Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Yudi Fox abrilhanta noite de Mindelo com show na discoteca Caravela

A discoteca Caravela, na Laginha, Ilha de São Vicente acolheu um show do músico angolano, Yudi Fox organizado pela gestão desse espaço de diversão nocturna. O artista que por ora faz sucesso quer em Cabo Verde, e em outros países do mundo, nomeadamente com a música "Moça Louca" fez-se acompanhar de Sander Love, e juntos levaram o público presente ao delírio, numa noite caracterizada pela beleza e glamour. Com lotação esgotada, a Caravela foi um local de mistura de várias culturas, e com intuito de dinamizar as noites de Mindelo, a gestão promete brindar as pessoas com  eventos especiais em 2015.    


Videoreportagem


Académica do Mindelo e FC Salamansa triunfam no regresso ao G8

O Estádio Adérito Sena recebeu a jornada inaugural do Campeonato de Futebol de São Vicente 2015. O destaque vai para um clube histórico, Académica do Mindelo e para FC Salamansa, uma equipa que tem realizado excelentes exibições no futebol são vicentino. Os dois clubes que em 2014 militaram na 2ª Divisão regressaram a ribalta do futebol de São Vicente, e ambos arrecadaram uma vitória na sua estreia na nova época do G8.


A Académica do Mindelense regressou a 1ª Divisão após conquistar o segundo escalão, onde militou apenas por uma época, depois de atravessar uma crise de resultados que levou-a uma despromoção histórica. No regresso ao conforto da liga principal do futebol de São Vicente, a Micá, agora sob comando do técnico Baessa venceu o Falcões do Norte por 2-0. O experiente avançado, Nenê foi a figura do encontro, isto é, apesar de não ter marcado, demonstrou a sua técnica e classe durante a partida. O camisola 12 foi o autor das assistências aos colegas, Betche e Balakov, autores dos tentos da Académica.

Por seu lado, o FC Salamansa regressou a 1ª Divisão, depois de anos a sombra da Liguilha, sendo certo que esse regresso já era merecido pelo trabalho realizado nas épocas anteriores no segundo escalão. No primeiro jogo da nova época, o FC Salamansa venceu de forma justa o Amarante por 2-1. Durante os 90´, a equipa treinada por Nhela apresentou o melhor desempenho caracterizado pela união entre o grupo. 

Já, o treinador do Amarante, Ketumba retirou as suas ilações do trabalho dos jogadores e viu que há detalhes que necessitam de ser aperfeiçoados para que os amarantinos possam triunfar no campeonato. De realçar que os golos do FC Salamansa foram apontados por Toy e Piru, já Zeca, de grande penalidade marcou para o Amarante. Nos outros jogos, o CS Mindelense venceu o Batuque por 3-0, e o FC Derby e o Ribeira Bote empataram a uma bola.  


Naufrágio navio Vicente: as esperanças morrem para as autoridades e põem fim as buscas por sobreviventes ou corpos

Volvidos onze dias após o naufrágio do navio Vicente, no mar da Ilha do fogo, que resultou numa tragédia, as autoridades decidiram encerrar o processo de buscas das pessoas que desapareceram no acidente. O Gabinete que coordenava as buscas revelou que se tomou essa decisão na medida que não foram encontrados sobreviventes ou corpos durante as diligências após o afundamento do navio, onde se registou o resgate de 11 pessoas com vidas, três mortes, sendo dois por encontrar, e 12 desaparecidos. Mas, explica o Gabinete que se algum corpo der a costa serão tomadas as necessárias medidas e accionadas as autoridades competentes.


O naufrágio ocorreu na noite do dia 8 Janeiro, nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, Ilha do Fogo. O navio Vicente, saiu do porto da Praia com 26 pessoas a bordo, e pelos indícios recolhidos tinha excesso de carga, bem como manobras erradas ao largo do porto da Ilha do Fogo determinaram o seu afundamento em cerca de cinco minutos. 

Na sequência do naufrágio, foram encontradas com vida onze: Aricson Fonseca, agente do navio Tuninha, João Domingos, 2º Oficial, Daniel Gomes, 1º marinheiro, Valdir Santos, marinheiro, Manuel Fortes, 3º piloto, Dalilo Fernandes,estagiário de máquinas, Hermínio Furtado, marinheiro estagiário, Dirce Carmos e Maria da Luz, empregadas de camera. Foram encontrados ainda, os passageiros José Eduardo Amado e Antónia Dias.

As autoridades confirmaram três mortes: corpo do tripulante, Carlos Pina, ajudante de cozinha foi resgatado, e avistaram como morto, uma criança de 6 anos, Wesley Amado, filho de José Amado e do Chefe de máquinas, Lazaro Chapey. 
Quanto as pessoas desaparecidas com o naufrágio, há os passageiros, Sandra Varela e António Morais. Da tripulação, há o Comandante, Cláudio Gonzalez, o Imediato, José Angel, Gualdino Monteiro, Pedro Cidário, o Contra-mestre, João Santos, João Camilo, cozinheiro, Danilson Inocêncio, marinheiro, Eunice Monteiro, empregada de camera, e os condutores de atrelado, Adilson Lopes e Osvaldino Delgado.

