Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Defesa de Zezinho Catana pede absolvição com base no princípio in dubio pro reo

A defesa de Zezinho Catana assegura haver elementos que permitem absolver o indivíduo da acusação de assassinato de Alice Reis e Maria Chandim, na Ilha de São Vicente. O advogado, Jorge Semedo sublinhou que faltam provas para atestar a veracidade dos factos da acusação. O causídico criticou a postura da PJ nesse processo-crime e adiantou que Zezinho Catava deve ser absolvido. Pois, a Polícia Cientifica imputou-lhe factos sem prova, e queria que a base de pancada o homem assumisse a morte de Chandim e o desaparecimento de Alice.  


O advogado, Jorge Semedo afirmou que “a averiguação feita pela PJ foi péssima e o Ministério Público na instrução baseou-se nos factos da Polícia Cientifica, e assim ajudou a defesa a encontrar elementos que beneficiam o arguido, que assegurou ter sido espancado pela PJ da Praia para assumir a autoria da morte de Chandim e desaparecimento de Alice Reis”.

O representante de Zezinho Catana lembrou em Tribunal que a confissão não é o único meio de prova, e que o juiz deve ter em conta a forma como ocorreu o interrogatório na Cidade da Praia, que não respeitou os princípios legais vigentes no Código Processo Penal. O causídico sublinhou que a acusação se trata de uma invenção da PJ, e o que vale é o que José Victor disse perante o juiz: negou a autoria dos crimes de homicídio agravado contra Alice e Maria.

Jorge Semedo alegou que “as autoridades criminais nada fizeram perante os casos relacionados com as duas mulheres. Apenas quando ele matou um homem na Praia é que vieram com a teoria que ele era suspeito, e a base de agressões obrigaram-no a dizer que matou Alice e Maria Chandim e deram-lhe alguns documentos para assinar. O que aconteceu é que a PJ imputou ao arguido a autoria de dois homicídios, e quis que ele assumisse os factos que não têm nenhum fundamento”.

O advogado faz fé na certidão de óbito de Maria Chandim para atestar as declarações de Zezinho Catana, de que não matou a mulher. Quanto a Alice Reis disse que pelo facto de ter sido dada como desaparecida, o Ministério Público não pode vir declarar a sua morte através de um homicídio (isto porque não há corpo, nem arma de crime).

No final a defesa sublinhou que se trata de um processo-crime onde é remitente o princípio de “in dúbio pro reo”, na medida que favorece o réu sendo que “há dúvidas e faltam provas verídicas”, e sendo assim o Tribunal deve absolver Zezinho Catana dos dois crimes de homicídio agravado e ocultação de cadáver.   

Por seu lado, o representante do Ministério Público, o Procurador, Vicente Silva revelou que há uma confissão pormenorizada a PJ por parte do arguido, sabendo de antemão que falta elementos materiais para sustentar a acusação. O magistrado falou da personalidade de Zezinho Catana que num primeiro momento assumiu os crimes, e agora em Tribunal veio negar.

O Procurador assegurou que o MP levou em conta as declarações do arguido para sustentar a acusação e que as descrições com pormenores “são pouco razoáveis de serem inventadas”. Para o Ministério Público ficou a convicção de que Zezinho Catana matou as duas mulheres, apesar de saber que para haver condenação é preciso haver provas. “Há uma dificuldade em matéria de provas materiais relativamente a esses dois casos. Mas, o Tribunal é livre na apreciação das provas e o que pedimos é a justiça que se entender adequar ao processo-crime”. A sentença acontece no dia 20 Março pelas 9 horas.     






Morte de Maria Chandim: Filhos revoltados com certidão de óbito que absolve Zezinho Catana

Zezinho Catana disse em Tribunal que não matou Maria Chandim. Os filhos de Chandim asseguram que Zezinho é o principal suspeito, perante uma certidão de óbito a revelar o enfarte agudo miocárdio e etilismo crónico como causas da morte. Finda a audiência de julgamento, em tom de revolta os familiares de Maria Chandim sublinharam que as autoridades criminais e médicas não contribuíram para a descoberta da verdade sobre a morte da falecida. E, assim, dizem que Zezinho Catana vai ser absolvido por falta de provas.



É que, o Ministério Público não conseguiu esclarecer como ocorreu a morte de Maria Chandim, e ainda de que forma o suspeito, Zezinho Catana matou essa mulher. Os inspectores da PJ que foram a casa de Maria quando o seu corpo foi encontrado sem vida revelaram ter dificuldades em recordar os factos ocorridos durante as averiguações, sendo certo que o corpo estava em estado de decomposição. 

