Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Janira Hopffer Almada sucede JMN na presidência do PAICV com uma vitória rumo a 2016

Segundo os dados provisórios, Janira Hopffer Almada é a nova Presidente do PAICV. A Ministra da Juventude e Emprego sucede a José Maria Neves, e o cenário aponta que venceu com maioria absoluta na primeira volta das directas deste domingo,14, ao obter 51,3% dos votos. A informação é avançada pelo Conselho Nacional de Jurisdição, quando faltavam apurar alguns votos que pouca importância irão ter no resultado final.




Quanto aos restantes candidatos que agora têm Janira Hopffer Almada como candidata a Primeira-ministra nas eleições legislativa de 2016, Felisberto Vieira ficou deve ficar com cerca de 41% e Cristina Fontes ficou em último com votos que não ultrapassam os 9%, numa votação onde houve uma taxa considerável de abstenção, nomeadamente em Santiago Sul. De realçar que nas próximas horas o Conselho Nacional de Jurisdição vai confirmar a escolha da nova presidente de fazer a divulgação dos dados finais da votação.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Atentado a saúde pública: Com a morte do dono da habitação CMSV procura solução

Em Alto Doca, na zona de Chã D´ Alecrim existe uma habitação em construção cujas obras estão paralisadas há mais de cinco anos. O tosco está a constituir um problema para os moradores na medida que na parte traseira ficou por construir um muro de protecção, e o resultado é que o local transformou num precipício. Por outro lado, a situação agravou-se para a saúde pública, uma vez que habitação foi transformada numa retrete e depósito de lixo. A CMSV diz ter conhecimento do caso e que procura soluções para resolver o problema. 


Os moradores reclamam do perigo a volta da habitação e na verdade um homem já sofreu ferimentos e fracturas no corpo, após cair numa zona próxima ao quintal desse espaço. Indignados os residentes recorreram a Câmara Municipal de São Vicente para pedir medidas urgentes para resolver a situação.

Com tantos anos de espera resolveram fazer um abaixo-assinado que foi entregue a CMSV pelo que aguardam uma resposta ao caso. Questionados sobre o paradeiro do dono do tosco, asseguram desconhecer onde ele está e porquê é que a obra não avançou. 

O Radar News Online realizou uma uma investigação para apurar o paradeiro do proprietário e fomos informados que o mesmo faleceu. Contactado por este Online, o Vereador do Ambiente e Saneamento, Anildo revelou que o serviço de Fiscalização contactou os herdeiros, mas estes asseguram que "sozinhos não tinham condições de fazer a limpeza. Vamos apoiá-los, mas por outro lado as pessoas têm de colaborar porque a CMSV não pode fazer tudo sozinho".

O vereador do Ambiente e Saneamento acrescenta que a população tem que colaborar na área da saúde pública, na medida que "são as próprias pessoas que transformam esses sítios em lixeiras e depois qualquer situação vêm reclamar na Câmara Municipal".


Orçamento Geral do Estado 2015 aprovado pelos deputados do PAICV apesar da discórdia do MpD e UCID


O Orçamento Geral do Estado para 2015 foi aprovado na globalidade com 35 votos a favor do PAICV, partido que sustenta o Governo. O Movimento para a Democracia (MpD) e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) votaram contra contabilizando 27 votos. Os deputados dos partidos da oposição lamentaram o facto do Governo e o PAICV não terem absorvido propostas estruturantes e que tinha importância no desenvolvimento de Cabo Verde. 


A questão da subida do IVA, de 15 para 15,5%, com a arrecadação de verbas a favor das famílias afectadas pela erupção vulcânica na ilha voltou a estar no epicentro do debate do Parlamento, que tinha como um dos pontos em agenda, a votação na globalidade sobre o Orçamento Geral Estado para 2015, dossier que acabou aprovado com votos dos deputados da maioria, PAICV.


No final, a  Ministra das Finanças, Cristina Duarte assegurou que o Governo já não podia solicitar mais a ajuda da sociedade cabo-verdiana. "Nós achamos que 0,5% é um aumento justo e equilibrado que nos permite com esses 350 milhões mobilizar muito mais para a população da ilha do Fogo".

Por seu lado, os deputados do MpD defenderam que a solidariedade não se impõe, e que quer o Governo, quer o PAICV andaram mal em relação a aprovação da medida de aumento do IVA durante o ano 2015. Quanto a votação do OGE 2015, Elísio Freire, líder parlamentar do MpD justificou o voto contra do seu partido porque os deputados entenderam que o Governo não esteve disposto a dialogar, bem como não aceitou nenhuma proposta da oposição. 

