Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

domingo, 15 de março de 2015

Nautilus: um ponto de encontro a vista do Monte Cara e da Baía do Mindelo

Numa passagem pela Av. Marginal, nas imediações da Marina do Mindelo, ao lado da Praça Nhô Roque deparei com um novo estabelecimento que nasce na Ilha de São Vicente, o Nautilus, um espaço que presta serviço de bar, grills, um restaurante de tapas, com óptimos petiscos, sumos e bebidos num ambiente tradicional que destaca a Morabeza na Cidade do Mindelo pela sua estrutura exímia e com um atendimento de requinte.


À entrada encontrei uma boa recepção da parte de dois jovens encarregues de prestar informações e entregar os cartões de serviço. No interior o ambiente com retracto da cultura cabo-verdiana começa a cativar quem procura os préstimos do Nautilus, onde a tranquilidade, o bem-estar, a simpatia, hospitalidade dos responsáveis e dos empregados, são palavras de ordem, para um local de encanto situado a beira da Baía do Mindelo e com os olhos aguçados para o Monte Cara encoberto por um esplendor de sol.

Nautilus é um espaço atractivo para quem procura um bom petisco, um bom sumo ou batido,  um bom vinho, ou aquilo que preferires, pois o ambiente e o atendimento nos cativa e o número de pessoas que encontrei ali demonstrou que Nautilus  é uma boa aposta no sector da restauração.

E, dada a sua localização permite-nos desfrutar de vários sabores e ambientes, e quer no interior onde há um design artístico natural, representação do mar, quadros com excertos da cultura cabo-verdiana, e dois bares, um ao ar livre, e outro para quem procura estar mais reservado a apreciar a beleza do interior e imaginar uma viagem de bote pelo encanto do Nautilus que funciona fruto do trabalho de uma equipa atractiva. Para apreciar as delícias e desfrutar do ambiente desse espaço é só fazer uma visita, porque de passagem por lá fiquei encantado.

Fotogaleria








































Stevenn Silva artigo opinião)


quarta-feira, 11 de março de 2015

Defesa de Zezinho Catana pede absolvição com base no princípio in dubio pro reo

A defesa de Zezinho Catana assegura haver elementos que permitem absolver o indivíduo da acusação de assassinato de Alice Reis e Maria Chandim, na Ilha de São Vicente. O advogado, Jorge Semedo sublinhou que faltam provas para atestar a veracidade dos factos da acusação. O causídico criticou a postura da PJ nesse processo-crime e adiantou que Zezinho Catava deve ser absolvido. Pois, a Polícia Cientifica imputou-lhe factos sem prova, e queria que a base de pancada o homem assumisse a morte de Chandim e o desaparecimento de Alice.  


O advogado, Jorge Semedo afirmou que “a averiguação feita pela PJ foi péssima e o Ministério Público na instrução baseou-se nos factos da Polícia Cientifica, e assim ajudou a defesa a encontrar elementos que beneficiam o arguido, que assegurou ter sido espancado pela PJ da Praia para assumir a autoria da morte de Chandim e desaparecimento de Alice Reis”.

O representante de Zezinho Catana lembrou em Tribunal que a confissão não é o único meio de prova, e que o juiz deve ter em conta a forma como ocorreu o interrogatório na Cidade da Praia, que não respeitou os princípios legais vigentes no Código Processo Penal. O causídico sublinhou que a acusação se trata de uma invenção da PJ, e o que vale é o que José Victor disse perante o juiz: negou a autoria dos crimes de homicídio agravado contra Alice e Maria.

Jorge Semedo alegou que “as autoridades criminais nada fizeram perante os casos relacionados com as duas mulheres. Apenas quando ele matou um homem na Praia é que vieram com a teoria que ele era suspeito, e a base de agressões obrigaram-no a dizer que matou Alice e Maria Chandim e deram-lhe alguns documentos para assinar. O que aconteceu é que a PJ imputou ao arguido a autoria de dois homicídios, e quis que ele assumisse os factos que não têm nenhum fundamento”.

O advogado faz fé na certidão de óbito de Maria Chandim para atestar as declarações de Zezinho Catana, de que não matou a mulher. Quanto a Alice Reis disse que pelo facto de ter sido dada como desaparecida, o Ministério Público não pode vir declarar a sua morte através de um homicídio (isto porque não há corpo, nem arma de crime).

No final a defesa sublinhou que se trata de um processo-crime onde é remitente o princípio de “in dúbio pro reo”, na medida que favorece o réu sendo que “há dúvidas e faltam provas verídicas”, e sendo assim o Tribunal deve absolver Zezinho Catana dos dois crimes de homicídio agravado e ocultação de cadáver.   