Por sua vez, a delegada-substituta na altura, Fátima Silva alegou que na impossibilidade de deslocar ao locar para analisar o cadáver disse aos agentes da PJ para que fizessem o seu trabalho, e que enviassem o corpo a Casa Mortuária, a fim de ser analisada pela médica.

Fátima Silva disse que o corpo estava em estado de decomposição e que não foi realizada uma autópsia, apenas um exame de hábito externo, com observações e na sua dedução tratou-se de uma morte natural. Revelou que foram feitos os necessários procedimentos porque o mau cheiro e as condições do cadáver não permitiam “mais” e que a provável a causa da morte com bases nas suas análises foi um enfarte, isto é, uma causa natural, porque não encontrou vestígios de agressão, nem ferimentos.

Perante o relatório médico, a defesa de Zezinho Catana defendeu que este não pode ser condenado por uma homicídio que não cometeu, visto que a certidão de óbito declara a morte natural como causa da morte, e que o arguido revelou não ter motivos para assassinar a mulher que lhe deu guarida na sua residência.

O certo é que os filhos à saída do julgamento criticaram a postura da PJ e da delegada-substituta, aquando da morte de Maria Chandim. De acordo com estes, as autoridades criminais e médicas deram um tratamento discriminatório a cidadã, dado terem dito a PJ que Maria foi morta. Porém, que a Polícia Judiciária não levou isso em conta durante as averiguações, e que a delegada-substituta não foi ao local onde estava o corpo de Maria Chandim, limitando a observar o cadáver na Casa Mortuária.

Os filhos de Maria Chandim revoltados com as “fortes hipóteses” de absolvição defenderam que “Zezinho Catana foi ajudado com as mentiras. Ele negou o que confessou a PJ e em Tribunal a defesa pega do certidão de óbito para pedir a sua absolvição. Logo, o que fica claro é que as autoridades médicas contribuíram para que a sua versão fosse entendida como verdade dos factos. Esta situação poderia ser evitada se na altura tivessem autopsiado o corpo da nossa mãe”.
 

Zezinho Catana defende que “PJ espancou-me para assumir assassinatos de Alice e Chandim”

José Victor Fortes, de 51 anos conhecido por Zezinho Catana negou a autoria dos assassinatos das cidadãs Alice dos Reis e Maria Chandim na Ilha de São Vicente nos meses de Julho e Agosto 2012. O serial killer de Cabo Verde defende as acusações revelando que chegou de dizer a PJ da Praia que matou as duas mulheres, isto quando averiguava a morte do colega de quarto, José dos Anjos, assassinado e esquartejado por Catana. Zezinho disse a Tribunal que não matou Alice e Chandim, que só confessou porque para esclarecer essas mortes, inspectores da PJ espancaram-no, e para safar das “duras agressões” fez uma confissão, que não passou de uma invenção da PJ.


O representante do Ministério Público questionou Zezinho Catana qual as motivações para lhe imputarem o assassinato de Alice e Maria Chandim. O arguido revelou que o Departamento da PJ na Cidade do Mindelo levou m conta aquilo que disse na Praia num momento em que estava a ser espancado para assumir a autoria dessas mortes. Catana defendeu que não matou Alice, pessoa que inicialmente na audiência de julgamento afirmou desconhecer, e que depois veio a afirmar que chegaram de encontrar em duas ocasiões.  

Zezinho revelou que os inspectores da PJ na Praia, aquando do assassinato de José dos Anjos utilizaram a sua estratégia e assim imputaram-lhe a prática de dois homicídios na Ilha de São Vicente, isto é, a morte de Alice e Maria Chandim. Mas, o certo é que as averiguações realizadas após saberem que Catana conviveu com as duas mulheres antes de fugir para a Cidade da Praia, onde viria a matar um homem, depois de cumprir pena de 19 anos e seis meses por matar um indivíduo em Santo Antão, esmagando-lhe a cabeça com uma pedra com mais de 15kgs.

De acordo com as investigações da PJ, o desaparecimento de Alice em Julho 2012 e a morte de Chandim em Agosto desse ano tinha uma ligação. Isto é, que no dia do desaparecimento de Alice esta estaria na companhia de Catana e que depois de um desentendimento, o homem matou a cidadã e enterrou o corpo, que foi desfeito em partes.

