Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Batuque vence FC Derby e conquista Supertaça de São Vicente

O Batuque Futebol Clube conquistou hoje a Supertaça de São Vicente, em futebol, ao derrotar o FC Derby por 1-0, em jogo disputado no Estádio Adérito Sena, o primeiro do calendário oficial da época futebolística 2014-2015. O único golo da partida foi apontado pelo avançado Ary, na ponta final do jogo, aos 86 minutos, num remate colocado após ultrapassar, em velocidade, o guarda-redes derbiano, Wiliam.

Foto by Américo Antunes - Inforpressao V
O jogo, que respeitou um minuto de silêncio em homenagem aos desaparecidos do naufrágio do navio Vicente, foi o primeiro da época disputado no novo relvado sintético do Estádio Adérito Sena, na presença do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, e outros convidados.

A Associação de Futebol de São Vicente, por seu lado, aproveitou a ocasião para entregar o troféu de campeão da época transacta ao FC Derby e de melhor marcador ao avançado Gil, futebolista que na época passada envergava a camisola do Amarante.

Quer os troféus de campeão da primeira como da segunda divisão da época passada, bem como os de melhor marcador, foram oferecidos à associação pelos futebolistas internacionais cabo-verdianos Vozinha e Calu, ambos já em terras da Guiné-Equatorial onde vão representar o país na CAN’2015, que principia no sábado, 17.

No próximo fim-de-semana tem início o campeonato regional de São Vicente e logo com um jogo grande, o Mindelense, campeão em título, a receber o Batuque, que acaba de vencer a Supertaça.

Jovens que assassinaram empresário Emanuel Spencer condenados a 18 anos de prisão

Pirilau e Djoca, os assassinos de Emanuel Spencer, sócio-gerente da empresa Spencer Construções & Imobiliária (SCI), crime ocorrido em Agosto de 2013 na Praia, foram condenados a 18 anos de prisão. Ambos responderam pelo crime de homicídio agravado por asfixia. 


Os receptadores dos bens de Spencer foram condenados a pagar multa. José António dos Reis levou uma pena maior: mil escudos à razão de 100 dias, o que dá 100 contos. Já Ademiro deve pagar 800 escudos por igual número de dias (80 contos). Evandro viu a sua multa reduzida para 50 mil escudos, ou seja 500 escudos durante 100 dias.


O Tribunal da Praia, na sua sentença desta segunda-feira, 12, mostrou não ter dúvidas que Pirilau e Djoca são os responsáveis pela morte do empresário Emanuel Spencer, ocorrido em Agosto de 2013 no Palmarejo, Praia. Ficou provado que os dois homens, que já eram conhecidos da vítima, asfixiaram-no até à morte aplicando-lhe um golpe no pescoço.

O mandante do crime não foi revelado nem o montante que os visados receberam para matar Spencer. Mas, para o Tribunal, as provas produzidas durante o julgamento e da perícia, e os próprios depoimentos dos arguidos que confessaram parcialmente os factos, foram suficientes para deduzir a condenação. Inclui-se o crime de receptação dos bens - um iPad e um telemóvel - que foram vendidos a um preço de 20 mil escudos cada, um valor muito abaixo do preço de mercado.

Recorde-se Pirilau e Djoca, principais arguidos no processo, estavam em prisão preventiva desde a ocorrência dos factos. José António dos Reis, Admiro, Evandro e Massambá aguardavam o julgamento em liberdade, sob Termo de Identidade e Residência. Este terceiro receptador está desaparecido e até ao momento não se sabe do seu paradeiro pelo que deve ser julgado posteriormente.

