a liderança do grupo ou passar em segundo lugar.

O seleccionador Rui Águas mostrou-se “muito contente por esta vitória, alegando que os jogadores mereceram. O grupo é muito forte, muito homogéneo, os jogadores são muitos amigos. O Heldon tem categoria”.


Moçambique escapou a goleada com Heldon a ser o herói dos Tubarões Azuis

Os Tubarões Azuis tiveram uma excelente actuação no jogo com o Moçambique da 4ª jornada de qualificação para a CAN 2015. Cabo Verde foi superior ao seu adversário que veio ao país jogar para o empate. Os Tubarões Azuis poderiam ter goleado, mas foram perdulários até a entrada em campo do herói, Heldon “Nhuck”. Diz a máxima que a solução está no banco, e “Nhuck” veio resolver a questão com um golo aos 79´. Cabo Verde está na liderança isolada do grupo F com nove pontos e apura-se para a CAN 2015.  
Foto by Eneias Rodrigues
O Estádio Nacional, na ilha de Santiago acolheu o jogo entre as selecções Cabo Verde e Moçambique, referente a 4ª jornada de qualificação para a Copa Africana das Nações. As duas selecções marcaram o seu segundo encontro no espaço de quatro dias.

No primeiro jogo, os Mambas venceram os Tubarões Azuis por 2-0. Com esta derrota, Cabo Verde manteve-se na liderança do grupo F com seis pontos, mais um que o Moçambique. O seleccionador de Cabo Verde, Rui Águas reconheceu que a selecção não esteve bem nesse jogo e promoveu várias alterações.

Rui Águas colocou em campo Vozinha, Nivaldo, Gegé, Fernando Varela, Jeffrey Fortes, no meio campo alinharam Calú, o capitão, Babanco e Nuno Té e para o ataque, Odair Fortes, Kuka e Djaniny. Carlitos, Stopira, Sita, Garry Rodrigues e Zé Luis saíram do onze inicial.

Quanto a partida dizer que na primeira parte, os Tubarões Azuis se superiorizam a selecção moçambicana que fez apenas um remate, mas que não assustou o guarda-redes Vozinha. Já, Cabo Verde teve várias oportunidades de abrir o marcador, só que pecou na finalização.

Os jogadores, Calú, Babanco, Kuca, Odair Fortes e Nuno Té foram os jogadores que estiveram mais em evidência, em relação aos remates a baliza. Os Tubarões Azuis procuraram explorar as fragilidades defensivas do adversário e Kuca foi o atleta que teve nos pés o melhor lance da primeira etapa. O remate de Kuca levava selo de golo e o público já de pé a festejar viu o guarda-redes, Ricardo Campos meter a mão na bola e desviou-a por cima da baliza.

No reatar da segunda parte, o jogo não mudou de figura e Cabo Verde voltou dos balneários com a mesma postura. Moçambique dava a entender que jogava pelo empate, e os Tubarões Azuis mantinha a pressão e os Mambas já podia estar a sofrer uma goleada. A selecção de Cabo Verde continuava a ser perdulário, com destaque para Kuca e Djaniny, com este último a falhar de forma flagrante aos 64´, após boa jogada de Fernando Varela.

Depois de ver os jogadores desperdiçarem tantas oportunidades, aos 69´, o técnico Rui Águas fez uma dupla substituição com a entrada de Zé Luis e Héldon para os lugares de Djaniny e Odair. E, a solução estava no banco, porque Heldon aos 79´ agradeceu o centro de Kuca que levou selo de golo e Heldon tratou de colocar a bola no fundo da baliza, para alegria de quem esteve nas bancadas do Estádio Nacional.


Os Tubarões Azuis ainda tiveram chances de ampliar o resultado e Heldon foi derrubado na área moçambicana, porém o árbitro Mamadou Keita mandou seguir a partida. Kuca, que deu o seu lugar a Garry Mendes esteve perto de marca de cabeça 

Deputados do PAICV a favor da criação do Município de Santa Maria

Patone Lobo, presidente da da Associação para a Criação do Município de Santa Maria, na ilha do Sal defendeu que já não há voltas a dar, “Não há outra hipótese, se não elevar a cidade turística à categoria de município. E tem de ser este ano”. E o grupo parlamentar do PAICV veio agora dar um alento a essa proposta, com a entrega de um projecto de lei para a criação do município de Santa Maria, na ilha do Sal, reiterando a disponibilidade em conseguir a maioria especial para a sua aprovação.