Por seu lado, o representante do Ministério Público, o Procurador, Vicente Silva revelou que há uma confissão pormenorizada a PJ por parte do arguido, sabendo de antemão que falta elementos materiais para sustentar a acusação. O magistrado falou da personalidade de Zezinho Catana que num primeiro momento assumiu os crimes, e agora em Tribunal veio negar.

O Procurador assegurou que o MP levou em conta as declarações do arguido para sustentar a acusação e que as descrições com pormenores “são pouco razoáveis de serem inventadas”. Para o Ministério Público ficou a convicção de que Zezinho Catana matou as duas mulheres, apesar de saber que para haver condenação é preciso haver provas. “Há uma dificuldade em matéria de provas materiais relativamente a esses dois casos. Mas, o Tribunal é livre na apreciação das provas e o que pedimos é a justiça que se entender adequar ao processo-crime”. A sentença acontece no dia 20 Março pelas 9 horas.     






Morte de Maria Chandim: Filhos revoltados com certidão de óbito que absolve Zezinho Catana

Zezinho Catana disse em Tribunal que não matou Maria Chandim. Os filhos de Chandim asseguram que Zezinho é o principal suspeito, perante uma certidão de óbito a revelar o enfarte agudo miocárdio e etilismo crónico como causas da morte. Finda a audiência de julgamento, em tom de revolta os familiares de Maria Chandim sublinharam que as autoridades criminais e médicas não contribuíram para a descoberta da verdade sobre a morte da falecida. E, assim, dizem que Zezinho Catana vai ser absolvido por falta de provas.



É que, o Ministério Público não conseguiu esclarecer como ocorreu a morte de Maria Chandim, e ainda de que forma o suspeito, Zezinho Catana matou essa mulher. Os inspectores da PJ que foram a casa de Maria quando o seu corpo foi encontrado sem vida revelaram ter dificuldades em recordar os factos ocorridos durante as averiguações, sendo certo que o corpo estava em estado de decomposição. 

Por sua vez, a delegada-substituta na altura, Fátima Silva alegou que na impossibilidade de deslocar ao locar para analisar o cadáver disse aos agentes da PJ para que fizessem o seu trabalho, e que enviassem o corpo a Casa Mortuária, a fim de ser analisada pela médica.

Fátima Silva disse que o corpo estava em estado de decomposição e que não foi realizada uma autópsia, apenas um exame de hábito externo, com observações e na sua dedução tratou-se de uma morte natural. Revelou que foram feitos os necessários procedimentos porque o mau cheiro e as condições do cadáver não permitiam “mais” e que a provável a causa da morte com bases nas suas análises foi um enfarte, isto é, uma causa natural, porque não encontrou vestígios de agressão, nem ferimentos.

Perante o relatório médico, a defesa de Zezinho Catana defendeu que este não pode ser condenado por uma homicídio que não cometeu, visto que a certidão de óbito declara a morte natural como causa da morte, e que o arguido revelou não ter motivos para assassinar a mulher que lhe deu guarida na sua residência.

O certo é que os filhos à saída do julgamento criticaram a postura da PJ e da delegada-substituta, aquando da morte de Maria Chandim. De acordo com estes, as autoridades criminais e médicas deram um tratamento discriminatório a cidadã, dado terem dito a PJ que Maria foi morta. Porém, que a Polícia Judiciária não levou isso em conta durante as averiguações, e que a delegada-substituta não foi ao local onde estava o corpo de Maria Chandim, limitando a observar o cadáver na Casa Mortuária.

Os filhos de Maria Chandim revoltados com as “fortes hipóteses” de absolvição defenderam que “Zezinho Catana foi ajudado com as mentiras. Ele negou o que confessou a PJ e em Tribunal a defesa pega do certidão de óbito para pedir a sua absolvição. Logo, o que fica claro é que as autoridades médicas contribuíram para que a sua versão fosse entendida como verdade dos factos. Esta situação poderia ser evitada se na altura tivessem autopsiado o corpo da nossa mãe”.
 

Zezinho Catana defende que “PJ espancou-me para assumir assassinatos de Alice e Chandim”

José Victor Fortes, de 51 anos conhecido por Zezinho Catana negou a autoria dos assassinatos das cidadãs Alice dos Reis e Maria Chandim na Ilha de São Vicente nos meses de Julho e Agosto 2012. O serial killer de Cabo Verde defende as acusações revelando que chegou de dizer a PJ da Praia que matou as duas mulheres, isto quando averiguava a morte do colega de quarto, José dos Anjos, assassinado e esquartejado por Catana. Zezinho disse a Tribunal que não matou Alice e Chandim, que só confessou porque para esclarecer essas mortes, inspectores da PJ espancaram-no, e para safar das “duras agressões” fez uma confissão, que não passou de uma invenção da PJ.


