Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Familiares de "Nady" revoltados pelo STJ reduzir pena de 25 anos ao autor do homicídio

Os familiares de Nádia Aleixo, cidadã assassinada pelo ex companheiro na zona de Espia em Dezembro 2012 estão revoltados com a redução da pena de prisão. Sem direito a indemnização, a família de “Nady” viu o Tribunal da Comarca de São Vicente condenar Adilson “Vubra” da Luz, a pena máxima, 25 anos de prisão. Porém, volvidos dois anos, O Supremo Tribunal Justiça deu aval positivo ao recurso apresentado por “Vubra”, e, agora o cidadão cumprir uma pena de 15 anos de prisão.

A família da malograda diz não entender os motivos que determinaram a redução da pena. “Estamos em estado de choque com a redução da pena para 15 anos de prisão. E, ainda porque não foi dado qualquer indemnização, já que deixou uma criança. A morte de Nady nos causou dor e revolta, porque foi assassinada de forma trágica e sem direito a um funeral digno, dadas as condições em que foi encontrado o seu corpo”.

Os familiares de Nádia Aleixo pedem justiça ao caso, após saberem que o autor da sua morte já não vai cumprir a pena máxima, 25 anos de prisão, instituída pelo Tribunal de São Vicente e que Adilson não foi condenado a pagar uma indemnização. Por ora, a família de “Nady” vive um drama porque não consegue aceitar a forma como a vítima encontrou a morte, quando o seu propósito era comprar um presente para participar da ceia de Natal com a sua família na zona de Espia.

Assassinato

O caso ocorreu no dia 24 Dezembro 2012, quando por volta das 17 horas o casal saiu da casa de Nádia Aleixo na zona de Espia para comprar prendas na cidade, e participar da habitual troca de prendas com familiares. Nady, de 27 anos não voltou para participar na ceia e festa do Natal. Volvidos dois dias, o seu corpo foi encontrado em casa de Adilson, na localidade de Ribeira de Cadela, com lesões a indicar tratar-se de um homicídio.

Em Tribunal, o juiz ao proceder a leitura da sentença deu como provado que “nesse dia, 24 Dezembro, ele levou a Nádia para o seu quarto e que na sequência de uma discussão, onde está disse que  ia terminar o namoro, o arguido saltou para cima dela e depois agrediu-a com uma garrafa revestida de sisal. A vítima não teve direito a auxílio e acabou por falecer no quarto do namorado".

Redução

Adilson da Luz opôs-se a decisão final e interpôs um recurso no Supremo Tribunal da Justiça, a pedir que a instância levasse em conta as atenuações da pena: “atender as circunstâncias do crime, as atenuantes que ao longo do processo se desenvolveram, a perícia feita durante a visita a casa onde ocorreu o caso, e a sua confissão e inexistência de uma autópsia para comprovar o estrangulamento”.  


A defesa de “Vubra” pediu a convolação do caso para um crime de homicídio simples. O Supremo Tribunal da Justiça deu aval positivo ao recurso interposto pela defesa de Adilson e reduziu a pena de 25 anos para 15 anos de prisão.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ari demite-se do comando dos Iniciados da Escola Geração Benfica do Mindelo

Em comunicado na rede social, Facebook, o treinador de futebol, Ari Lopes que orientava a equipa de Iniciados da Escola Geração Benfica do Mindelo anunciou a sua saída, através de um pedido de demissão. Depois do Bi-campeonato na EGBM, Ari Lopes aguarda agora por uma nova aventura na formação de camadas juvenis.
Ari Lopes, treinador de camadas juvenis é uma referência no futebol de formação na ilha de São Vicente e em Cabo Verde. Depois de trabalhar no Asas do Norte, Batuque, em 2012, Ari ingressou-se na Escola Geração Benfica do Mindelo. Durante dois anos, Ari Lopes assumiu a gestão técnica do escalão sub 15 da EGBM e conquistou dois títulos. Na Escola Geração Benfica do Mindelo, o técnico sagrou bi-campeão, nas épocas 2012/2013 e 20113/14.