Felisberto Vieira, deputado do PAICV assegurou que a iniciativa da maioria vem na sequência da petição feita ao Parlamento em 2013 sobre a matéria e do debate parlamentar que a ela se seguiu. “Cumprindo todos os requisitos legais, avançamos hoje com a entrada do diploma que cria a delimitação do município da ilha do Sal, criando um novo município de Santa Maria”.

Felisberto Vieira diz que o seu partido vai trabalhar com os restantes grupos parlamentares para conseguir a maioria de dois terços para a sua aprovação.

O PAICV justifica que Santa Maria deve ser promovida a concelho por ser uma região de uma ilha iminentemente turística que, numa óptica de complementaridade e de busca de sinergias, “poderá ter características especiais para ajudar o crescimento do Sal, criar empregos, melhorar o ambiente urbano e contribuir também para o desenvolvimento global do país”.

Felisberto Vieira diz esperar que seja possível construir o consenso necessário para a viabilização do diploma, cujo agendamento poderá ser negociado em Novembro na conferência dos representantes dos três partidos. Vieira recordou que tendo autonomia, capacidade de decisão e o poder mais próximo, Santa Maria poderia rentabilizar, ainda mais, a potencialidade da região, que contribui com cerca de 15% para a receita nacional, com possibilidades de crescimento, enriquecimento e empoderamento da ilha do Sal e do produto interno bruto (PIB) do país.


Cidade da Praia: Polícia Nacional apreende viaturas do Estado que circulavam na clandestinidade

O Comando da Polícia na cidade da Praia, ilha de Santiago apresentou o relatório das actividades realizadas no fim-de-semana. Foram detidos 52 cidadãos, das quais 19 foram presentes as instâncias judiciais para a aplicação de medidas de prevenção geral vigentes na lei. No capítulo de apreensões recolheram uma pistola de calibre 6.35, munições, embrulhos com cannabis, faca, machim e viaturas, de entre elas, veículos do Estado que circulavam na clandestinidade, já que nao tinham a documentação em dia.

De acordo com a Polícia Nacional, a operação que contou com o apoio da Polícia Militar tem como objectivo combater à criminalidade e garantir a paz e tranquilidade nas comunidades, que fazem parte do Municípios da Praia. Foram realizadas fiscalizações no trânsito, buscas a locais tidos como ponto de referência da criminalidade e revistas a cidadãos com comportamentos suspeitos.

A Polícia Nacional apreendeu oito embrulhos de cannabis, quatro tacos de “padjinha”, uma arma de fogo de calibre 6.35, um carregador com duas munições e duas armas brancas. As autoridades policias entregaram 19 indivíduos ao Ministério Público, por por posse de estupefaciente, posse ilegal de arma de fogo, assalto, agressão física à pedrada contra agente da PN, desordem na via pública, agressão física contra pessoa, desobediência, briga na via pública, condução sob o efeito do álcool e condução ilegal. 
No domínio do trânsito, os agentes fiscalizaram 239 veículos tendo sido apreendidos 27. Entre estes, duas viaturas do Estado, por ilegalidades diversas, a nível de irregularidades na documentação, falta de vistoria e Seguro Obrigtório . Foram ainda efectuados 24 testes de álcool e aplicado um total de 55 coimas. 
A Polícia Nacional fez o registo de onze acidentes de viação, que resultaram apenas em danos materiais e feridos ligeiros e atendeu a 148 solicitações de emergência por parte de cidadãos, no sentido de se inteirar de ocorrências nos bairros de residência.


