Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Esperança: Governo dá ordens para a continuidade das buscas das 12 pessoas desaparecidas

Volvidos cerca de uma semana após o naufrágio do navio Vicente que resultou em três mortes, já confirmadas, no resgate de 11 pessoas com vida e ainda 12 cidadãos ainda desaparecidos, as buscas prosseguem. Nesta quarta-feira, as diligências prosseguiram no sentido de encontrar corpos dos náufragos desaparecidos. Mas, até o momento não se conseguiram localizar nenhum dos cidadãos. Apesar dessa situação, o Governo decretou luto nacional e deu ordens as autoridades para prosseguirem com as buscas até o momento que estas se apresentarem nulas. De realçar que familiares das pessoas desaparecidas vieram pedir a continuidade das buscas, na medida que a esperança é a última a morrer. 

Por outro lado, com a tragédia, o Governo declarou luto oficial nacional por dois dias, quarta e quinta-feira em memória das pessoas falecidas no naufrágio do Navio Vicente, na última quinta-feira, 08, a cerca de quatro milhas do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo.
A decisão do Governo, através de um  comunicado, foi tomada em consonância com o "sentimento generalizado de tristeza de todo o povo cabo-verdiano" numa expressão de "profundo pesar e solidariedade" para com as famílias das vítimas do naufrágio do navio de carga e passageiros “Vicente” com 26 pessoas a bordo.
"Foi com grande comoção que todo o povo cabo-verdiano recebeu a notícia deste triste e doloroso acontecimento. Os falecimentos ocorridos em decorrência deste fatídico naufrágio representam para as famílias, para o Governo e para toda a Nação cabo-verdiana, perdas irreparáveis", lê-se no documento.
Durante o período do luto oficial, a bandeira nacional é colocada a meia haste em todos os edifícios públicos no país, bem como nas representações diplomáticas e consulares de Cabo Verde, sendo que os espectáculos e manifestações públicas ficam cancelados.
Passageiros a bordo
Em relação as pessoas que estavam a bordo foram encontradas com vida onze: Aricson Fonseca, agente do navio Tuninha, João Domingos, 2º Oficial, Daniel Gomes, 1º marinheiro, Valdir Santos, marinheiro, Manuel Fortes, 3º piloto, Dalilo Fernandes,estagiário de máquinas, Hermínio Furtado, marinheiro estagiário, Dirce Carmos e Maria da Luz, empregadas de camera. Foram encontrados ainda, os passageiros José Eduardo Amado e Antónia Dias.
As autoridades já confirmaram três mortes: corpo do tripulante, Carlos Pina, ajudante de cozinha foi resgatado, e avistaram como morto, uma criança, Wesley Amado, filho de José Amado e do Chefe de máquinas, Lazaro Chapey. 
Quanto as pessoas desaparecidas com o naufrágio, há os passageiros, Sandra Varela e António Morais. Da tripulação, há o Comandante, Cláudio Gonzalez, o Imediato, José Angel, Gualdino Monteiro, Pedro Cidário, o Contra-mestre, João Santos, João Camilo, cozinheiro, Danilson Inocêncio, marinheiro, Eunice Monteiro, empregada de camera, e os condutores de atrelado, Adilson Lopes e Osvaldino Delgado.   

Batuque vence FC Derby e conquista Supertaça de São Vicente

O Batuque Futebol Clube conquistou hoje a Supertaça de São Vicente, em futebol, ao derrotar o FC Derby por 1-0, em jogo disputado no Estádio Adérito Sena, o primeiro do calendário oficial da época futebolística 2014-2015. O único golo da partida foi apontado pelo avançado Ary, na ponta final do jogo, aos 86 minutos, num remate colocado após ultrapassar, em velocidade, o guarda-redes derbiano, Wiliam.

Foto by Américo Antunes - Inforpressao V
O jogo, que respeitou um minuto de silêncio em homenagem aos desaparecidos do naufrágio do navio Vicente, foi o primeiro da época disputado no novo relvado sintético do Estádio Adérito Sena, na presença do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, e outros convidados.

A Associação de Futebol de São Vicente, por seu lado, aproveitou a ocasião para entregar o troféu de campeão da época transacta ao FC Derby e de melhor marcador ao avançado Gil, futebolista que na época passada envergava a camisola do Amarante.

Quer os troféus de campeão da primeira como da segunda divisão da época passada, bem como os de melhor marcador, foram oferecidos à associação pelos futebolistas internacionais cabo-verdianos Vozinha e Calu, ambos já em terras da Guiné-Equatorial onde vão representar o país na CAN’2015, que principia no sábado, 17.

No próximo fim-de-semana tem início o campeonato regional de São Vicente e logo com um jogo grande, o Mindelense, campeão em título, a receber o Batuque, que acaba de vencer a Supertaça.

Jovens que assassinaram empresário Emanuel Spencer condenados a 18 anos de prisão

Pirilau e Djoca, os assassinos de Emanuel Spencer, sócio-gerente da empresa Spencer Construções & Imobiliária (SCI), crime ocorrido em Agosto de 2013 na Praia, foram condenados a 18 anos de prisão. Ambos responderam pelo crime de homicídio agravado por asfixia. 