No dia 18 Outubro na sua página oficial do Facebook, Ari Lopes anunciou que “depois de 2 anos como treinador da Escola Geração Benfica do Mindelo nesse momento já não faço parte dessa escola porque pedi demissão. Boa sorte para os que ficaram e agora é só esperar para outra aventura”.

Por ora, Ari Lopes não avança os motivos da sua decisão. Mas Radar News Online vai prosseguir com uma reportagem sobre o técnico de futebol e esclarecer as causas que determinaram a sua saída da Escola Geração Benfica do Mindelo.

O certo é que a saída de Ari da EGBM, um “treinador querido por muitas crianças e jovens de São Vicente” deixou o sentimento de tristeza no seio das crianças que trabalharam com o técnico são vicentino.

Na sua despedida aos “meninos” que trabalhar com ele na EGBM, Ari Lopes viu crianças a chorarem quando estas souberam da decisão do “Mister Ari”. Eis a mensagem que o trinador, Ari deixou na sua página oficial do Facebook:

“Quando cultivamos muitas amizades isso traz-nos muitas alegrias, foi isso que aconteceu durante a minha permanência na Geração Benfica do Mindelo. Construímos uma família onde convivemos muito,  viajamos, tivemos muitas alegrias. Também algumas tristezas, mas nunca ninguém conseguiram nos derrubar porque essa família tinha um pilar bem forte. Ensinei muito, também aprendi muito com os melhores companheiros do mundo meus grandes meninos, meus filhos. Há muito tempo que queriam nos separar e destruir essa família. Mas parece que já conseguiram, mas onde eu estiver estarei com muita atenção em vocês todos, abraço do fundo do meu coração”.


Buraco na estrada: O perigo já não mora na zona de Barbasco em Santo Antão

Foram concluídas as obras num buraco junto a estrada na zona de Barbasco, ilha de Santo Antão que constituía perigo aos condutores e transeuntes. A situação provocou revolta e indignação no seio dos cidadãos que utilizam essa via. Pediram soluções, e agora a empresa responsável pela manutenção das estradas nacionais em Santo Antão resolveu  pôr fim ao perigo que rodeia Barbasco.
Findas as obras, os cidadãos esperam que a estrada não venha a sofrer de novo com as acções do mar nessa área. De salientar, que a voz de revolta dos cidadãos chegou a quem de direito, a empresa Spencer Construções & Imobiliária, entidade que faz a manutenção das estradas nacionais de Santo Antão.

O Radar News Online apurou que a empresa concluiu os trabalhos de requalificação do buraco. O projecto teve como objectivo realizar uma infra-estrutura de raiz que impede o surgimento de novos buracos nos próximos tempos. O buraco deixou de existir e a estrada foi reaberta na sua totalidade para os condutores, que esperam que “não seja apenas um remendo, pois o que queremos é que esse buraco não volte a surgir, para prejudicar a vida de quem circula nessa zona”.

Recorde-se que os utilizadores dessa via, tida como a mais movimentada por pessoas e viaturas na ilha de Santo Antão, vieram a público mostrarem a sua indignação, vendo a própria integridade física posta em causa. Pois, o buraco estava situado a poucos metros de uma curva com um declive elevado e o perigo espreitava a qualquer momento.

Os cidadãos exigiram as autoridades que tomassem medidas urgentes para pôr cobro a situação. “Nós condutores pagamos impostos  de circulação e nove escudos por litro de combustível para a manutenção das estradas do nosso país. As autoridades devem agir não quando houver uma tragédia. Mas sim trabalhar na prevenção. E para resolver esta situação de forma definitiva deveria elaborar um projecto reestruturante".



