Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Crónica: do naufrágio do navio Dilza após incêndio a bordo á um cenário de tragédia com Vicente

O Radar News Online faz uma retrospectiva a cerca de navios de passageiros, bem como de cargas que sofreram acidentes nos mares de Cabo Verde. O sector dos transportes marítimos tem registados casos que causam caos, isto é, a insuficiência de navios nas rotas fazem os cabo-verdianos bradar ao céu. Mas, há histórias envolvendo barcos de bandeira nacional que causam sofrimento e angústia, fazem as pessoas derramarem lágrimas pela perda de familiares e amigos. A viagem no tempo começa em 2006 com o incêndio a bordo, seguido de afundamento do navio de carga, Dilza e culmina numa tragédia que envolve o navio Vicente, com registo de três mortes e 12 desaparecidos, e 11 pessoas encontradas com vida.

Navio Vicente, da Companhia Tuninha
Este online embarca numa viagem onde várias pessoas até o dia de hoje guardam recordações, que com o passar do tempo não saem da memória. Há outros que trazem marcas no corpo e coração por causa de um dia onde passarem por situações que não desejariam a ninguém que estivesse em alto-mar. Sabe-se que para o público ficaram perguntas por responder: como ocorreu os naufrágios ou encalhes, quem são os culpados e as medidas que deveriam ser tomadas para garantir a certificação e viagens em segurança.

Mas, é sabido que em Cabo Verde, em muitos casos, a culpa morre solteira, e no sector dos transportes marítimos essa situação não foge a regra, independentemente de casos onde se provou serem acidentes sem negligência humana. É, que quem averigua nunca vem a público apresentar os relatórios finais das investigações e dissipar todas as dúvidas.

Historial

Porém, deixemos de lado aquilo que se sabe que vai continuar a ser uma realidade em Cabo Verde e avancemos para o primeiro caso. O navio "Dilza", que transportava combustíveis inter-ilhas, ao serviço da Enacol se incendiou no dia 17 Janeiro 2006, e depois de estar em chamas afundou-se nas proximidades do ilhéu Raso, ilha de Santa Luzia. Na altura dos factos, o capitão dos Portos de Barlavento, Manuel Monteiro, que se deslocou ao local para "avaliar a situação", afirmou não existirem grandes riscos para o meio ambiente, uma vez que o combustível foi, na sua maior parte, consumido no incêndio. A tripulação do navio, constituída por 10 pessoas, foi socorrida por um barco de pesca que se encontrava nas imediações do local do sinistro, tendo sido transportada para a ilha de São Vicente. 

Dilza, pertencia a Cia Crivinave

Companhia Polaris perde dois navios

A saga de desastres com navios em Cabo Verde prosseguiu em 2008, a Companhia de transportes marítimos, Polaris perdeu dois navios de passageiros e cargas, no espaço de um mês. Estes dois casos até hoje são relembrados por tripulantes dessa empresa que viveram os dois naufrágios. 

Navio Barlavento da Cia Polar

A primeira foi a emblemática embarcação, Barlavento construída junto com o Sotavento em estaleiros navais na Alemanha. Na noite 2 Abril 2008, por volta das 23h15, a sul a sul da ilha do Fogo, na Baixa de Pescadeira, o navio Barlavento encalhou com 11 passageiros e 15 tripulantes a bordo, que foram evacuados algumas horas depois. As autoridades marítimas estavam a tentar rebocar o navio de volta para a capital, cidade da Praia, mas as operações acabaram por não ter sucesso, uma vez que a embarcação acabou por afundar.

A frota da empresa Polaris ficou reduzida com a perda deste navio. Mas, não antevia que o azar iria continuar a bater-lhe as porta. O N/M Musteru afundou-se na noite de 6 Maio, ao largo de Porto Mosquito, ilha de Santiago, enquanto ia de viagem para a ilha do Fogo. O navio afundou-se depois da carga que transportava ter tombado para um dos lados devido à forte ventania que se fazia sentir. A água começou a entrar no Musteru e a tripulação não teve outra alternativa senão abandonar o barco e salvar as 109 pessoas que seguiam para o Fogo. Ninguém ficou ferido durante o acidente nem durante a operação de salvamento.

