Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tribunal manda para a cadeia mãe e filha indiciadas de tráfico de droga na cidade do Porto Novo

O Tribunal da Comarca do Porto Novo, ilha de Santo Antão com base nos factos apurados em sede de interrogatório a uma mãe, e sua filha indiciadas de um crime de tráfico de estupefacientes, aplicou a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva. Maria Soares, de 58 anos e a filha, Elisanda Soares, de 28 anos, residentes no bairro de Covoada foram detidas pela Polícia Nacional com uma quantidade de cannabis "padjinha" que dava para confeccionar cerca de 2000 doses. 


Na quarta-feira, 17 Dezembro, a Brigada de Investigação Criminal no Concelho do Porto Novo conclui uma investigação no âmbito de tráfico de droga nessa cidade, que culminou na detenção de duas cidadãs, mãe e filha que residiam no bairro de Covoada. Há vários meses que a BIC, do Comando da PN no Porto Novo investigava a actuação dessas duas mulheres, cujas suspeitam apontavam para a prática do crime de tráfico de estupefacientes.

No decurso da operação, Maria Soares, conhecida por "Maria de Autinha" e Elisanda Soares foram detidas na posse de "uma quantidade" de cannabis que lhes permitiram confeccionar e vender cerca de 2000 doses. As detidas foram apresentadas ao Juízo Crime, que com base nos factos apurados em Primeira Instância ficou ciente de que há "fortes" indícios da prática de um crime de tráfico de estupefacientes.

Perante esta situação, que se traduz numa ilicitude criminal e para evitar a continuidade de prática criminosa por parte das arguidas, como medida de coacção pessoal, o Tribunal aplicou o artigo 290º do Código Processo Penal, a prisão preventiva. Dessa forma, mãe e filha foram conduzidas a Cadeia Regional de Santo Antão, na cidade da Ponta do Sol, onde vão aguardar o desfecho do processo-crime, que vai culminar na realização do julgamento e aplicação de uma medida de pena com base nas normas da Lei de Tráfico de Estupefacientes.     

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"Campanha Fogonaveia": MADCITY e Finalistas da Escola Jorge Barbosa realizam show de beneficência para ajudar famílias

Nesta sexta-feira, 19, o pavilhão da Escola Secundária Jorge Barbosa recebe um show beneficente, no âmbito da "Campanha FOGONAVEIA", cujos géneros alimentícios e produtos arrecadados se revertem para as famílias afectadas pela erupção vulcânica que assola a ilha do Fogo. 


Esta campanha de solidariedade, que culmina na realização de um espectáculo de música e dança tem a organização do grupo, MADCITY, e da Comissão de Finalista da Escola Jorge Barbosa. A entrada para assistir o evento é de um 1kg de alimento, cuja receita final arrecadada é para ajudar as pessoas de Chã das Caldeiras, que vivem "uma triste situação", e precisam do apoio de todos para retomarem uma nova vida.

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Mãe e filha detidas na posse de cannabis na cidade do Porto Novo

Duas mulheres, mãe e filha, foram detidas esta quarta-feira, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, na posse de “uma boa quantidade” de cannabis, conhecida em Cabo Verde como padjinha. As duas cidadãs vão ser apresentadas ao Tribunal da Comarca do Porto Novo para aplicação de uma medida de coacção. Num contacto via telefone, às 16h43mn, à secretaria do Tribunal, o Radar News Online foi informado  que o Juízo Crime estava proceder ao interrogatório da primeira arguida desse processo-crime, a mãe, uma mulher de 58 anos.


O investigador Augusto Fortes, da secção de Investigação Criminal da Esquadra da Policia Nacional no Porto Novo, confirmou à Inforpress a detenção das duas mulheres na posse de uma “quantidade considerável de estupefacientes”, as quais vão ser entregues, ainda esta quinta-feira ao Tribunal Judicial da Comarca para primeiro interrogatório de arguido detido e decisão sobre eventual medida de coação.

Segundo Augusto Fortes, a prisão das duas mulheres, mãe de 58 anos e a filha, cuja idade não avançou, é resultado de uma investigação que as autoridades policiais vinham realizando há “muito tempo”. As duas mulheres, acusadas de plantação e tráfico de padjinha, residem no bairro de Covoada, na cidade do Porto Novo.