Polícia Nacional em São Vicente não está a dar trégua aos caçubodistas

O Comando da Polícia Nacional de São Vicente prossegue com acções policiais para combater a criminalidade na ilha de São Vicente. A PN está a actuar nos bairros e no centro da cidade. A Polícia Nacional actua ainda nos locais transformados em “paraíso” por “caçubodistas” que procuram alimentar o próprio vício por coisas alheias. No âmbito das diligências já foram detidos caçubodistas e recuperado produtos roubados que estavam na posse dos meliantes.
Nos últimos meses vários indivíduos, referenciados pelas instâncias judiciais como caçubodistas, e que se encontravam detidos na Cadeia Central de São Vicente foram restituídos a liberdade. O Radar News Online apurou que parte dos cidadãos cumpriu a totalidade da sua pena de prisão. Mas, há quem por ter cumprido dois terços da pena, e por bom comportamento requereu a liberdade condicional, que foi dada pelo Tribunal.
Este online apurou que na ilha de São Vicente se registou uma redução dos casos de caçubody, e que o relato é de “situações esporádicas”. O Comando da Polícia Nacional preconiza a segurança nas ruas e prossegue com uma acção policial, que visa não dar tréguas aos cidadãos que lidam com o fenómeno do “caçubody”.
Detenção
O Radar News Online sabe que a Polícia Nacional de São Vicente procura colocar um freio nos indivíduos que andam pela ilha em busca de “novas vítimas” para sustentar o próprio vício. É certo que os agentes da PN têm conseguido deter alguns gatunos em flagrante delito e na sequência de diligências actuar fora de flagrante delito, mediante mandado judicial.
Por sua vez, o Tribunal chamado a intervir para repor a legalidade e permitir a segurança para quem circula na via pública, tem aplicado a prisão preventiva aos indivíduos que representam perigo para a sociedade.
Intervenção
No domínio do combate à criminalidade, Polícia Nacional continua a prestar o seu serviço aos são-vicentinos e reforçou o policiamento na ilha de São Vicente. “Há um plano de vigilância que abrange a cidade do Mindelo, bairros, escolas e todas as áreas onde há predominância de ataques dos “caçubodistas” assegura a Polícia Nacional.   
Neste sentido, as unidades policiais que abrangem o Comando da PN em São Vicente está a passar a pente fino, os indivíduos referenciados como “caçubodistas” que circulam em áreas de risco assinaladas na ilha, quer pela Polícia, como também pela população.
“Para os indivíduos quem estão ligados as acções ilícitas na ilha de São Vicente”, o Comando da Polícia Nacional deixa um recado: “tolerância zero para os marginais, e onde quer que encontremos indícios de criminalidade vamos actuar e accionar as instâncias judiciais para que tomem medidas de prevenção geral previstas na lei”.
Recomendações
Quanto a população, a Polícia Nacional diz estar ciente da sua missão que é garantir a segurança das pessoas e bens. Mas, deixa recomendações aos cidadãos para colaborarem e evitarem actos que potencializam a acção dos gatunos: “Estamos a garantir a segurança em todas as áreas. Porém, as pessoas devem evitar andar sozinhas em áreas tidas como pontos negros, exibirem bens que aliciam o ataque de caçubodistas, ou deixar portas de residências ou janelas de viaturas abertas”.
   


Saidy Monteiro quer ajudar crianças órfãs e defender o empoderamento feminino

Saidy Monteiro, de 19 anos, eleita Miss São Vicente vai ser a representante da ilha do Monte Cara no concurso Miss Cabo Verde, que coroará a mais bela do país. Saidy quer dignificar “o bom nome de São Vicente”, e aquilo que tem “de mais belo”, o seu povo. Para promover a sua eleição de Miss São Vicente, a nível social assume o propósito de trabalhar em prol das crianças órfãs e na defesa do empoderamento feminino.

No dia 3 Outubro, a ilha de São Vicente conheceu a eleição da mulher que vai representar a beleza da ilha no concurso Miss Cabo Verde 2014. No certame regional, Saidy Monteiro apresentou da melhor forma a sua beleza e glamour, qualidades que mereceram a atenção, aprovação e eleição dos júris.

A jovem, de 19 anos venceu ainda o prémio de Miss Fotogenia destacou que com a sua eleição pretende apresentar “a cultura e a beleza” de São Vicente no concurso Miss Cabo Verde.