Musteru a afundar-se ao largo de porto Mosquito

Encalhes

O navio "Terry Tres" encalhou no dia 9 de Setembro 2012, ao largo da praia de Francisca, na ilha de Santa Luzia, Cabo Verde. Vinha da ilha de Boa Vista e tinha como destino a ilha de Santo Antão para embarque de máquinas e contentores. O seu encalhe nessa zona em Santa Luzia continua a ser um mistério por descobrir, nas medidas que as autoridades marítimas revelaram que o navio poderia ter zarpado por uma zona sem perigo. Por ora, a embarcação que foi dado com perdido a favor do Estado de Cabo Verde está a ser desmantelado por uma empresa estrangeira. 

Terry Tres na praia Francisca, Santa Luzia

Mistério

No domingo, 8 Setembro 2013, o navio Rotterdam, concebido inicialmente para a pesca e que sofreu modificações com vista à sua transformação numa embarcação para o transporte de cargas, deixou o porto da cidade da Praia rumo à ilha da Boa Vista onde deveria atracar no porto de Sal-Rei na segunda-feira, 9 Setembro. As autoridades marítimas, bem como os familiares, perderam o contacto com a tripulação que trabalha na embarcação. As autoridades marítimas deram o alerta a todos os barcos que estavam nas nossas águas no sentido de ajudarem a localizar a embarcação, mas o certo é que o caso do desaparecimento do Rotterdam continua a ser um mistério por esclarecer.

Rotterdam

Choque

Um novo encalhe veio a acontecer desta feita após o choque entre dois navios, a entrada do cais da Praia durante o exercício de manobras. O acidente entre o Sal rei e o navio-tanque Cipreia, da empresa Vivo Energy que faz o transporte de combustível inter-ilhas aconteceu no dia 31 Outubro 2013. A colisão aconteceu no canal de acesso ao porto da Praia quando o navio-tanque Cipreia saía do porto em direcção à ilha do Fogo e o Sal Rei vinha a entrar.

Sal Rei encalhado na baía do Porto da Praia, Santiago

Os tripulantes e passageiros do navio Sal Rei foram resgatados por um outro navio que estava no Porto, o Djon Dade, sem nenhum ferimento. A colisão provocou o desequilíbrio do Sal Rei, que entrava no porto, o que fez encalhar o navio perto do ilhéu de Santa Maria, mas depois de várias operações viria a ser resgatado e por ora se encontra atracado no cais da CABNAVE na ilha de São Vicente.

Navio Cipreia após o embate com Sal Rei

Resgate

Em Maio 2014, no dia 31 ocorreu mais um encalhe que culminou no resgate dessa embarcação. O caso aconteceu na ilha de São Vicente e envolveu o navio Tarrafal que devido ao forte vento que se fazia na Ilha do Monte Cara foi arrastado do Porto Grande onde estava fundeado e só parou na zona da Galé. 

Tarrafal encalhado na zona da Galé, São Vicente

O navio que operou regularmente em Cabo Verde durante quase uma década, sob a chancela da companhia STM, há muito que constitui um perigo a navegação na Baía do Porto Grande porque se encontrava fundeado e totalmente às escuras. Da tripulação, antes constituída por 25 pessoas, a empresa manteve a bordo apenas um guarda. E, ao que tudo indica, em condições precárias porque ficou sem combustível e alimentação. Com a acção do vento foi parar a Galé, onde acabou por ser retirado por um rebocador das Canárias, e agora está atracado no Porto Grande, por questões de segurança.

Averiguações

O navio Pentalina-B encalhou na praia de Moia Moia, região do Concelho de São Domingos, por volta das 2 horas da madrugada na quinta-feira, 5 Junho 2014. Todos os passageiros que estavam a bordo, 69 adultos e 16 crianças foram retirados do navio com ajuda de um rebocador. Dias depois foi feito uma rampa de acesso a terra que permitiu a retirada de carros e cargas. O Pentalina-B operava em Cabo Verde desde 2009 e acabou por encalhar junto a um rife, e o caso pelas averiguações realizadas pelas autoridades apontou que se deveu a negligência humana que o levou a ficar próxima de terra até esta data.