Os receptadores dos bens de Spencer foram condenados a pagar multa. José António dos Reis levou uma pena maior: mil escudos à razão de 100 dias, o que dá 100 contos. Já Ademiro deve pagar 800 escudos por igual número de dias (80 contos). Evandro viu a sua multa reduzida para 50 mil escudos, ou seja 500 escudos durante 100 dias.


O Tribunal da Praia, na sua sentença desta segunda-feira, 12, mostrou não ter dúvidas que Pirilau e Djoca são os responsáveis pela morte do empresário Emanuel Spencer, ocorrido em Agosto de 2013 no Palmarejo, Praia. Ficou provado que os dois homens, que já eram conhecidos da vítima, asfixiaram-no até à morte aplicando-lhe um golpe no pescoço.

O mandante do crime não foi revelado nem o montante que os visados receberam para matar Spencer. Mas, para o Tribunal, as provas produzidas durante o julgamento e da perícia, e os próprios depoimentos dos arguidos que confessaram parcialmente os factos, foram suficientes para deduzir a condenação. Inclui-se o crime de receptação dos bens - um iPad e um telemóvel - que foram vendidos a um preço de 20 mil escudos cada, um valor muito abaixo do preço de mercado.

Recorde-se Pirilau e Djoca, principais arguidos no processo, estavam em prisão preventiva desde a ocorrência dos factos. José António dos Reis, Admiro, Evandro e Massambá aguardavam o julgamento em liberdade, sob Termo de Identidade e Residência. Este terceiro receptador está desaparecido e até ao momento não se sabe do seu paradeiro pelo que deve ser julgado posteriormente.

Fonte: Asemana

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobreviventes e corpo de tripulante chegaram a São Vicente num ambiente de lágrimas e saudações

Na noite do dia 12 Janeiro, o Aeroporto Internacional Cesária Évora foi invadido por um misto de emoções: lágrimas, palmas e choros, no momento do reencontro dos sobreviventes do naufrágio do navio Vicente com os familiares. Lágrimas de contentamento e de emoção para aqueles que reencontravam os familiares e amigos que sobreviveram ao naufrágio. Mas, por outro lado, há quem chorou de dor quando receberam o corpo do tripulante Carlos de Pina, conhecido por "Canja", até o momento o único cadáver resgatado, quando ainda estão desaparecidas 12 pessoas. 


De acordo o relato do jornalista Américo Antunes da Inforpress, um dos sobreviventes, mal avistou os familiares e amigos, ajoelhou-se e com as mãos levantadas para o céu terá agradecido aos deuses por voltar a estar entre os seus, após a sobrevivência no mar no canal entre as ilhas Brava e do Fogo. Nem se quer houve oportunidade para contacto dos jornalistas com os sobreviventes, pois estes foram literalmente “engolidos” pelas dezenas de pessoas que os aguardavam, ao início da noite no Aeroporto Internacional Cesária Évora. 

À espera, igualmente, para além de familiares e amigos, todo o staff da Companhia de Navegação Marítima Tuninha, proprietária do navio Vicente, autoridades sanitárias e outras ligadas à Agência Marítima Portuária. O corpo será conservado em câmara fria, após o reconhecimento dos familiares, efectuado na noite de 12 Janeiro na casa mortuária do Hospital Baptista de Sousa,  sendo que o funeral do jovem marinheiro deve ocorrer na tarde desta terça-feira, 13. 

Antes, porém, no período da manhã, o corpo será velado em casa dos familiares, na localidade de Fernando Pó. A Inforpress apurou, por outro lado, que só da Companhia Tuninha, faziam-se transportar no navio Vicente, no dia da tragédia, 21 funcionários, dos quais 18 tripulantes, um agente e dois condutores dos atrelados que habitualmente o navio transportava. O navio Vicente, de 52,70 metros, afundou-se na noite de quinta-feira, 08, a quatro milhas do cais de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, com 26 pessoas a bordo. Onze ocupantes foram resgatadas com vida até este momento. As mortes confirmadas são três, mas apenas um corpo foi ainda recuperado do mar. Doze pessoas, sendo duas mulheres e 10 homens, incluindo o capitão e o imediato da embarcação, estão ainda desaparecidas.

Crédito: Américo Antunes/Inforpress

Drama: Comandante do navio Vicente contribuiu para a tragédia que provoca lágrimas e sofrimento

Em declarações, a Ocean Press, Daniel Gomes, com mais anos em serviço do navio Vicente, que afundou na noite do dia 8 Janeiro no largo da Ilha do Fogo explicou os meandros do naufrágio e revelou que a embarcação estava sobrecarregada. O tripulante disse que o Comandante revelou-se "autoritário e teimoso" quando lhe informaram que seria perigoso seguir viagem com o "Vicente" naquele estado, isto é, com carga a mais e um desvio de seis graus para o lado do estibordo. E, para piorar a situação, quando faziam manobras para entrar no Porto de Vale dos Cavaleiros, o Comandante e o Imediato deram ordens erradas, e em 5 minutos ocorreu uma tragédia, com três mortes, 12 desaparecidos e 11 encontrados com vida. 