Por ora, Saidy Monteiro prepara a sua participação no certame que vai eleger a mais bela do país. Em entrevista ao Radar News Online, Saidy foi abordada sobre os propósitos a ter em conta uma vez que é a nova Miss São Vicente e as suas aspirações para o concurso nacional.

Questionada como descreve a sua participação na Miss São Vicente, onde saiu vencedora, a jovem revelou que “foi um momento único, sensacional, um misto de sentimentos conquistada pelo nervosismo e por outro lado pela alegria”.

Saidy Monteiro não esconde a intenção de dignificar a ilha de São Vicente no concurso Miss Cabo Verde e assume como referência, as anteriores vencedoras de Miss São Vicente. “Assim como todas as outras que já venceram este prémio também quero preservar o bom nome de São Vicente. Pretendo promover o que São vicente tem de mais belo, o seu povo, enaltecendo as nossas conquistas reconhecendo sempre os desafios/problemas sociais, económicos e culturais”.

Neste momento, a nível social, Monteiro vai promover “serviços de voluntariado em instituições de carizes sociais, nomeadamente com as crianças órfãs. Junto da sociedade quero ser uma pessoa activa e levantar a bandeira do empoderamento feminino”.

Saidy Monteiro diz ter várias aspirações para a sua vida e deixa uma mensagem as jovens mindelenses: “ sejam persistentes e nunca desistam dos seus sonhos acreditando sempre em si mesma, porque acredito que somos mais valorizadas quando nos valorizamos”.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Casal suspeito de lavagem de capitais sai em liberdade mediante pagamento de caução hipotecária

O Juízo Crime procedeu ao interrogatório a um casal detido por ordem do Ministério Público por suspeitas da prática do crime de lavagem de capitais. A ex funcionária do BCA, Aldina Brito e o companheiro Adilson Delgado foram detidos fora de flagrante delito, por indícios de realizarem transacções monetárias de forma ilícita. Os arguidos saíram em liberdade, mediante TIR e terão de pagar uma caução. E, caso não efectuarem o pagamento, o juiz pode reverter-lhe para a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva.
O Radar News Online apurou que há cerca de dois anos que o Ministério Público, em concertação com o Departamento da Polícia Judicária estavam a investigar o casal por suspeitas de fazerem transacções em dinheiro de forma ilícita. Adilson Delgado, principal visado no processo-crime e a esposa, Aldina, ex funcionária do Banco Comercial Atlântico, na ilha de São Vicente, detidos fora de flagrante delito foram indiciados do crime de lavagens de capitais, em virtude de “negócios e transacções em dinheiro” cuja sua execução se presumiu ser de proveniência ilícita.

"As autoridades criminais investigaram as movimentações bancárias realizadas pelos suspeitos, e ainda processos de compra e venda de bens. Depois de apurar factos e reunir indícios de acção criminosa, a Polícia Judiciária apresentou ao Ministério Público o resultado das diligências procedidas durante as investigações".

Detenção

Detidos pela PJ, por ordem do Ministério Público foram apresentados ao Tribunal da Comarca de São Vicente. De realçar que no âmbito de um mandado de busca, as autoridades criminais procederam a apreensão de documentos na residência do casal e ainda a sua viatura.

Em Tribunal, durante o interrogatório que durou cerca de duas horas e meia, os arguidos apresentaram os argumentos de defesa. Pelas informações recolhidas pelo Radar News Online “cidadãos negaram a prática de um crime de lavagem de capitais e justificaram que cumpriram os requisitos legais em todas as acções de compra e venda cumpriram os requisitos legais”.

Medidas de coação

O juiz, Antero Tavares, que procedeu a realização da audiência de interrogatório analisou os factos apurados pela instância judicial e aplicou as medidas de coacção vigentes na lei em relação as suspeitas de crime de lavagem de capitais. Os arguidos, Adilson e Aldina saíram em liberdade, mediante Termo de Identidade e Residência.