Pentalina B encalhado na zona de Moia-moia

Volvidos dois meses, no dia 3 Agosto, o navio John Miller, propriedade da empresa de combustível Enacol, afundou-se no Porto da Boavista quando se preparava para fazer uma descarga de combustível e gás na ilha. Durante diligências foram recuperadas várias mercadorias que estavam a bordo da embarcação, bem como equipamentos que continham combustível e gás. Já o "John Miller" não foi resgatado e ainda continua nas profundezas da baía do Sal Rei.

Navio John Miller afundando na baía de Sal Rei, Boa Vista

Tragédia

E, para fechar esta retrospectiva, um caso que tirou o sono a muitos cabo-verdianos: o afundamento do navio Vicente, da Companhia Tuninha, na noite do dia 8 Janeiro 2015, nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo. A sobrecarga do navio, aliada as condições do mar e do tempo, indicada por manobras perigosas por determinação do Comando do Vicente podem ter ditado o desfecho do naufrágio mais trágico no últimos oito anos em Cabo Verde: Três mortes confirmadas, 12 desaparecidos e 11 pessoas encontradas com vida... As buscas prosseguem e há esperança de se encontrar sobreviventes ou corpos dos desaparecidos. 

























Naufrágio do navio Vicente: Ainda não foram encontradas as 12 pessoas desaparecidas

As autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil têm esperança de encontrar com vida as pessoas que continua desaparecidas após o naufrágio do navio Vicente, na noite do dia 8, nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. Dos 26 cidadãos que estavam a bordo da embarcação, 12 pessoas continuam ainda desaparecidas no mar da Ilha do Fogo. Já se resgataram 11 com vida, registaram três mortes, inclusive uma criança, que faleceu nos braços do pai. Nas próximas horas, as buscas têm por base encontrar os desaparecidos com vida, ou fazer o resgate de quem perdeu a vida com o naufrágio. 


Os Serviços Nacional de Protecção Civil avançam que as buscas iniciadas na manhã de sábado, 10 Janeiro continuam infrutíferas ma medida que ainda não encontraram qualquer pessoa que consta da lista dos desaparecidos. As condições do mar e do tempo estão a interferir nos trabalhos das autoridades que procuraram os desaparecidos, mas os Serviços Nacional de Protecção Civil defendem que as buscas entre as Ilhas do Fogo e da Brava vão prosseguir. Pois, o objectivo é descobrir o paradeiro dos cidadãos dados como desaparecidos e que seguiam a bordo do navio Vicente, que afundou nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, e cujo paradeiro ainda é um mistério.

As autoridades marítimas e o SNPC revelam que as buscas vão ser realizadas até o período em que se averiguar que "a esperança de encontrar pessoas forem nulas", e adiantam que os meios foram reforçados com a chegada de um navio de Portugal, que conta com o apoio do navio Djon Dade, rebocador Damão, barco Mar Linda e meios aéreos que auxiliam nas buscas, bem como agentes da Polícia Nacional, voluntários e militares que fazem buscas apeado pelas encostas das ilhas do Fogo e Brava.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Naufrágio do navio Vicente: Três mortes confirmadas num caso com indícios de negligência humana

As autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil têm esperança de encontrar com vida as pessoas que continua desaparecidas após o naufrágio do navio Vicente, na noite do dia 8, nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. Dos 26 cidadãos que estavam a bordo da embarcação, já se resgataram 11 com vida, recolheram três cadáveres, inclusive uma criança, de seis anos que faleceu nos braços do pai. Nas próximas horas, as buscas têm por base encontrar as 12 pessoas que ainda continuam desaparecidas no mar da Ilha do Fogo. Os indícios recolhidos numa primeira fase  de averiguações apontam que o acidente se resulta de negligência humana, por parte de quem comandava o navio. 





Nesta sexta-feira, 9 Janeiro, as autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil, militares, acompanhados de um helicóptero da Força Aérea Espanhola, os navios, Ostrea, Kriola, Mar Linda e o rebocador Damão, a empresa de aviação Cabo Verde Express realizaram diligencias de patrulha. Depois de procederem ao resgate de três pessoas, um Segundo oficial, João Domingos, um terceiro motorista, Daniel Gomes, e uma passageira, Antónia Dias, logo no primeiro dia do naufrágio. 