"Sinto uma profunda tristeza pelo facto do Governo não dialogar e não ter capacidade de compreender o nosso país e o drama das pessoas para receber mais carga fiscal. Este orçamento não traz soluções para aspectos fundamentais da sua vida" concluiu o líder parlamentar do MpD. 


O MpD sublinhou que  apresentou várias propostas para melhorar a vida dessas pessoas a nível das actividades geradoras de rendimento, da Justiça e da segurança, que foram recusadas numa atitude de “fechar-se sobre si próprio, O esforço tem de ser de todos e, neste momento, apenas as famílias e as empresas estão a contribuir. O Governo não está a sacrificar nenhuma despesa para ajudar a população do Fogo. Isso para nós é inadmissível e inaceitável”. 

A única concordância da oposição para com as medidas do Governo se deve a criação de uma conta bancária destinada a todos os recursos financeiros que vierem a reverter a favor das pessoas afectadas pela erupção vulcânica na ilha do Fogo.Freire concorda no entanto com a proposta do executivo de colocar todos os recursos financeiros destinados à ilha do Fogo nunca conta bancária própria.


Já Felisberto Vieira, líder parlamentar do PAICV mostrou-se satisfeito com a aprovação do Orçamento Geral de Estado para 2015, e quanto a queixa do MpD sobre a não aceitação das suas propostas, Vieira respondeu que "elas são legítimas, mas as lógicas são diferentes".

A UCID votou contra e de acordo com João Santos Luís esse voto surgiu porque o OGE não visa resolver os principais problemas do país: criação de empregos, reposição do poder de compra dos cabo-verdianos e não apresenta soluções para a resolução de problemas no sector da Justiça.

Multa de 3825 Euros pelo seu gesto solidário a favor das pessoas afectadas pela erupção vulcânica no Fogo

Quando, no sábado, depois de marcar o golo da vitória do Estoril sobre o V. Setúbal (1-0), Kuca tirou a camisola 20 amarela e mostrou para as câmaras de televisão uma mensagem de solidariedade, Kuca não imaginava que o gesto lhe poderia custar 3825 euros. As regras podem ser para cumprir, mas para a comunidade desportiva cabo-verdiana essa penalização é excessiva dado ao teor da mensagem de solidariedade, onde Kuca pedia apoio a favor da ilha do Fogo.

De acordo com o jornal desportivo português, O Jogo, é esse o valor da multa que lhe foi aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) federativo. O extremo cabo-verdiano, 24 anos, aproveitou a festa do golo para lembrar o drama que se vive no Fogo, em Cabo Verde, arrasada por uma das maiores erupções vulcânicas de sempre. "Ajude a ilha do Fogo" foram as palavras exibidas e, ao abrigo do artigo 161.20, que proíbe que jogadores exibam qualquer mensagem por debaixo da camisola, foi multado em 3825 euros.


Por este gesto, Kuca ainda viu um cartão amarelo (pelo qual pagará mais 58 euros), também como mandam as regras. Curiosamente, no momento da advertência, o extremo foi cumprimentado pelo árbitro Jorge Tavares, que, como milhares de adeptos que viram aquela imagem, ficou tocado com aquele acto.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Governo aumentou IVA para 15,5%: MPD votou contra quando a opinião dos cabo-verdianos se divide

O Governo aprovou a proposta de aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado, IVA, de 15% para 15,5% durante o ano 2015, cuja finalidade é que as receitas arrecadas se destinam a apoiar as famílias afectadas pela erupção vulcânica que assola a zona de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. A maioria, o PAICV votou a favor e a UCID absteve-se na hora de vota. Já o MpD, partido da oposição votou contra e avisou ao Governo que a solidariedade não se impõe e que "O Governo está a fazer uma chantagem emocional inadmissível sobre todos os cabo-verdianos". 


Quanto aos cabo-verdianos, a cerca da medida do Governo, por ora as opiniões se dividem: há quem congratula o executivo por esse gesto a pensar os deslocados de Chã. Mas, há cidadãos a defender que o Governo agiu mal ao aumentar o IVA, porque essa medida vai trazer mais dificuldades financeiras a vida dos cabo-verdianos, e que em relação as pessoas afectadas na ilha do Fogo, de salientar que são vários os cidadãos, instituições, parceiros nacionais e internacionais que estão a contribuir na ajuda a "Djarfogo".