Crise de transportes: Edil do Maio lança alerta para resolução desse martírio

O presidente da Câmara Municipal do Maio, Manuel Ribeiro chamou a atenção do Governo para a situação de crise de transportes que assola a ilha. Manuel Ribeiro sublinhou que há problemas nos transportes aéreos e marítimos, no que concerne a acessibilidade de e para ilha. O edil revelou que a situação tornou-se “calamitosa” com a redução das ligações marítimas e áreas.
Manuel Ribeiro defendeu que a redução de três ligações áreas semanais para duas e de duas ligações marítimas para uma quinzenal, veio demonstrar “a clara falta de vontade política do e desinteresse do Governo em resolver de vez a questão de acessibilidade à ilha do Maio”.
O edil descreveu que este é o cenário que se vive por esta altura: “a situação tornou-se calamitosa para os maienses e todos aqueles que procuram esta ilha sem que haja nenhuma reacção por parte do governo na resolução da problemática dos transportes marítimos e aéreos”.

O presidente da CMM refuta o argumento de que as reduções se derivam da falta de passageiros. “Manter-se esta situação a mesma vai contribuir, cada vez mais, para a desintegração da ilha do Maio no mercado nacional. Em vez de estarmos a pensar na terceira ligação estamos a falar de redução e desta forma estamos a recuar no tempo com ligações aleatórias” assegura o edil.

Manuel Ribeiro avançou que existe uma indefinição quanto à saída do navio Praia d´Aguada que se encontra há mais de um ano no estaleiro naval da CABNAVE, e que vem sendo adiado com o passar dos meses. Recorde-se que o Governo tinha avançado que após a conclusão dos processo de restauração, o Praia D´ Aguada seria colocada na rota para a ilha do Maio, e o cero é que os maienses e o edil esperam que o Governo cumpra a sua promessa.


Mas por agora, o presidente da Câmara Municipal do Maio defende que a redução das viagens, quer área ou marítima vai ter repercussão negativa no sector do turismo interno e externo, visto que a ilha precisa de integrar-se no mercado nacional “e isso passa obrigatoriamente por ligações regulares com a ilha de Santiago”.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Casas de lata: Uma bomba-relógio para incêndios em São Vicente

Na ilha de São Vicente, a Polícia Nacional e o Comando dos Bombeiros estão preocupados com os casos de incêndio em casas de latas. Nos últimos casos registados pelas autoridades nas diligências realizadas para se apurar as causas apurou-se tratar-se de negligência humana, nomeadamente velas que foram deixadas acesas pelos moradores.   

No dia 12 Outubro, na localidade de Cruz João Évora deflagrou-se um incêndio numa casa de lata, onde residia cinco cidadãos. Todo o recheio dessa habitação foi consumido pelo fogo, que provocou queimaduras ligeiras na proprietária da residência e na sua neta de dois meses.

Desta feita, o caso resultante de uma vela que foi deixada acesa não terminou em tragédia, pois houve a prontidão dos residentes em abandonar a casa, bem como a intervenção de vizinhos e dos Bombeiros.

Ocorrências

O certo é que na ilha de São Vicente, nos últimos meses, dos registos de incêndios do Comando dos Bombeiros constaram casos que resultaram em feridos graves. E, ainda cidadãos que faleceram carbonizados pelas chamas que deflagram as suas habitações, e morrem por não encontrarem um meio de abandonar a sua residência.

Na maioria dos casos, os incêndios resultaram de situações onde os residentes ao dormirem acabaram por deixar velas acesas, segundo os dados dos Bombeiros. Neste sentido, o Comando dos Bombeiros prosseguem com um trabalho de sensibilização para que os munícipes tenham acções preventivas, no sentido de evitarem incêndios nas suas habitações.

Perigo

“O certo é que o apelo está a ser ignorado por parte de pessoas que assumem riscos ao deixarem velas acesas, que ocasionam incêndios. Um descuido que acaba por deixar feridos e bens em cinzas e em casos trágico, a morte de alguém que residia no local afectado pelas chamas” assegura os Bombeiros.
Para as autoridades locais, nesta altura, as casas de lata representam o maior perigo porque as condições existentes nessas habitações têm sido um dos factores para a propagação “célere” das chamas que consomem todo o recheio dessas casas e que em certas ocasiões culminaram em perdas de vidas humanas”.
Esclarecimento
Mas as autoridades esclarecem que “toda e qualquer habitação têm condições propícias para que um foco de incêndio deflagra e atinja grandes proporções. É, que a elevação da temperatura no interior, a corrente eléctrica e a existência de equipamentos inflamáveis fazem alastrar as chamas por toda a habitação”.