Nesta quarta-feira recolheram com vida o estagiário, Manuel "Vela" Fortes, os cadáveres de uma criança de seis anos, de um homem de nacionalidade cubana, o chefe de máquina, Lazaro Abreu Chapey, e de um indivíduo também da Ilha de São Vicente, de nome Carlos  Delgado de Pina, conhecido por "Canja", que residia em Fernando Pó. 



Resgate



Por outro lado foram resgatados com vida, membros da tripulação como Dalilo, da zona de Ilha de Madeira, São Vicente, Dirce Nascimento, Arickson Fonseca, Valdir dos Santos e Arminio Santos, José Eduardo, jogador da Académica do Fogo, e uma pessoa cuja identidade ainda não foi revelada. De realçar que 12 pessoas continuam desaparecidas, e que com o início da noite, dada a escuridão e condição do mar e do vento, as buscas foram suspensas e serão retomadas na manhã deste sábado no sentido de se encontrar mais sobreviventes. 


Recorde-se que em relação ao afundamento do navio Vicente, membros da tripulação que conseguiram escapar a tragédia revelaram que o Capitão da embarcação, e o Imediato, todos cidadãos de nacionalidade cubana tiveram um comportamento reprovável, ao não aceitarem as sugestões dos subordinados. 

Sugestões

No caso do Capitão, antes de sair do Porto da Praia foi lhe comunicado por pessoas que assistiram a colocação das cargas, de que o Vicente tinha um desvio de 6 graus para o lado de estibordo, mas este defendeu que sabia os meandros do seu trabalho e que a viagem iria decorrer da melhor forma. Por sua vez, o Imediato foi informado por subordinados, isto é tripulantes, que a havia sobrelotação de carga , bem como essa informação chegou ao Capitão que retorquiu que a tripulação estava no navio para cumprir ordem superiores. 

Já nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo, local de destino do navio Vicente, o comando da embarcação foi informada pelas autoridades marítimas que tinha de aguardar a saída do navio Ostrea, da Companhia de Combustíveis, Vivo Energy para depois fazer a sua entrada no Porto. 

Explicações

Mas, segundo tripulantes que sobreviveram a tragédia, "o navio estava inclinado para estibordo e estava sobrecarregado. O acidente se deveu ao mar grosso e principalmente ao forte vento. O Segundo Oficial do navio naufragado explica ainda que o navio Ostrea não prestou auxílio adequado porque o Comandante do navio Vicente não pediu socorro ao Ostrea, apenas pediu o seu afastamento, ao invés de dizer que Vicente se afundava. 

"E que este deu início a uma série de manobras estranhas, pelo que o Capitão mandou virar o navio a bombordo. Mas, o Segundo Oficial e o Terceiro Motorista disseram que  a melhor opção seria para estibordo devido ao mau tempo, pelo que após insistência do Comando do navio, a força tiveram de acatar as suas ordens, e ao sofrer uma rajada de vento virou-se de lado e em cerca de cinco minutos se afundou sem deixar rastos" explica a tripulação.

As causas do acidente estão a ser apuradas pelas autoridades no sentido de se saber o que levou ao afundamento do navio Vicente que tinha a bordo 26 pessoas, sendo que três já morreram e 12 continuam desaparecidas no mar. O certo é que pelas informações iniciais recolhidas junto da tripulação, as autoridades competentes na matéria de averiguação do caso suspeitam que a negligencia humana, aliada ao mau tempo que se faz sentir em Cabo Verde podem ter ditado o naufrágio do "Vicente"cujo paradeiro ainda é uma incógnita. 
