Os dois cidadãos ficaram ainda sujeitos a aplicação do artigo 283º do Código Processo Penal, e vão pagar uma caução, em regime de hipoteca. Caso contrário, se não houver o pagamento dessa caução, o juiz deverá altera essa medida de coacção, que pode ser para a mais gravosa, a prisão preventiva pode.
O Juízo Crime determinou que em relação ao processo-crime, o casal deverá comparecer em todos as sessões de procedimento judicial.

Presunção de inocência

Quanta a decisão do juiz em deixar os cidadãos em liberdade, este Online apurou que a decisão do juiz valorou o artigo 1 do Código do Processo Penal que determina o direito fundamental à presunção de inocência do cidadão enquanto o Tribunal não os declarar culpados pelos factos que lhe são imputados.

Quanto ao processo-crime, este foi enviado para a Procuradoria da República para se apurarem os factos que culminaram na detenção dos indivíduos e para que as autoridades criminais realizem investigações para apurarem se, de facto, houve prática de um crime de lavagem de capitais.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

São Vicente: Ex funcionária do BCA e o companheiro indiciados pelo crime de lavagem de capitais

O Ministério Público, em concertação com o Departamento da Polícia Judiciária na ilha de São Vicente realizaram uma investigação criminal para apurar indícios que apontam que um casal, residente na cidade do Mindelo estaria a praticar actos ilícitos que tipificam um crime de lavagem de capitais. O Radar News Online apurou que durante dois anos, ex-funcionária do Banco Comercial Atlântico, Aldina Brito e o companheiro, Adilson Delgado estiveram sob investigação criminal, por suspeitas de fazerem transacções em dinheiro de forma ilícita.
Com base nos indícios recolhidos durante a investigação criminal, o Ministério Público emitiu um mandado de detenção contra os cidadãos, Aldina Brito e Adilson Delgado, por suspeitas da prática de um crime de lavagem de capitais.

Na quarta-feira, 15 Outubro, munidos de um mandado de busca, agentes da Polícia Judiciária estiveram na residência do casal e procederam a apreensão de documentos e de uma viatura que pertencia aos visados.

A detenção de Aldina Delgado e Adilson Delgado ocorreu nesta quinta-feira, 16 e por volta das 15h15 foram presentes ao Tribunal da Comarca de São Vicente. A audiência de interrogatório foi realizado pelo 1º Juízo Crime, com o juiz Antero Tavares a interrogar os suspeitos, numa sessão onde o Procurador António Sousa esteve em representação do Ministério Público.

O Radar News Online sabe que processo-crime indicia a prática de um crime de lavagem de capitais, em que as autoridades criminais suspeitam que o casal realizou várias transacções monetárias e a compra de bens, como caso de residência, viaturas, cuja execução desses parâmetros apontam para acções com indícios ilícitos.

Durante cerca de duas horas, os dois cidadãos estiveram a ser ouvidos pelo juiz, que lhes questionou sobre factos que constavam do processo-crime, onde foram realizadas várias diligências de ordem criminal que apontaram que o casal durante os últimos dois anos tiveram comportamentos e executaram actos de compra e venda de bens e transacções monetárias que tipificam a prática de um crime de lavagem de capitais.

O Radar News Online sabe que “Adilson Delgado é o principal visado do processo-crime, e que a companheira Aldina é indiciada por co-autoria. E, que os cidadãos negaram a prática de um crime de lavagem de capitais e justificaram que cumpriram os requisitos legais em todas as acções de compra e venda cumpriram os requisitos legais. Os arguidos alegaram que não cometeram crime por comprarem bens por um valor, e quando alguém mostrou interesse em comprar, venderam-nos por um preço superior”.

Por volta, das 18h30min, depois de proceder a audição dos indivíduos, o Tribunal analisou os factos recolhidos na base do interrogatório aos arguidos do processo e os indícios apresentados pelo Ministério Público no processo e emitiu um despacho com a aplicação de medidas de coacção aos implicados.