O representante do Ministério Público questionou Zezinho Catana qual as motivações para lhe imputarem o assassinato de Alice e Maria Chandim. O arguido revelou que o Departamento da PJ na Cidade do Mindelo levou m conta aquilo que disse na Praia num momento em que estava a ser espancado para assumir a autoria dessas mortes. Catana defendeu que não matou Alice, pessoa que inicialmente na audiência de julgamento afirmou desconhecer, e que depois veio a afirmar que chegaram de encontrar em duas ocasiões.  

Zezinho revelou que os inspectores da PJ na Praia, aquando do assassinato de José dos Anjos utilizaram a sua estratégia e assim imputaram-lhe a prática de dois homicídios na Ilha de São Vicente, isto é, a morte de Alice e Maria Chandim. Mas, o certo é que as averiguações realizadas após saberem que Catana conviveu com as duas mulheres antes de fugir para a Cidade da Praia, onde viria a matar um homem, depois de cumprir pena de 19 anos e seis meses por matar um indivíduo em Santo Antão, esmagando-lhe a cabeça com uma pedra com mais de 15kgs.

De acordo com as investigações da PJ, o desaparecimento de Alice em Julho 2012 e a morte de Chandim em Agosto desse ano tinha uma ligação. Isto é, que no dia do desaparecimento de Alice esta estaria na companhia de Catana e que depois de um desentendimento, o homem matou a cidadã e enterrou o corpo, que foi desfeito em partes.

Sobre estes factos, Zezinho negou e afirmou que a PJ quis através de agressões físicas que assumisse essa morte. “Para escapar das pancadas que foram muitas disse que matei-a e depois queimei o corpo e que atirei partes ao mar. Mas, a verdade é que foi uma invenção porque pensei que me iam matar de pancada, sendo certo que já tinha assumido a morte de José dos Anjos e ia pagar por esse crime. Não fiz nada com Alice, o que está no processo são mentiras”.

Quanto a morte de Maria Chandim, Catana disse que era incapaz de matar a sua tia, pessoa que “sempre me tratou bem desde da minha saída da prisão”. O arguido revelou que convivia com Chandim, que esta chegou de dar-lhe guarida na sua habitação em Fonte Francês. Questionado pelo juiz se matou a mulher, este referiu que não inclusive dormiu na casa desta nas vésperas de ser encontrada morta. Mas, que tentou falar com Maria, mas o filho, Adilson, conhecido por Russ impediu-lhe referindo que a mãe estava a dormir.

Levado pelo sua personalidade caracterizado por jogos de palavra adiantou que nunca falou Maria Chandim a cerca do desaparecimento de Alice e que se a tia foi morta, o principal suspeito deve ser Russ, o filho desta que morava na habitação da falecida. O que se resume da sessão de audiência de julgamento que decorreu até as 13 horas e que será retomada as 5h, é que Zezinho Catana nega a autoria dos homicídios que recaem sobre a sua pessoa.

Filho de Maria Chandim tenta agredir Zezinho Catana durante julgamento

Nesta Quarta-feira, 11 de Março por volta das 10h22m o filho de Maria Chandim conhecido por “Tchida” estava a assistir o julgamento de Zezinho catana, levantou-se do lugar onde se encontrava e tentou agredi – lo, apanhando de surpresa o juiz, o arguido e as pessoas que assistiam o julgamento.


O Corpo de Intervenção e os agentes prisionais tiveram de agir perante a tentativa de agressão. Tchida foi detido e os familiares das vítimas ficaram revoltados. O julgamento foi suspenso e os familiares retirados do atrio junto a sala de audiência. Ás 10h34 reunidas as condições de segurança o juiz deu seguimento ao julgamento que decorreu até as 13 horas sem sobressaltos. 
Em actualização 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Assassinato de Maria Silva: Augusto condenado a 23 anos e seis meses de prisão

O Tribunal decidiu por essa medida de pena e uma indemnização de 2000 contos. A defesa não concorda e pretende recorrer ao Supremo Tribunal da Justiça. Mas, o juiz assegurou que Augusto Fortes matou Maria Silva com mais de sete facadas, à traição e por avidez com violência no seu puro estado. O magistrado revelou que não encontrou uma justificativa para esse homicídio carregado de maldade e crueldade. E realçou que com esse assassinato brutal, os filhos da vítima ficaram desamparados e quem assistiu o crime vive momentos traumáticos. 