Naufrágio de navio Vicente: Encontrou-se um cadáver e já resgataram 11 pessoas com vida

As autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil prosseguem as buscas de resgate aos cidadãos que seguiam a bordo do navio Vicente, da Companhia Tuninha, que afundou na noite do dia 8, nas imediações do Porto Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. Os dados recolhidos pelas autoridades apontam que a embarcação tinha 26 pessoas a bordo. Nas diligências feitas até ao momento conseguiram salvar onze cidadãos com vida e recuperaram um cadáver. As buscas prosseguem na tentativa de procurarem sobreviventes. As causas do acidente estão por apurar. Mas, as informações iniciais apontam que o navio estava sobrecarregado e que há indícios de negligência humana.


Naufrágio do Navio Vicente: As Autoridades continuam a procura de sobreviventes

Ontem foi encontrado três pessoas com vida, hoje pelas informações iniciais já foram encontrados seis pessoas com vida e um corpo de um homem ligado a tripulação, membros da tripulação que foram salvos disseram as autoridades que eram vinte e seis pessoas a bordo.    



Devidas as condições do mar, com ondas de cerca de quatro metros, a falta de visibilidade, e de uma embarcação de busca e salvamento, as autoridades suspenderam as buscas por volta das 2 horas. O navio Kriola teve que se retirar do local por questões de segurança, e quanto ao Ostrea, de maior porte ficou em alto-mar à procura de sobreviventes. Ainda não se descobriu o paradeiro de "Vicente" que afundou ao largo de Vale dos Cavaleiros, por volta das 22 horas.

O navio de transporte de passageiros e cargas chegava a ilha com proveniência do Porto da Praia. Mas, uma vez que o navio Ostrea da empresa de combustíveis, Vivo Energy se encontrava no porto, o comando do Vicente foi informado de que deveria aguardar a saída do Ostrea ao largo de Vale dos Cavaleiros, e só depois atracar para descarregar a carga que tinha a bordo e permitir a saída de passageiros.

O que se sabe é que o navio Vicente foi para uma zona a cerca de 4 milhas e meio do Porto de Vale dos Cavaleiros. De seguida o Comando não respondeu as chamadas, se verificou que o navio tinha desaparecido dos radares, e apenas se avistaram balsas e coletes salva-vidas. O navio Ostrea dirigiu para o local à procura de sobreviventes, bem como o Kriola foi accionado para prestar apoio. Nas diligências feitas até agora já foram encontrados nove pessoas e um corpo.

Por ora, as autoridades desconhecem as causas do naufrágio do navio Vicente, e em que área afundou. Nas imediações do Porto do Vale dos Cavaleiros estão a realizar buscas para encontrar as restantes pessoas que estavam a bordo da embarcação.  Neste momento ainda não se soube a identidade das pessoas que estavam a bordo.

Naufrágio do navio Vicente: 19 pessoas continuam desaparecidas no mar da Ilha do Fogo

As autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil retomaram as buscas de resgate aos cidadãos que seguiam a bordo do navio Vicente, da Companhia Tuninha, que afundou na noite do dia 8, nas imediações do Porto Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. Os dados recolhidos pelas autoridades apontam que a embarcação tinha 22 pessoas a bordo, e que três foram resgatadas. As buscas foram retomadas às sete horas, na tentativa de procurarem sobreviventes. Foram mobilizados meios aéreos e marítimos, e perante um cenário de tragédia, as autoridades têm esperança de encontrar as 19 pessoas com vida.



Devidas as condições do mar, com ondas de cerca de quatro metros, a falta de visibilidade, e de uma embarcação de busca e salvamento, as autoridades suspenderam as buscas por volta das 2 horas. O navio Kriola teve que se retirar do local por questões de segurança, e quanto ao Ostrea, de maior porte ficou em alto-mar à procura de sobreviventes. Ainda não se descobriu o paradeiro de "Vicente" que afundou ao largo de Vale dos Cavaleiros, por volta das 22 horas.

De realçar, que na noite desta quinta-feira, 8 Janeiro, por volta das 22 horas, as autoridades marítimas foram informadas de que o navio Vicente afundou nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. O navio de transporte de passageiros e cargas chegava a ilha com proveniência do Porto da Praia. Mas, uma vez que o navio Ostrea da empresa de combustíveis, Vivo Energy se encontrava no porto, o comando do Vicente foi informado de que deveria aguardar a saída do Ostrea ao largo de Vale dos Cavaleiros, e só depois atracar para descarregar a carga que tinha a bordo e permitir a saída de passageiros.