Lavas caminham em direcção as habitações de Ilhéu de Losna e ameaçam devastar propriedades agrícolas

As lavas caminham em direcção a zona Ilhéu de Losna ameaçando algumas habitações, terreno de videira e bloqueio da estrada alternativa a Portela. Vera Alfama, especialista da Uni-CV na área de vulcanologia e que coordena a equipa que neste momento está a monitorar a erupção vulcânica, disse que esta frente avançou muito nas últimas 12 horas e que, neste momento, está num vale com uma certa intensidade. 

Como a mesma intensidade está a avançar um metro em cada dois minutos (30 metros por hora) as pessoas desta localidade estão a proceder à retirada dos seus bens, apesar de ainda a frente se encontrar entre um e meio a dois quilómetros de distância. A frente de lava que avança em direcção a Ilhéu de Losna está aproximadamente a 500 metros da propriedade agrícola, mas pode também atingir a estrada o que, caso vier a acontecer, vai cortar esta via alternativa a Portela. 

A localidade de Ilhéu de Losna é uma das principais propriedades de cultivo de videira em Chã das Caldeiras. As frentes de lavas anteriores tinham consumido uma vasta área de cultivo, sobretudo de feijão-congo, mandioca e batata, e uma pequena área de cultivo de fruteiras, videira e macieira. 

Já as duas frentes que na quarta-feira estavam activas em Portela, segundo Vera Alfama estão praticamente paradas, mais há um desvio e outros dois pontos activos que não estão a avançar. A erupção iniciada a 23 de Novembro, continua a causar danos em Chã das Caldeiras, e já fez a destruição por completa dos dois principais povoados, Portela e Bangaeira. Por ora, a lava dirige-se para Ilhéu de Losna, zona habitada por poucas famílias, mas onde está localizada a adega de vinho do produtor Eduíno Lopes. 

Esta quinta-feira uma delegação parlamentar, chefiada pelo presidente do Parlamento, Basílio Mosso Ramos, pelos líderes parlamentares do PAICV e do MpD, Felisberto Vieira e Fernando Elísio Freire e pelo deputado da UCID, João Luís, efectua uma visita a Chã das Caldeiras e aos três centros de acolhimento da população deslocada, situados em Monte Grande (São Filipe), Achada Furna (Santa Catarina) e Mosteiros.

"E agora nós humanos” é o título do livro de Gilson Alves apresentado na Cidade do Mindelo

A Editora Jacky, o autor Gilson Alves e o Ministério da Cultura – Biblioteca Nacional, têm a honra de convidar a V. Excia. A assistir ao lançamento do livro “E agora nós humanos”, a ter lugar no dia 18 de Dezembro (quinta-feira) pelas 17h30mn, no Auditório do Centro Cultural do Mindelo.


A apresentação do livro será feita pela Doutora Celeste Fortes e por António Pedro Silva.


Ministério Público quer pena de 17 anos e seis meses de prisão para ex agente da PN que matou homem com quatro tiros

O Ministério Público não concordou com a medida de pena aplicada pelo Tribunal da Comarca de São Vicente ao ex agente da Polícia Nacional que matou um homem com quatro tiros à queima-roupa. Ilaugino Fortes viu o Juízo Crime condenar-lhe a uma pena de 12 anos e 8 meses pela morte do companheiro da sua enteada. Mas, o representante do MP interpôs um recurso ao Supremo Tribunal da Justiça para pedir uma condenação de 17 anos e seis meses, por defender que o homicídio é agravado e ocorreu à traição e por motivo fútil.


Para o Ministério Público, o Supremo Tribunal da Justiça deverá apreciar o processo-crime e analisar os factos, que com base nas normas jurídicas tipificam a prática de um crime de homicídio, o que na prática determinaria o aumento da medida de pena que o 2º Juízo Crime aplicou ao ex agente da Polícia Nacional, Ilaugino Fortes.

O MP traça um diagnóstico do arguido e revela que este tinha “problemas sérios com o consumo do álcool”, e ficou provado que ao trabalhar armado e a a fazer o uso abusivo de bebidas alcoólicas se tratava de uma “pólvora ambulante” que acabou por explodir e provocar a morte de um indivíduo, que mantinha uma relação conjugal com a enteada do ex agente da PN.

O Procurador da República, Vital Moeda, representante do Ministério Público no caso defende que o sujeito “agiu de forma consciente e com uma conduta proibida por lei. Sabia que ao estar na posse de uma arma de fogo teria de se coibir e evitar tal acção, independentemente dessa briga que houve com a vítima. Apesar do grau de consumo de bebidas alcoólicas, o arguido teve plena consciência do seu acto, e os factos revelam que quis a morte de Celso e acabou por executá-lo com quatro tiros”.