     
O juiz procedeu a leitura do processo-crime que acusava o cidadão, Augusto Fortes da prática de um crime de homicídio agravado. Augusto matou a ex companheira, Maria Silva, na residência desta, no interior do salão onde a vítima trabalhava como cabeleireira, na zona de Monte Sossego.


No dia 15 Janeiro 2014, arguido invadiu a residência desta, arrombou portas e munido de uma faca matou a cabeleireira, com facadas nas costas, região do tórax e do coração a frente de uma cliente e de uma amiga do ex casal, duas pessoas que até hoje vivem traumatizadas pela brutalidade desse homicídio.

O magistrado considerou o caso como uma tragédia preocupante do ponto de vista social, relembrando que o crime ocorreu na sequência de um desentendimento entre o ex casa, em que no dia da ocorrência, a vítima, que sofria agressões por parte do arguido foi apresentar uma queixa na Esquadra Policial de Monte Sossego para resolver a situação.

Relembrando a forma como Maria Silva foi assassinada, com mais de sete fadas, o juiz defendeu que “é difícil acreditar como a violência chega a esse estado. Não havia uma justificativa para esse homicídio, onde o arguido apunhalou friamente a vítima num acto carregado de maldade, ilicitude, crueldade e isso é preocupante. Pois, a mulher era boa pessoa, jovem trabalhadora, deixou filhos que ficaram desamparados, e isso tem o seu impacto social”.

O Tribunal pediu a Augusto Fortes, que como pessoa “digna” deverá responsabilizar-se pela sua conduta e ter consciência do crime que cometeu que além de provocar a morte de uma pessoa deixou consequências. O Juízo Crime considerou que a medida de pena de 23 anos e seis meses levou em consideração os aspectos de reinserção social. O juiz explicou que o arguido não tinha antecedentes criminais, mas que ao matar dessa forma a ex companheira manchou a sua imagem.  



CS Mindelense segue na liderança rumo a conquista do título

O CS Mindelense consolidou a liderança isolada do Campeonato de São Vicente da 1ª divisão, ao derrotar o Falcões do Norte por 2-0, jogo que encerrou a sétima e última jornada da 1ª volta. Os golos foram apontados na primeira parte, por Kudô, aos 14 minutos, e por Táta, aos 21´.


Os encarnados totalizam agora 19 pontos, em sete jogos, mais oito do que o segundo classificado, o FC Derby.

Dos jogos da tarde de hoje, destaque ainda para a quinta derrota do Ribeira Bote em sete jogos, desta feita frente ao Amarante de 0-1, resultado que afundou ainda mais os axadrezados na cauda da tabela, com apenas dois pontos, a seis da dupla Académica e Salamansa, que têm oito pontos cada.

Resultados completos da sétima e última jornada da 1ª volta do regional de futebol de São Vicente: Batuque 2 Académica 1; Derby 2 Salamansa 0 Salamansa; Amarante 1 Ribeira Bote 0 e Mindelense 2 Falcões do Norte 0.

O Mindelense continua, portanto, a liderar agora com 19 pontos, seguido do Derby, com 11 pontos, e Batuque e Falcões do Norte, ambos com 10 pontos. Amarante é agora o quinto da tabela, com nove pontos, Académica e Salamansa são sextos, com os mesmos oito pontos, ao passo que Ribeira Bote continua na última posição, com apenas dois pontos.

Esta quarta-feira, 11, joga-se para as meias-finais da Taça São Vicente com os jogos Ribeira Bote – Amarante e Mindelense – Académica.

O campeonato, por seu lado, regressa no fim-de-semana, 14 e 15 de Março, com o seguinte quadro de jogos: Batuque – Mindelense e Derby – Ribeira Bote, no sábado, 14, e Académica – Falcões e Salamansa – Amarante, no domingo, 15.

Fonte: Inforpress

Zezinho Catana chegou de boleia e aguarda julgamento em regime de alta segurança

O serial killer de Cabo Verde, Zezinho Catana chegou nesta segunda-feira, 9 Março a Ilha de São Vicente onde vai ser julgado pelo assassinato de duas mulheres. Zezinho chegou num voo da TACV através de uma missão secreta para não levantar suspeitas e aterrorizar os passageiros. Catana chegou a Mindelo acompanhado de dois agentes do Grupo Especial de Segurança Prisional (GESP) e seguiu de boleia num carro da Polícia Nacional para a Cadeia Central de São Vicente.