O que se sabe é que o navio Vicente foi para uma zona a cerca de 4 milhas e meio do Porto de Vale dos Cavaleiros. De seguida o Comando não respondeu as chamadas, se verificou que o navio tinha desaparecido dos radares, e apenas se avistaram balsas e coletes salva-vidas. O navio Ostrea dirigiu para o local à procura de sobreviventes, bem como o Kriola foi accionado para prestar apoio. Nas diligências foram resgatadas três pessoas, um 2º Oficial, um marinheiro e uma passageira, e pelos números avançados as autoridades faltam resgatar 19 cidadãos, que estão a deriva num mar que se apresentava "revoltoso e onde a visibilidade é reduzida". 

Por ora, as autoridades desconhecem as causas do naufrágio do navio Vicente, e em que área afundou. Nas imediações do Porto do Vale dos Cavaleiros foram realizadas buscas para encontrar as restantes pessoas que estavam a bordo da embarcação.  Neste momento ainda não se soube a identidade das pessoas que estavam a bordo, e as autoridades também não confirmam ter encontrado alguém sem vida, pelo que estão no terreno para fazer o resgate.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Autoridades suspendem buscas: Resgataram apenas três pessoas após naufrágio do navio Vicente

As autoridades marítimas e os Serviços de Protecção Civil suspenderam as buscas de resgate aos cidadãos que seguiam a bordo do navio Vicente, da Companhia Tuninha, que afundou na noite do dia 8, nas imediações do Porto Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. Os dados recolhidos pelas autoridades apontam que a embarcação tinha 22 pessoas a bordo, e nas diligências feitas até ao momento conseguiram salvar três. As buscas serão retomadas às seis horas, na tentativa de procurarem sobreviventes.


Devidas as condições do mar, com ondas de cerca de quatro metros, a falta de visibilidade, e de uma embarcação de busca e salvamento, as autoridades suspenderam as buscas. Por ora, apenas o navio Ostrea se encontra em alto-mar à procura de sobreviventes, e ainda não se descobriu o paradeiro de "Vicente" que afundou ao largo de Vale dos Cavaleiros.
  
De realçar, que na noite desta quinta-feira, 8 Janeiro, por volta das 22 horas, as autoridades marítimas foram informadas de que o navio Vicente afundou nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo. O navio de transporte de passageiros e cargas chegava a ilha com proveniência do Porto da Praia. Mas, uma vez que o navio Ostrea da empresa de combustíveis, Vivo Energy se encontrava no porto, o comando do Vicente foi informado de que deveria aguardar a saída do Ostrea ao largo de Vale dos Cavaleiros, e só depois atracar para descarregar a carga que tinha a bordo e permitir a saída de passageiros.

O que se sabe é que o navio Vicente foi para uma zona a cerca de 4 milhas e meio do Porto de Vale dos Cavaleiros. De seguida o Comando não respondeu as chamadas, se verificou que o navio tinha desaparecido dos radares, e apenas se avistaram balsas e coletes salva-vidas. O navio Ostrea dirigiu para o local à procura de sobreviventes, bem como o Kriola foi accionado para prestar apoio. Nas diligências foram resgatadas três pessoas, um 2º Oficial, um marinheiro e um passageiro, e pelos números avançados as autoridades faltam resgatar 19 cidadãos, que estão a deriva num mar que se apresentava "revoltoso e onde a visibilidade é reduzida".

Por ora, as autoridades desconhecem as causas do naufrágio do navio Vicente, e em que área afundou. Nas imediações do Porto do Vale dos Cavaleiros foram realizadas buscas para encontrar as restantes pessoas que estavam a bordo da embarcação. As buscas foram suspensas e serão retomadas às seis horas, na medida que as condições do mar e do tempo impedem a realização dos trabalhos, onde apenas a tripulação o navio Ostrea ficou em alto-mar a ver se consegue resgatar alguém durante esta madrugada. Isto, até que elementos dos Serviços de Protecção Civil, autoridades marítimas, militares regressam ao mar para encontrar sobreviventes dessa tragédia.