Segundo o magistrado, Ilaugino, como agente da Polícia tinha a consciência que ao fazer disparos com a sua arma de fogo contra alguém poderia provocar-lhe a morte. “Em diversas situações no decorrer do desentendimento com a vítima, o cidadão teve hipóteses de evitar tal tragédia, como exemplo, fechar a porta da sua residência e ignorar a vítima. Mas, não foi buscar a arma e ao fazer disparos à queima-roupa, sabia que as consequências seriam graves, e assim ocorreu porque Celso teve lesões graves no corpo que provocaram a sua morte”.


O representante do MP contesta a tese de Ilaugino, de que agiu por legítima defesa, dado que foi ofendido pela vítima, e de seguida se engalfinharam. “Não tinha motivo para matar o homem, disse que ele acusou seu filho de roubar-lhe 700 escudos. A partir desse facto criaram uma situação que culminou numa briga e ofensas verbais. E, o arguido acabou por ser covarde, pois pegou na sua arma de serviço e decidiu matá-lo”.     

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Tributo a Cesária Évora: A Diva dos Pés Descalços deixou sodade e um rico legado a Cabo Verde

Cesária Évora, uma das maiores cantoras de Cabo Verde, faleceu a 17 Dezembro 2011, aos 70 anos na Ilha de São Vicente, depois de ter anunciado a sua retirada dos palcos em Setembro desse ano. A Diva dos Pés Descalços, rainha da morna cabo-verdiana deixou saudades e um rico legado a Cabo Verde que continua a ser preservado. Três anos após a sua partida, Cabo Verde e o Mundo recordam esta artista internacional de reconhecido mérito, que cantou a alma cabo-verdiana e deu a conhecer ao mundo o nome de Cabo Verde, contribuindo de forma decisiva para o engrandecimento da nossa cultura. E, ainda constitui um exemplo a ser seguido e relembrado pelas novas gerações.


As reacções à morte de Cize não pararam de chegar um pouco de todo o mundo e não faltaram homenagens a mulher que levou o nome da música de Cabo Verde além-fronteiras. Merecidas homenagens a cantora, o Governo decretou dois dias de luto nacional, e Cesária Évora foi a enterrar no cemitério da Ilha de São Vicente. O seu funeral foi acompanhado de milhares de pessoas, quer de Cabo Verde, quer cidadãos vindos de outros países, que quiseram prestar o seu tributo a Diva.

Para o Primeiro-ministro, José Maria Neves, a Cesária Évora é uma estrela que nunca se vai apagar e ficará “eternamente na memória” dos cabo-verdianos. José Maria Neves afirmou que Cize era um “nome cintilante da cabo-verdianidade” e acrescentou: “estamos a ver o que podemos ainda fazer para eternizar o nome de Cesária”.

Projecção internacional

O Presidente da República de Cabo Verde recebeu a notícia da morte da Embaixadora da Morna com grande consternação. Para Jorge Carlos Fonseca, Cesária Évora foi “uma das grandes referências da cultura nacional”. "Quando pensamos em Cabo Verde seguramente pensamos em Cesária Évora," afirmou o Chefe de Estado.

O ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires afirmou que a morte de Cesária Évora não impede que a música se imortalize e destacou a "inteligência" e o "humor" de "Cize". "Termina a época da Cesária, mas a música fica e espero que outras se afirmem como ela, que dêem um contributo para a afirmação da música de Cabo Verde nos palcos internacionais". Pedro Pires disse ainda que a diva dos pés descalços "bateu-se, conseguiu triunfar e ganhar uma projecção internacional que poucos conseguiram. Há o seu talento, mas também o esforço e a coragem".

Homenagem

O Ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa afirmou “Cesária deve ser homenageada de todas as formas que engrandecem o povo cabo-verdiano”, afirmou o Mário Lúcio, que já partilhou os palcos com a diva enquanto músico. “Cesária, para além de cantora, era uma alma que cantava música para todos” lembrou com profundo pesar o ministro que afirmou ainda que Cize era “um exemplo de vida”, uma pessoa de “enorme generosidade” que soube lidar com todos os momentos da vida.

Para o deputado, Carlos Veiga, Cize “soube com a sua voz encantar-nos e encantar o mundo” levando com a sua voz a alma cabo-verdiana aos quatro cantos da terra, projectando desse modo o nome e a imagem de Cabo Verde e reforçando o nosso orgulho nacional. Para Veiga, a diva foi uma grande senhora e cidadã, simples e sempre preocupada com os problemas do dia-a-dia da sua comunidade, do seu Cabo Verde, que cantou com mestria e alma.