O Radar News Online apurou que o serial killer de Cabo Verde chegou por volta das 8 horas a Cadeia Central com proveniência da Cidade da Praia, uma vez que cumpre uma pena de 25 anos na Cadeia de São Martinho, por ter assassinado e esquartejado um homem de Santo Antão, José dos Anjos, que lhe deu guarida na sua residência quando o homicida foi morar na Ilha de Santiago.

Zezinho veio acompanhado de dois agentes da GESP da Praia numa operação surpresa, isto é que a sua chegada a Cadeia Central da Ilha de São Vicente só foi conhecida quando procederam a entrega do recluso, que vai aguardar julgamento nesse presídio sob acusação da prática de dois homicídios agravados e uma ocultação de cadáver. O serial killer seguiu de boleia do Aeroporto Internacional Cesária Évora na viatura Hiace dos Serviços de Estrangeiros e Fronteira, SEF e por ora está detido em regime de alta segurança, no sector 3, sob jurisdição da GESP.  

Este online soube que o sigilo a volta da transferência de Catana para a Ilha de São Vicente se deveu aos factos ocorridos na sua chegada para responder a uma investigação do Ministério Público, isto a 14 Dezembro 2013, chegou no voo VR4021 da TACV.  As autoridades prisionais não garantiram a discrição no seu transporte dado ao seu historial de crimes hediondos e alguns passageiros ao se aperceberem da presença de Zezinho Catana no avião, entraram em pânico.


De realçar que a presença de Zezinho em Mindelo se deve ao julgamento por suspeita da morte da cidadãs, Alice dos Reis e Maria Chandim, que acontece no dia 11 Março no Tribunal de São Vicente.  

quinta-feira, 5 de março de 2015

Situação laboral: Funcionários do MDRAP em Santo Antão apresentam reivindicações a tutela

O Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão, SLTSA divulgou algumas medidas reivindicativas apresentadas pelos trabalhadores afectos às delegações do Ministério de Desenvolvimento Rural, Ambiente e Pescas nos Municípios de Ribeira Grande e Porto Novo. O Sindicato assegura que o Ministério que tutela essas delegações tem um prazo de 30 dias para atender as reivindicações dos trabalhadores, pois caso contrário, decidirão por outras formas de luta que poderá passar por greves laborais, de entre outras a serem efectuadas na Ribeira Grande e no Porto Novo.


De acordo com o SLTSA, os funcionários do Ministério de Desenvolvimento Rural, Ambiente e Pescas, MDRAP apresentaram uma série de reivindicações e esperam que a situação seja resolvida pela tutela. É o caso de “23 meses de desconto de 8% para o INPS nos respectivos salários de forma arbitrária, entre os meses de Agosto e Junho 2008, que nunca deu entrada nos serviços do INPS”.

Os trabalhadores das delegações do MDRAP, nas cidades de Porto Novo e Ribeira Grande consideram-se “lesados e prejudicados” pelo facto de até estada data não beneficiarem de medidas vigentes na Lei sobre implementação do PCCS – Plano de Cargos Carreiras e Salários – DL nº 09/2013, isto porque, “os funcionários de outras delegações, nomeadamente, e de acordo com os mesmos, receberam os 2,5% de retroactivo de2013 à esta parte”.

Por outro lado, as medidas reivindicativas reflectem ainda sobre a Lei de Higiene e Segurança no local de trabalho, no seu art.º 136º, já que os trabalhadores carecem de falta de equipamentos, nomeadamente, de (fatos de macacos, botas, luvas, etc.), de entre outras ferramentas, que de alguma forma lhes possam transmitir uma outra dinâmica no desempenho das respectivas funções, bem assim, um factor motivação ao desempenhar as suas funções, afectos à oficina do MDRAP cita na cidade de Ponta de Sol.

O abono de família através do INPS é uma outra questão a ser resolvida, é que “os funcionários que entraram para o sistema antes do ano de 2006 (antigo sistema) e os que entraram depois para o sistema, estão sendo dados tratamentos diferentes”.

Por outro lado há preocupações para com os guardas-florestais e daqueles que garantem a segurança dos edifícios e patrimónios do Ministério. Isto porque “muitas vezes e em certas situações, não dispõem de condições propícias ao desempenho das respectivas funções, como por exemplo: um seguro de risco de vida, para caso de acidente de trabalho, rádio de comunicação, lâmpadas e equipamentos de protecção, e ainda trabalham em feriados e domingos, mas não são compensados por isso” conclui o SLTSA.