Sobre estes factos, Zezinho negou e afirmou que a PJ quis através de agressões físicas que assumisse essa morte. “Para escapar das pancadas que foram muitas disse que matei-a e depois queimei o corpo e que atirei partes ao mar. Mas, a verdade é que foi uma invenção porque pensei que me iam matar de pancada, sendo certo que já tinha assumido a morte de José dos Anjos e ia pagar por esse crime. Não fiz nada com Alice, o que está no processo são mentiras”.

Quanto a morte de Maria Chandim, Catana disse que era incapaz de matar a sua tia, pessoa que “sempre me tratou bem desde da minha saída da prisão”. O arguido revelou que convivia com Chandim, que esta chegou de dar-lhe guarida na sua habitação em Fonte Francês. Questionado pelo juiz se matou a mulher, este referiu que não inclusive dormiu na casa desta nas vésperas de ser encontrada morta. Mas, que tentou falar com Maria, mas o filho, Adilson, conhecido por Russ impediu-lhe referindo que a mãe estava a dormir.

Levado pelo sua personalidade caracterizado por jogos de palavra adiantou que nunca falou Maria Chandim a cerca do desaparecimento de Alice e que se a tia foi morta, o principal suspeito deve ser Russ, o filho desta que morava na habitação da falecida. O que se resume da sessão de audiência de julgamento que decorreu até as 13 horas e que será retomada as 5h, é que Zezinho Catana nega a autoria dos homicídios que recaem sobre a sua pessoa.

Filho de Maria Chandim tenta agredir Zezinho Catana durante julgamento

Nesta Quarta-feira, 11 de Março por volta das 10h22m o filho de Maria Chandim conhecido por “Tchida” estava a assistir o julgamento de Zezinho catana, levantou-se do lugar onde se encontrava e tentou agredi – lo, apanhando de surpresa o juiz, o arguido e as pessoas que assistiam o julgamento.


O Corpo de Intervenção e os agentes prisionais tiveram de agir perante a tentativa de agressão. Tchida foi detido e os familiares das vítimas ficaram revoltados. O julgamento foi suspenso e os familiares retirados do atrio junto a sala de audiência. Ás 10h34 reunidas as condições de segurança o juiz deu seguimento ao julgamento que decorreu até as 13 horas sem sobressaltos. 
Em actualização 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Assassinato de Maria Silva: Augusto condenado a 23 anos e seis meses de prisão

O Tribunal decidiu por essa medida de pena e uma indemnização de 2000 contos. A defesa não concorda e pretende recorrer ao Supremo Tribunal da Justiça. Mas, o juiz assegurou que Augusto Fortes matou Maria Silva com mais de sete facadas, à traição e por avidez com violência no seu puro estado. O magistrado revelou que não encontrou uma justificativa para esse homicídio carregado de maldade e crueldade. E realçou que com esse assassinato brutal, os filhos da vítima ficaram desamparados e quem assistiu o crime vive momentos traumáticos. 

     
O juiz procedeu a leitura do processo-crime que acusava o cidadão, Augusto Fortes da prática de um crime de homicídio agravado. Augusto matou a ex companheira, Maria Silva, na residência desta, no interior do salão onde a vítima trabalhava como cabeleireira, na zona de Monte Sossego.


No dia 15 Janeiro 2014, arguido invadiu a residência desta, arrombou portas e munido de uma faca matou a cabeleireira, com facadas nas costas, região do tórax e do coração a frente de uma cliente e de uma amiga do ex casal, duas pessoas que até hoje vivem traumatizadas pela brutalidade desse homicídio.

O magistrado considerou o caso como uma tragédia preocupante do ponto de vista social, relembrando que o crime ocorreu na sequência de um desentendimento entre o ex casa, em que no dia da ocorrência, a vítima, que sofria agressões por parte do arguido foi apresentar uma queixa na Esquadra Policial de Monte Sossego para resolver a situação.

Relembrando a forma como Maria Silva foi assassinada, com mais de sete fadas, o juiz defendeu que “é difícil acreditar como a violência chega a esse estado. Não havia uma justificativa para esse homicídio, onde o arguido apunhalou friamente a vítima num acto carregado de maldade, ilicitude, crueldade e isso é preocupante. Pois, a mulher era boa pessoa, jovem trabalhadora, deixou filhos que ficaram desamparados, e isso tem o seu impacto social”.