Solidariedade

No Parlamento, os deputados do PAICV, partido que sustenta o Governo votaram a favor, e na voz de Julião Varela defenderam que " a incidência do aumento de 0,5% do IVA é insignificante nas despesas das famílias e atende a vontade da maioria dos cabo-verdianos. Todos os dias ouvimos manifestações de vontade das pessoas em querer saber de que forma podem contribuir para minorar o sofrimento da população de Chã das Caldeiras". 

O deputado assegurou que com essa medida, o Governo "está a dar aos que podem e os que menos podem a possibilidade de participar". Segundo Julião Varela, Cabo Verde, a nível interno está a dar sinais de mobilização de recursos para dar satisfação às necessidades das pessoas afectadas pela erupção vulcânica na ilha do Fogo.

Alternativa

Por seu lado, o líder Parlamentar do MpD, Elísio Freire revelou que o seu partido não compactua com a decisão do Governo de aumentar o IVA, pois essa medida mesmo que de 0,5% "está a sufocar as famílias e as empresas, e o MpD mostrou sentido de responsabilidade face às dificuldades porque passa a população de Chã das Caldeiras, desde que os sacrifícios fossem partilhados, ou seja, 350 mil contos seriam financiados pelos cidadãos e empresas e 350 mil contos pelo Governo".

Elísio Freire conclui dizendo que "o Governo entende que, por causa da calamidade no Fogo, pode pedir aos cidadãos para reduzir os seus rendimentos e as empresas a sua tesouraria, mas não pode diminuir as suas despesas". 

Ajuda do Governo

Já, João Luís , da UCID revelou que a abstenção foi uma decisão do partido porque entende que o Executivo podia ajudar os afectados pelo vulcão através do investimento público. “O Governo e a bancada que sustenta o partido no poder não tiveram vontade política suficiente para dotar a população do Fogo do que de facto precisa. A abstenção é a nossa posição de voto porque a Ministra das Finanças não deu-nos respostas a cerca dos esclarecimentos que pedimos. Votamos abstenção porque , por força da maioria absoluta, o Governo e o PAICV pensam que podem tudo fazer e como querem”. assinalou o deputado da UCID.

Erupção vulcânica: Fernão Gomes não entrou na rota das lavas porque a intensidade mantém-se estável

No dia 10 de Dezembro com a erupção vulcânica em Chã das Caldeiras, as equipas técnicas no terreno registaram que a frente de lava localizada a 600 metros da zona de Bangaeira, que poderá ir em direcção a Fernão Gomes, não teve avanço significativo.


Em termos de actividade vulcânica, neste momento, verifica-se que o vulcão está com uma taxa baixa de saída de lavas das bocas do vulcão, verificando essencialmente a emissão regressiva de gases e cinzas.

A grande preocupação que se põe é a concentração de gases e, por isso, não é aconselhado a visita à localidade de Chã das Caldeiras. As autoridades que estão no terreno continuam em alerta, fazendo a monitorização sistemática da situação.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Erupção vulcânica: Lavas já devastaram uma área de 9 km² e destruíram 239 habitações

A Direcção-geral do Ordenamento do Território está a trabalhar num plano de levantamento sobre o impacto da erupção vulcânica na zona de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. No terreno as equipas técnicas através de GPS`,s procuraram actualizar o que as lavas já destruíram nos locais afectados e a verdade é que o cenário é lastimável. Pelos números registados o movimento lávico já atingiu uma área de 9 km²  e já devastou 239 edificações.


As autoridades revelam que todas as estradas de acesso a Chã das Caldeiras foram destruídas pelas lavas, e que várias áreas, de entre elas, as localidades de Portela e Bangaeira sofreram “graves danos com a passagem das correntes de lava que engoliram tudo aquilo que encontraram pela frente”.

Volvidas duas semanas, após o início da erupção vulcânica na ilha do Fogo, registam-se a devastação de milhares de hectares de propriedades agrícolas, 239 habitações, 160 cisternas, bem como, edifícios públicos, cinco pensões, um hotel, duas igrejas, currais, mortes de animais, entre outros pertences e espaços.


A DGOT revela que através dos GPS´s e dos trabalhos das equipas técnicas que estão no terreno vai continuar a ter uma percepção do rasto de destruição por parte das lavas. A Direcção-geral do Ordenamento do Território revela que pelas informações recebidas as lavas prosseguem o seu curso, e que já ultrapassaram a zona de Bangaeira, pelo que as perspectivas apontam que estão a cerca de 3km de Fernão Gomes.