      

quarta-feira, 4 de março de 2015

Famílias de cidadãos com paralisia cerebral recebem casas reabilitadas

Segundo a ministra da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, Janira Hopffer Almada, esta acção enquadra-se no âmbito do “2014 ano de solidariedade para com as pessoas com paralisia cerebral de Cabo Verde”, decretado pelo Governo, com o objectivo de fomentar acções que potenciem, promovam e capacitem pessoas com paralisia cerebral, e suas famílias.

Ilustração
Conforme adiantou a Inforpress, neste âmbito foi criado um plano de acção com vários eixos que incluiu além da sensibilização da sociedade, a realização de uma conferência internacional, para uma melhor conhecimento da problemática, a reabilitação e habilitação das pessoas com paralisia cerebral e também a reabilitação habitacional das famílias, tendo em conta que grande parte delas são famílias vulneráveis.
“Nós já realizados a conferência, temos estado a promover, de forma permanente e continua, a sensibilização, estamos a investir na reabilitação e habilitação dessas crianças e dessas pessoas com paralisia cerebral e a fazer um percurso que ainda exige muito trabalho e muita dedicação, mas defendemos e acreditamos que o caminho faz-se caminhando”, realçou a governante.
De realçar que sete famílias com pessoas com paralisia cerebral, nos municípios da Praia e São Domingos, receberam as suas casas reabilitadas através de uma parceria entre o Governo e ONG e com o co-financiamento de Portugal.
Domingas Brito Semedo, do bairro de Eugénio Lima e mãe de um grupo de gémeos, hoje com 15 anos de idade, sendo um a todo tempo num carrinho de rodas e o outro surdo, foi um das beneficiárias.
Além do reboque, das novas portas e da pintura à sua casa, foi construída uma rampa de acesso, uma cozinha e uma casa de banho.
A beneficiária agradeceu o gesto do Governo e dos parceiros, pois considera que agora os seus filhos terão melhores condições de deslocar-se, podendo também estar a viver num ambiente mais digno.
Essas sete casas foram reabilitadas através de um “djunta mó” entre diversos parceiros. A associação Acarinhar trabalhou na identificação e selecção das famílias e as obras foram implementadas pelo Citi-Habitat. O projecto foi financiado pela Cooperação Portuguesa e pelo Governo de Cabo Verde.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Gatunos seguiram para a prisão e as cúmplices ficaram em liberdade

O assalto a uma agente da Polícia Nacional custou caro a um grupo de meliantes do Bairro de Moinho, na Ilha de Santiago. O grupo composto por cinco jovens do sexo masculino e duas mulheres atacaram o agente da PN no bairro de Safende, roubaram-lhe a sua pistola de serviço, telemóvel, carteira com dinheiro e seu cartão policial. Depois do assalto foram detidos pelas Unidades da BAC e Piquete, e presentes ao Juízo Crime pelas indícios apurados em 1ª Instância, apenas as duas mulheres vão aguardar julgamento em liberdade.


Neste sentido, Conceição "Keila"Sousa e Ângela Maria “Neida” Cabral regressaram a casa sob Termo de Identidade e Residência. Por seu lado, em relação a Helton "Nha Negra" Sousa, Keven "Vick" dos Reis, Carlos "Neo"Fonseca, os irmãos Carlos Júnior "Ju"Moreira e Ruben “Piteco"Moreira, o Tribunal tve mão pesada e lhes aplicou a prisão preventiva, e ordenou a sua condução a Cadeia Central da Praia, onde vão aguardar o desfecho do processo-crime por suspeita de prática de crimes de roubo.

De recordar que o caso ocorreu na quinta-feira, por volta das 22h30 no bairro de Safende e de seguida ao assalto, os delinquentes colocaram-se em fuga. As Unidade de BAC e Piquete foram accionadas para deter os gatunos, que ainda fizeram disparos contra a Polícia, mas acabaram por ser detidos e na sua posse foram apreendidas seis armas de fogo, facas, catana, chaves de grif e fenda, munições e telemóveis.     







domingo, 1 de março de 2015

Paulense revalidou título de campeão em Santo Antão Norte

O Paulense é o campeão regional de futebol de Santo Antão Norte, isto quando faltam disputar três jornadas. A equipa do Município do Paul revalidou o título ao somar 21 pontos nos sete jogos que já disputou, e assim volta a marcar presença no Campeonato Nacional. A conquista célere do campeonato se deveu a vitória alcançada este domingo, 1 Março, diante do seu opositor directo, o Sinagoga que ficou posicionado a 11 pontos dos bi-campeões. 
  