Diligências

António Duarte Monteiro, Capitão dos Portos de Barlavento e Coordenador do Gabinete de Crise, criado pelo Governo, após o acidente revelou à RCV que findaram as buscas, na medida que até esta hora não foram encontrados sobreviventes e corpos. O Capitão disse que uma embarcação semi-rígida ficou na Ilha Brava, e ficaram alguns efectivos para darem atenção as orlas marítimas de Fogo e Brava para que caso surge algo ligado ao naufrágio estejam aptos para actuar e fazer o que seja necessário.

António Duarte Monteiro assegurou que vai haver uma redução do pessoal que estava envolvido nas diligências e que deu-se instruções aos pescadores das Ilhas de Fogo e Brava para estarem atentos e outras pessoas, dado que vários são aqueles que souberam dessa tragédia nessa zona do arquipélago e que se algum corpo der a costa serão tomadas as necessárias medidas e accionadas as autoridades competentes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Acidentes marítimos: “A culpa deve continuar a morrer solteira em Cabo Verde?”

Tomás Delgado, responsável do SIMETEC, sindicato que representa os trabalhadores do sector marítimo em Cabo Verde defendeu que “não é normal”, que em sete anos se regista oito acidentes com navios, em que houve perdas humanas, para além de outros prejuízos materiais. O SIMETEC critica o facto de a sociedade cabo-verdiana, bem como a instituição não conhecerem os resultados dos inquéritos de acidentes com navios ocorridos antes da tragédia com o “Vicente”.

Navio Sal Rei encalhado ao largo do Porto da Praia após choque com navio Cipreia

O sindicalista assegurou que “se tivessem sido apuradas as reais causas dos acidentes anteriores, e se medidas adequadas tivessem sido tomadas oportunamente, provavelmente ter-se-ia evitado este e outros acidentes”.

O responsável do SIMETEC adiantou que é preciso cobrar das autoridades competentes a divulgação dos resultados dos inquéritos, que ainda anunciem as medidas para se evitar novos acidentes, e o clima de insegurança que se vive no sector marítimo e portuário em Cabo Verde.


Tomás Delgado destacou a realização de um fórum sobre o trabalho marítimo e portuário pelo Ministério da Tutela, onde aproveitou a ocasião para colocar a tónica sobre acidentes que têm acontecidos nos últimos anos nos mares de Cabo Verde, e que publicamente não se conhecem os resultados das averiguações. 

Navios acidentados 

Dilza

Barlavento

Musteru

Terry Tres

Rotterdam

Sal Rei

Cipreia

Tarrafal

Pentalina B

John Miller

Vicente


Naufrágio navio Vicente: SIMETEC exige investigação rigorosa para se apurar responsabilidades

O SIMETEC, sindicato que representa os trabalhadores do sector marítimo prestou a sua solidariedade para com as vítimas, bem como as famílias que sofreram as consequências com o naufrágio do navio Vicente, no dia 8 Janeiro, na Ilha do Fogo. O responsável, Tomás Delgado revelou que o SIMETEC, caso necessário estará ao dispor desses cidadãos em relação as acções que entenderem levar a cabo em defesa dos seus direitos. O SIMETEC pede uma investigação com rigor para se apurar as responsabilidades nessa tragédia.


O sindicalista endereçou uma palavra de conforto as pessoas que foram resgatadas com vida após trágico acidente que culminou no afundamento do navio Vicente. Tomás Delgado assegurou que neste momento há famílias desamparadas, e que o SIMETEC incentiva as autoridades a continuarem com as buscas e fazerem tudo que lhes estiver ao alcance no sentido de encontrarem os desaparecidos.

“Exigimos das autoridades competentes uma investigação rigorosa para apurar as responsabilidades deste trágico acidente, do qual infelizmente resultou em perda de vidas humanas. De modo a ser identificadas claramente as causas e serem tomadas as medidas necessárias para se evitar outros acidentes no futuro, e responsabilizar os culpados” declarou o responsável da SIMETEC.

Tomás Delgado acrescentou que há uma necessidade de dotar as autoridades de competências, e de meios humanos e materiais para que possam exercer com eficiência e eficácia as suas funções, no sentido de pôr cobro a sensação de insegurança que por ora reina no sector marítimo.




Presidente da República enaltece contributo das Forças Armadas na sociedade cabo-verdiana

O presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, enalteceu  o papel das Forças Armadas (FA) na afirmação da soberania em Cabo Verde ao longo destes anos. Numa mensagem, alusiva ao 48º aniversário da instituição castrense, o Chefe de Estado este assegura que as Forças Armadas têm dado “um grande contributo para a independência, defesa e segurança do país, na vigilância, fiscalização e defesa do espaço marítimo nacional”.


Jorge Carlos Fonseca afirmou que as Forças Armadas têm dado também “um grande contributo no funcionamento do sistema nacional de protecção civil e noutras tarefas muito relevantes que lhe são, confiadas constitucionalmente”. E, ainda saudou todas as mulheres e homens que constituem o efectivo de oficiais, sargentos e praças, bem como os trabalhadores civis, que, ao longo dos anos, têm, de uma forma ou outra, servido a Nação, muito particularmente no âmbito da defesa e da segurança. 