Fonte: Asemana

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobreviventes e corpo de tripulante chegaram a São Vicente num ambiente de lágrimas e saudações

Na noite do dia 12 Janeiro, o Aeroporto Internacional Cesária Évora foi invadido por um misto de emoções: lágrimas, palmas e choros, no momento do reencontro dos sobreviventes do naufrágio do navio Vicente com os familiares. Lágrimas de contentamento e de emoção para aqueles que reencontravam os familiares e amigos que sobreviveram ao naufrágio. Mas, por outro lado, há quem chorou de dor quando receberam o corpo do tripulante Carlos de Pina, conhecido por "Canja", até o momento o único cadáver resgatado, quando ainda estão desaparecidas 12 pessoas. 


De acordo o relato do jornalista Américo Antunes da Inforpress, um dos sobreviventes, mal avistou os familiares e amigos, ajoelhou-se e com as mãos levantadas para o céu terá agradecido aos deuses por voltar a estar entre os seus, após a sobrevivência no mar no canal entre as ilhas Brava e do Fogo. Nem se quer houve oportunidade para contacto dos jornalistas com os sobreviventes, pois estes foram literalmente “engolidos” pelas dezenas de pessoas que os aguardavam, ao início da noite no Aeroporto Internacional Cesária Évora. 

À espera, igualmente, para além de familiares e amigos, todo o staff da Companhia de Navegação Marítima Tuninha, proprietária do navio Vicente, autoridades sanitárias e outras ligadas à Agência Marítima Portuária. O corpo será conservado em câmara fria, após o reconhecimento dos familiares, efectuado na noite de 12 Janeiro na casa mortuária do Hospital Baptista de Sousa,  sendo que o funeral do jovem marinheiro deve ocorrer na tarde desta terça-feira, 13. 

Antes, porém, no período da manhã, o corpo será velado em casa dos familiares, na localidade de Fernando Pó. A Inforpress apurou, por outro lado, que só da Companhia Tuninha, faziam-se transportar no navio Vicente, no dia da tragédia, 21 funcionários, dos quais 18 tripulantes, um agente e dois condutores dos atrelados que habitualmente o navio transportava. O navio Vicente, de 52,70 metros, afundou-se na noite de quinta-feira, 08, a quatro milhas do cais de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, com 26 pessoas a bordo. Onze ocupantes foram resgatadas com vida até este momento. As mortes confirmadas são três, mas apenas um corpo foi ainda recuperado do mar. Doze pessoas, sendo duas mulheres e 10 homens, incluindo o capitão e o imediato da embarcação, estão ainda desaparecidas.

Crédito: Américo Antunes/Inforpress

Drama: Comandante do navio Vicente contribuiu para a tragédia que provoca lágrimas e sofrimento

Em declarações, a Ocean Press, Daniel Gomes, com mais anos em serviço do navio Vicente, que afundou na noite do dia 8 Janeiro no largo da Ilha do Fogo explicou os meandros do naufrágio e revelou que a embarcação estava sobrecarregada. O tripulante disse que o Comandante revelou-se "autoritário e teimoso" quando lhe informaram que seria perigoso seguir viagem com o "Vicente" naquele estado, isto é, com carga a mais e um desvio de seis graus para o lado do estibordo. E, para piorar a situação, quando faziam manobras para entrar no Porto de Vale dos Cavaleiros, o Comandante e o Imediato deram ordens erradas, e em 5 minutos ocorreu uma tragédia, com três mortes, 12 desaparecidos e 11 encontrados com vida. 


Videoreportagem





domingo, 11 de janeiro de 2015

Rap Soldiers: "o nosso lema é fazer música para o povo"

A perspectiva dos elementos do Rap Soldiers passava por lutar pelo Rap Kriol, e apresentar aquilo que o povo tem medo de expressar. “O nosso lema é fazer música para o povo, isto é, procurar mudar aquilo que está mal no nosso meio, mas isso sempre a dar ao povo um ânimo, e no final todos nós iremos levantar as mãos e dizer que conseguimos”.