O Paulense venceu o Sinagoga por 2-0 no estádio João Serra, na Ponta do Sol, a contar para a sétima jornada do campeonato regional local e garantiu a sua presença na disputa da prova máxima do futebol cabo-verdiano. Os golos dos rapazes da Cidade do Paul foram apontados por Oceano e Vando. 

No sábado, a equipa do Rosariense consentiu um empate frente à formação do Solpontense, e mantém-se na posição de despromoção. Na primeira partida da sétima jornada, a União Desportiva de Janela venceu o Foguetões por 1-0, com golo apontado por Sassano, de ângulo muito apertado, aos 30 minutos de jogo.

Com estes resultados, o Paulense mantém-se à frente da classificação com 21 pontos, o Sinagoga mantém a segunda posição com os mesmos 10 pontos que a União Desportiva de Janela, agora em terceira posição.

O Solpontense baixou para a quarta posição com 9 pontos, o Foguetões mantém-se no quinto lugar com 6 pontos e o Rosariense é cada vez mais lanterna vermelha com 2 pontos.

Na segunda divisão, o Santo Crucifixo venceu os Irmãos Unidos por 4-2 e o Beira Mar venceu São Pedro por 3-0. O Beira Mar lidera com 13 pontos, seguido do Santo Crucifixo com 9 pontos, o São Pedro é terceiro com 6 pontos e os Irmãos Unidos fecham a tabela classificativa com 4 pontos.


Kiddye Bonz apresenta Fortunas do Thug Amém: um álbum com histórias

O rapper mindelense, Kiddye Bonz fez o lançamento do seu álbum “Fortunas do Thug Amém”, que está em suporte digital. Kiddye Bonz é um jovem músico caracterizado por várias pessoas como uma referência no Hip Hop cabo-verdiano pelas suas perspectivas e contributo que continua a dar a esse estilo musical em Cabo Verde.  Para Kiddye, “Fortunas do Thug Amém”, não é apenas mais um álbum no mercado. Mas, é uma produção musical para marcar a geração, onde traz temas de reflexão.

O artista convida as pessoas a valorizarem a música nas suas vertentes, e não apenas ouvi-la hoje, e no dia seguinte, fazer com esta se deixe de existir. Kiddye Bonz pertence ao Mad Rappers, mas por ora trilha um caminho a solo com o seu novo trabalho musical que tem o suporte da Editora MadCity.



O álbum conta com a participação de músicos como William Araújo, Wiggy Wiger, Diego, o irmão de Kiddye, Weedy Drake, entre outros artistas. Quanto a composição dos temas que compõem o álbum, o entrevistado revela que o processo se iniciou durante a sua estadia em Portugal, depois fez gravações no EZ Stúdio, e que agora teve de fazer novas reconfigurações para dotar as composições de estrutura com a mesma qualidade, pelo que esse trabalho foi realizado no TMPBOYZ RECORDS, através de Raybeatz.  



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Zezinho Catana em São Vicente: Serial killer é acusado de matar duas mulheres

Não há voltas a dar perante os factos, e para que a culpa não morra solteira, o Ministério Público avançou com uma acusação contra Zezinho Catana, o serial killer de Cabo Verde. O homem com um historial da prática de crimes com contornos “bárbaros e hediondos” em Cabo Verde está a ser acusado de matar duas mulheres na Ilha de São Vicente. Recorde-se que Zezinho Catana cumpre pena de 25 anos por matar e esquartejar um cidadão, e já cumpriu pena de 20 anos de prisão, após esmagar a cabeça de um homem com uma pedra de mais de 15 kgs.     


O Ministério Público deduziu a acusação contra o cidadão José Victor Fortes, “Zezinho Catana”, suspeito de assassinar as cidadãs Alice Reis e Maria Chandim na Ilha de São Vicente, nos meses de Julho e Agosto 2012. O homem nascido a 12 de Dezembro de 1963, na localidade de Ribeira da Torre, cidade da Ribeira Grande, Santo Antão ficou conhecido por Zezinho Catana dada natureza dos crimes que cometeu em Cabo Verde e que chocaram a sociedade cabo-verdiana. Assim depois de estar em São Vicente entre os meses de Dezembro 2013 e Fevereiro 2014 em interrogatório, nos próximos dias chega a Ilha do Monte Cara, visto que no dia 11 Março 2015 é julgado pelas mortes de Alice e Maria Chandim.