Videoreportagem





domingo, 11 de janeiro de 2015

Rap Soldiers: "o nosso lema é fazer música para o povo"

A perspectiva dos elementos do Rap Soldiers passava por lutar pelo Rap Kriol, e apresentar aquilo que o povo tem medo de expressar. “O nosso lema é fazer música para o povo, isto é, procurar mudar aquilo que está mal no nosso meio, mas isso sempre a dar ao povo um ânimo, e no final todos nós iremos levantar as mãos e dizer que conseguimos”.


No dia 18 Novembro 2007, na ilha de São Vicente, surgiu o grupo musical, Rap Soldiers, que prossegue a sua caminhada na valorização do Hip Hop cabo-verdiano. Soulj, elemento do grupo revela que nestes sete anos, enfrentaram muitas barreiras e dificuldades. Mas, assegura que “sempre com fé em deus, e esperança que os dias de sucesso iriam chegar”.

Para Rap Soldiers, o lançamento do primeiro trabalho, um mixtape, intitulado “Elizender”, a 3 Maio 2013 representa uma etapa na concretização dos objectivos traçados pelo grupo. “Foi um grande sucesso, e até hoje recebemos felicitações por esse trabalho musical”.


Biografia

Questionado como se deu a escolha do nome do grupo, Soulj revela que no início escolheram “Soldados do Rap”, junto com o colega, Romário. A perspectiva dos elementos passava por lutar pelo Rap Kriol, e mostrar aquilo que o povo tem medo de expressar. “O nosso lema é fazer música para o povo, isto é, procurar mudar aquilo que está mal no nosso meio, mas isso sempre a dar ao povo um ânimo, e no final todos nós iremos levantar as mãos e dizer que conseguimos”.

Soulj afirma que 2015 vai ser o ano de afirmação do grupo, na medida que tem em carteira a apresentação ao público, dois trabalhos, isto é, iniciar o ano com um novo mixtape, e no final concretizar o objectivo máximo, produção de um álbum em CD, a ser lançado no mercado.

Apoios


Rap Soldiers teve na sua caminhada no Hip Hop Cabo-verdiano, vários músicos que os apoia na sua luta a favor da sociedade. Fora da esfera musical também há pessoas que estão a ter um papel importante no desenvolvimento da sua acção. É o caso do jovem activista mindelense, Vander Gomes, que já foi manager de Elizender, Mad Rappers. Este jovem apostou no Rap Soldiers, e Soulj explica que com essa parceria já realizaram shows em Santo Antão, Sal, o que permitiu “levar a nossa música” para fora da ilha de São Vicente.           

João Branco apresenta olhar crítico com o livro Crónicas Desaforadas

Crónicas Desaforadas é o título do livro da autoria de João Branco, e que resulta da selecção de 30 textos, de cerca de 200 crónicas escritas em cinco anos, de 2008 a 2013 no seu blog, que se intitulou “Café Margoso”, e ainda no Semanário "A Nação". João Branco justifica o título como um olhar crítico sobre várias questões, que têm um foco vincado na Cidade do Mindelo. Mas, o autor explica que ainda, há crónicas que debruçam em aspectos relacionados com Cabo Verde.  

Capa do livro Crónicas Desaforadas

O entrevistado diz que escreve a partir da experiência pessoal, e da sua vivência na Cidade do Mindelo, mas que escreve para todos os cabo-verdianos, e que a sua escrita inclui ainda assuntos internacionais. “O estilo, a forma de escrita, a ironia implícita nos textos são resultados da minha vivência no Mindelo, da minha condição de mindelense. E, o livro é uma selecção de textos que achamos mais interessantes para o grande público ler”.  
  
Autor de Crónicas Desaforadas
A obra será lançada no dia 16 Janeiro, pelas 18h30 no Palácio do Povo, ilha de São Vicente. A apresentação do livro será realizada por Manuel Brito-Semedo e Abraão Vicente, num ambiente com requinte de criatividade e partilha cultural que sublima as perspectivas do autor de “Crónicas Desaforadas”.

O livro tem a direcção artística da escritora Márcia Souto e do poeta Filinto Elísio, a fotografia de capa é da autoria do cabo-verdiano Hélder Paz Monteiro e o design gráfico é de Henrique Branco. João Branco acrescenta que é uma “suprema honra” que o prefácio de “Crónicas Desaforadas” seja da autoria de Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde, que aceitou prefaciar o seu livro que é editado pela editora cabo-verdiana, Rosa de Porcelana.

A editora Rosa de Porcelana começou a sua actividade em 2013 e já editou obras do Ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, e historiador, António Correia e Silva, e do poeta e Prémio Camões, Arménio Vieira. “Depois desses dois autores, é uma honra ser o terceiro contemplado”. 

Videoreportagem