No dia 18 Novembro 2007, na ilha de São Vicente, surgiu o grupo musical, Rap Soldiers, que prossegue a sua caminhada na valorização do Hip Hop cabo-verdiano. Soulj, elemento do grupo revela que nestes sete anos, enfrentaram muitas barreiras e dificuldades. Mas, assegura que “sempre com fé em deus, e esperança que os dias de sucesso iriam chegar”.

Para Rap Soldiers, o lançamento do primeiro trabalho, um mixtape, intitulado “Elizender”, a 3 Maio 2013 representa uma etapa na concretização dos objectivos traçados pelo grupo. “Foi um grande sucesso, e até hoje recebemos felicitações por esse trabalho musical”.


Biografia

Questionado como se deu a escolha do nome do grupo, Soulj revela que no início escolheram “Soldados do Rap”, junto com o colega, Romário. A perspectiva dos elementos passava por lutar pelo Rap Kriol, e mostrar aquilo que o povo tem medo de expressar. “O nosso lema é fazer música para o povo, isto é, procurar mudar aquilo que está mal no nosso meio, mas isso sempre a dar ao povo um ânimo, e no final todos nós iremos levantar as mãos e dizer que conseguimos”.

Soulj afirma que 2015 vai ser o ano de afirmação do grupo, na medida que tem em carteira a apresentação ao público, dois trabalhos, isto é, iniciar o ano com um novo mixtape, e no final concretizar o objectivo máximo, produção de um álbum em CD, a ser lançado no mercado.

Apoios


Rap Soldiers teve na sua caminhada no Hip Hop Cabo-verdiano, vários músicos que os apoia na sua luta a favor da sociedade. Fora da esfera musical também há pessoas que estão a ter um papel importante no desenvolvimento da sua acção. É o caso do jovem activista mindelense, Vander Gomes, que já foi manager de Elizender, Mad Rappers. Este jovem apostou no Rap Soldiers, e Soulj explica que com essa parceria já realizaram shows em Santo Antão, Sal, o que permitiu “levar a nossa música” para fora da ilha de São Vicente.           

João Branco apresenta olhar crítico com o livro Crónicas Desaforadas

Crónicas Desaforadas é o título do livro da autoria de João Branco, e que resulta da selecção de 30 textos, de cerca de 200 crónicas escritas em cinco anos, de 2008 a 2013 no seu blog, que se intitulou “Café Margoso”, e ainda no Semanário "A Nação". João Branco justifica o título como um olhar crítico sobre várias questões, que têm um foco vincado na Cidade do Mindelo. Mas, o autor explica que ainda, há crónicas que debruçam em aspectos relacionados com Cabo Verde.  

Capa do livro Crónicas Desaforadas

O entrevistado diz que escreve a partir da experiência pessoal, e da sua vivência na Cidade do Mindelo, mas que escreve para todos os cabo-verdianos, e que a sua escrita inclui ainda assuntos internacionais. “O estilo, a forma de escrita, a ironia implícita nos textos são resultados da minha vivência no Mindelo, da minha condição de mindelense. E, o livro é uma selecção de textos que achamos mais interessantes para o grande público ler”.  
  
Autor de Crónicas Desaforadas
A obra será lançada no dia 16 Janeiro, pelas 18h30 no Palácio do Povo, ilha de São Vicente. A apresentação do livro será realizada por Manuel Brito-Semedo e Abraão Vicente, num ambiente com requinte de criatividade e partilha cultural que sublima as perspectivas do autor de “Crónicas Desaforadas”.

O livro tem a direcção artística da escritora Márcia Souto e do poeta Filinto Elísio, a fotografia de capa é da autoria do cabo-verdiano Hélder Paz Monteiro e o design gráfico é de Henrique Branco. João Branco acrescenta que é uma “suprema honra” que o prefácio de “Crónicas Desaforadas” seja da autoria de Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde, que aceitou prefaciar o seu livro que é editado pela editora cabo-verdiana, Rosa de Porcelana.