“A complexidade das realidades nacional, internacional e, particularmente, da nossa sub-região, exige de Forças Armadas republicanas uma preparação combativa cada vez mais apurada e exigente, tendo em consideração as exigências dos novos tempos, interna e externa”, afirmou na mensagem.

Missão

Segundo o chefe de Estado, esta preparação combativa deve estar “a par de um envolvimento permanente com os princípios do Estado constitucional que delas exige a defesa militar da República, a defesa das instituições democráticas e do ordenamento constitucional, num quadro de rigoroso apartidarismo”. 

“Ciente da importância cada vez maior das Forças Armadas na construção e defesa da nossa democracia, pretendo estreitar, ainda mais, as relações com elas”, sublinhou Jorge Carlos Fonseca. 

O Comandante Supremo das Forças Armadas disse “estar seguro de que as conclusões do Conselho Superior de Defesa Nacional, que pretende convocar proximamente, constituirão orientações seguras para o cabal desempenho da missão da instituição castrense”. 

Saudou também os combatentes da liberdade da pátria pela “valiosa contribuição prestada à causa da Independência, muito particularmente a memória dos que já não se encontram entre nós”. 

Reconhecimento

O Chefe de Estado reconheceu ainda “com apreço” a todos os efectivos da instituição militar, que “acudiram à sofrida” população de Chã das Caldeiras na ilha do Fogo, durante a erupção vulcânica, minimizando a sua angústia e aflição, ajudando-a na evacuação das áreas ameaçadas pelas lavas, no transporte dos seus haveres e na sua instalação em espaços seguros.

Fonte: Inforpress

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Esperança: Governo dá ordens para a continuidade das buscas das 12 pessoas desaparecidas

Volvidos cerca de uma semana após o naufrágio do navio Vicente que resultou em três mortes, já confirmadas, no resgate de 11 pessoas com vida e ainda 12 cidadãos ainda desaparecidos, as buscas prosseguem. Nesta quarta-feira, as diligências prosseguiram no sentido de encontrar corpos dos náufragos desaparecidos. Mas, até o momento não se conseguiram localizar nenhum dos cidadãos. Apesar dessa situação, o Governo decretou luto nacional e deu ordens as autoridades para prosseguirem com as buscas até o momento que estas se apresentarem nulas. De realçar que familiares das pessoas desaparecidas vieram pedir a continuidade das buscas, na medida que a esperança é a última a morrer. 

Por outro lado, com a tragédia, o Governo declarou luto oficial nacional por dois dias, quarta e quinta-feira em memória das pessoas falecidas no naufrágio do Navio Vicente, na última quinta-feira, 08, a cerca de quatro milhas do Porto de Vale dos Cavaleiros, na Ilha do Fogo.
A decisão do Governo, através de um  comunicado, foi tomada em consonância com o "sentimento generalizado de tristeza de todo o povo cabo-verdiano" numa expressão de "profundo pesar e solidariedade" para com as famílias das vítimas do naufrágio do navio de carga e passageiros “Vicente” com 26 pessoas a bordo.
"Foi com grande comoção que todo o povo cabo-verdiano recebeu a notícia deste triste e doloroso acontecimento. Os falecimentos ocorridos em decorrência deste fatídico naufrágio representam para as famílias, para o Governo e para toda a Nação cabo-verdiana, perdas irreparáveis", lê-se no documento.
Durante o período do luto oficial, a bandeira nacional é colocada a meia haste em todos os edifícios públicos no país, bem como nas representações diplomáticas e consulares de Cabo Verde, sendo que os espectáculos e manifestações públicas ficam cancelados.
Passageiros a bordo
Em relação as pessoas que estavam a bordo foram encontradas com vida onze: Aricson Fonseca, agente do navio Tuninha, João Domingos, 2º Oficial, Daniel Gomes, 1º marinheiro, Valdir Santos, marinheiro, Manuel Fortes, 3º piloto, Dalilo Fernandes,estagiário de máquinas, Hermínio Furtado, marinheiro estagiário, Dirce Carmos e Maria da Luz, empregadas de camera. Foram encontrados ainda, os passageiros José Eduardo Amado e Antónia Dias.
As autoridades já confirmaram três mortes: corpo do tripulante, Carlos Pina, ajudante de cozinha foi resgatado, e avistaram como morto, uma criança, Wesley Amado, filho de José Amado e do Chefe de máquinas, Lazaro Chapey. 
Quanto as pessoas desaparecidas com o naufrágio, há os passageiros, Sandra Varela e António Morais. Da tripulação, há o Comandante, Cláudio Gonzalez, o Imediato, José Angel, Gualdino Monteiro, Pedro Cidário, o Contra-mestre, João Santos, João Camilo, cozinheiro, Danilson Inocêncio, marinheiro, Eunice Monteiro, empregada de camera, e os condutores de atrelado, Adilson Lopes e Osvaldino Delgado.