O Tribunal pediu a Augusto Fortes, que como pessoa “digna” deverá responsabilizar-se pela sua conduta e ter consciência do crime que cometeu que além de provocar a morte de uma pessoa deixou consequências. O Juízo Crime considerou que a medida de pena de 23 anos e seis meses levou em consideração os aspectos de reinserção social. O juiz explicou que o arguido não tinha antecedentes criminais, mas que ao matar dessa forma a ex companheira manchou a sua imagem.  



CS Mindelense segue na liderança rumo a conquista do título

O CS Mindelense consolidou a liderança isolada do Campeonato de São Vicente da 1ª divisão, ao derrotar o Falcões do Norte por 2-0, jogo que encerrou a sétima e última jornada da 1ª volta. Os golos foram apontados na primeira parte, por Kudô, aos 14 minutos, e por Táta, aos 21´.


Os encarnados totalizam agora 19 pontos, em sete jogos, mais oito do que o segundo classificado, o FC Derby.

Dos jogos da tarde de hoje, destaque ainda para a quinta derrota do Ribeira Bote em sete jogos, desta feita frente ao Amarante de 0-1, resultado que afundou ainda mais os axadrezados na cauda da tabela, com apenas dois pontos, a seis da dupla Académica e Salamansa, que têm oito pontos cada.

Resultados completos da sétima e última jornada da 1ª volta do regional de futebol de São Vicente: Batuque 2 Académica 1; Derby 2 Salamansa 0 Salamansa; Amarante 1 Ribeira Bote 0 e Mindelense 2 Falcões do Norte 0.

O Mindelense continua, portanto, a liderar agora com 19 pontos, seguido do Derby, com 11 pontos, e Batuque e Falcões do Norte, ambos com 10 pontos. Amarante é agora o quinto da tabela, com nove pontos, Académica e Salamansa são sextos, com os mesmos oito pontos, ao passo que Ribeira Bote continua na última posição, com apenas dois pontos.

Esta quarta-feira, 11, joga-se para as meias-finais da Taça São Vicente com os jogos Ribeira Bote – Amarante e Mindelense – Académica.

O campeonato, por seu lado, regressa no fim-de-semana, 14 e 15 de Março, com o seguinte quadro de jogos: Batuque – Mindelense e Derby – Ribeira Bote, no sábado, 14, e Académica – Falcões e Salamansa – Amarante, no domingo, 15.

Fonte: Inforpress

Zezinho Catana chegou de boleia e aguarda julgamento em regime de alta segurança

O serial killer de Cabo Verde, Zezinho Catana chegou nesta segunda-feira, 9 Março a Ilha de São Vicente onde vai ser julgado pelo assassinato de duas mulheres. Zezinho chegou num voo da TACV através de uma missão secreta para não levantar suspeitas e aterrorizar os passageiros. Catana chegou a Mindelo acompanhado de dois agentes do Grupo Especial de Segurança Prisional (GESP) e seguiu de boleia num carro da Polícia Nacional para a Cadeia Central de São Vicente.


O Radar News Online apurou que o serial killer de Cabo Verde chegou por volta das 8 horas a Cadeia Central com proveniência da Cidade da Praia, uma vez que cumpre uma pena de 25 anos na Cadeia de São Martinho, por ter assassinado e esquartejado um homem de Santo Antão, José dos Anjos, que lhe deu guarida na sua residência quando o homicida foi morar na Ilha de Santiago.

Zezinho veio acompanhado de dois agentes da GESP da Praia numa operação surpresa, isto é que a sua chegada a Cadeia Central da Ilha de São Vicente só foi conhecida quando procederam a entrega do recluso, que vai aguardar julgamento nesse presídio sob acusação da prática de dois homicídios agravados e uma ocultação de cadáver. O serial killer seguiu de boleia do Aeroporto Internacional Cesária Évora na viatura Hiace dos Serviços de Estrangeiros e Fronteira, SEF e por ora está detido em regime de alta segurança, no sector 3, sob jurisdição da GESP.  

Este online soube que o sigilo a volta da transferência de Catana para a Ilha de São Vicente se deveu aos factos ocorridos na sua chegada para responder a uma investigação do Ministério Público, isto a 14 Dezembro 2013, chegou no voo VR4021 da TACV.  As autoridades prisionais não garantiram a discrição no seu transporte dado ao seu historial de crimes hediondos e alguns passageiros ao se aperceberem da presença de Zezinho Catana no avião, entraram em pânico.


De realçar que a presença de Zezinho em Mindelo se deve ao julgamento por suspeita da morte da cidadãs, Alice dos Reis e Maria Chandim, que acontece no dia 11 Março no Tribunal de São Vicente.