A editora Rosa de Porcelana começou a sua actividade em 2013 e já editou obras do Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, e historiador, António Correia e Silva, e do poeta e Prémio Camões, Arménio Vieira. “Depois desses dois autores, é uma honra ser o terceiro contemplado”. 

Videoreportagem



Mistério: O que aconteceu com as 12 pessoas desaparecidas após naufrágio do navio Vicente?

As autoridades têm esperança de encontrar as pessoas que continuam desaparecidas após o naufrágio do navio Vicente na Ilha do Fogo. Por ora, 12 pessoas continuam ainda desaparecidas. Já se resgataram 11 com vida, registaram três mortes, inclusive uma criança, que faleceu nos braços do pai. Nas próximas horas, as buscas têm por base encontrar os desaparecidos com vida, ou fazer o resgate de quem perdeu a vida no naufrágio. Há suspeitas de que haja corpos no interior do navio, cujo o paradeiro da sua localização no mar da ilha do Fogo é um mistério.


Os Serviços Nacional de Protecção Civil avançam que as buscas continuam infrutíferas ma medida que ainda não encontraram qualquer pessoa que consta da lista dos desaparecidos. As condições do mar e do tempo estão a interferir nos trabalhos das autoridades que procuraram os desaparecidos, mas os Serviços Nacional de Protecção Civil defendem que as buscas entre as Ilhas do Fogo e da Brava vão prosseguir. 

Diz o ditado que a esperança é a ultima a a morrer, e assim as autoridades têm como objectivo é descobrir o paradeiro dos cidadãos dados como desaparecidos e que seguiam a bordo do navio Vicente, que afundou nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros na noite do dia 8 Janeiro, e cujo paradeiro ainda é um mistério.

As autoridades marítimas e o SNPC revelam que as buscas vão ser realizadas até o período em que se averiguar que "a esperança de encontrar pessoas forem nulas", e adiantam que os meios foram reforçados com a chegada de um navio e de um avião de Portugal, que conta com o apoio do navio Djon Dade, rebocador Damão, barco Mar Linda e meios aéreos que auxiliam nas buscas, bem como agentes da Polícia Nacional, voluntários e militares que fazem buscas apeado pelas encostas das ilhas do Fogo e Brava. 

Desaparecidos

O comandante Cláudio Serrer Gonzalez é dado como morto, uma vez que os outros tripulantes que sobreviveram não o viram saltar do navio, quando este se afundou. O mesmo acontece com o imediato, José Angel Auquet Tellez, que também não foi visto a saltar da embarcação. Quanto ao chefe de máquina, Lazaro Abreu Chapey morreu devido ao cansaço. Não conseguiu agarrar-se a uma corda quando a equipa de salvamento tentou resgatá-lo. O corpo ainda não foi encontrado pelas autoridades que realizam as buscas.

De entre os 18 tripulantes presentes na embarcação estão ainda desaparecidos o contra-mestre João da Luz Lopes, Danilson Inocêncio, Eunice Monteiro Mendes, Osvaldino Rodrigues, Pedro e Adilson Lopes. O cozinheiro, João Camilo , e o 1º motorista, Gualdino Monteiro também são dados como morto, mas os seus corpos ainda não foram resgatados.

Na sequência de diligências foram resgatados João Domingos Tavares (2ª Oficial do navio Vicente), Daniel Gomes (3º motorista), Emanuel “Vela” Augusto Fortes (estagiário na embarcação), Dirce Eneida do Carmo, e Armínio Santos, Dalilo Fernandes, Valdir  dos Santos, Maria da Luz Pires (tripulantes) e Arickson Fonseca (agente do Tuninha).

Quanto aos oito passageiros que embarcaram já foram resgatados Antónia Dias e José Eduardo Mendes cujo filho, de 4 anos, terá morrido nas mãos do próprio pai. Mas, há ainda passageiros que continuam desaparecidos, de entre eles, Sandra Varela, esposa do delegado da Agência Marítima e Portuária na Ilha do Fogo.