Em Dezembro 2013, Zezinho Catana chegou a Ilha de São Vicente a pedido do Ministério Público que pretendia realizar uma investigação para apurar casos de homicídios, onde os indícios o apontavam como autor desses crimes. Nesse período o sujeito cumpria prisão preventiva na Cadeia de São Martinho, Ilha de Santiago por suspeitas de matar e esquartejar o colega de quarto, José dos Anjos, na Cidade da Praia.

Investigação

Na sua vinda a Ilha de São Vicente, Zezinho Catana esteve dois meses sob interrogatório da Polícia Judiciária e Ministério que o indiciaram da morte de duas mulheres com quem conviveu nas localidades de Fonte Francês, Fernando Pó e Ribeira Craquinha. Tratava-se de Alice dos Reis e Maria Chandim, a primeira cujo paradeiro é incerto desde Julho 2012, e Maria Chandim falecida em Agosto desse mesmo ano.

Durante o processo de investigação, Zezinho Catana chegou de dar indicações as autoridades criminais que assassinou as “duas amigas” com quem convivia na Ilha de São Vicente. Porém, num segundo momento, o homem entrou num período de denegação onde negou a prática dos crimes para que possa ser ilibado em Tribunal.

Depoimento

Mas, o Radar News Online realizou uma investigação para saber os motivos que levaram o Ministério Público a deduzir a acusação de duplo homicídio agravado e ocultação de cadáver contra Zezinho Catana. A resposta está num processo de inquirição ao sujeito realizado por um representante do MP na Ilha de São Vicente, que a base da sua experiência criminal foi accionado pelas instâncias judiciais e obteve a confissão por parte do suspeito, que disse ter morto Alice à facada, após um desentendimento entre ambos, e que depois de esquarteja-la enterrou os restos mortais em regiões da zona Sul da ilha, cuja localização já não se recorda.     

Quanto ao assassinato de Maria Chandim, este se deveu a facto da mulher querer denuncia-lo a Polícia por ter assassinado Alice, depois de um convívio, onde estes se envolveram numa briga. E, assim Zezinho foi a sua casa pedir guarida para ficar e aproveitou da ocasião para matar a única testemunha do caso do assassinato de Alice dos Reis.  

Julgamento

De realçar que o processo-crime foi entregue ao 1º Juízo Crime da Comarca de São Vicente que se encontra a ultimar os preparativos para a realização da audiência de julgamento, marcada para o dia 11 Março. O arguido vai ser confrontado pelo juiz acerca dos factos descritos na acusação e ainda procurar descobrir onde o homem enterrou os restos mortais de Alice Reis. E, para esclarecer a causa da morte de Maria Chandim pode vir a ser pedido a exumação do seu cadáver. 

Resta agora esperar pelo julgamento para se apurar o móbil destes crimes censurados pela sociedade são-vicentina na altura dos factos. De realçar que o acusado incorre numa pena de prisão de 15 a 25 anos se o Tribunal der como provados os factos que lhe imputam a prática de dois crimes de homicídio agravado, e uma de ocultação de cadáver.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Homicídio: Augusto arrisca pena de 25 anos porque “as facadas à traição ceifaram a vida de uma boa mulher”

Um visível trauma que acompanha a vida de quem testemunhou o assassinato da cidadã Maria Silva, bem como familiares, e amigos. Diante das lágrimas por parte de quem assistiu ao julgamento, o Procurador da República relembrou que essa morte à facada por parte de Augusto foi agravada por ser “à traição, motivo fútil e puro prazer de matar,”. O magistrado defendeu que o crime abalou os são vicentinos e a sociedade cabo-verdiana, e que a luz dos factos, que com razão e frieza o juiz aplique-lhe uma pena justa pelo homicídio, cuja pena máxima de prisão é de 25 anos.

Maria Silva
Augusto Lima, de 36 anos assumiu em Tribunal a autoria do homicídio e defendeu que matou a ex companheira Maria Silva por entender que esta o injuriou ao afirmar que o sustentava e porque esta não lhe deu direito a uma viatura que estava na posse desta. De realçar, que Augusto chegou a destruir os quatro pneus dessa viatura, e o Juízo Crime lhe aplicou uma multa de 18 mil escudos e direito a restaurar os danos avaliados em 42 mil escudos.
Augusto Lima
De acordo com as informações, o ex casal adquiriu uma viatura. Porém na hora de pagar, Augusto não assumiu o compromisso rubricado com a ex companheira. “A vítima, Maria para evitar problemas com o pagamento do carro através de parcelas, assumiu assim a totalidade das despesas. E a razão pela qual Maria limitou a utilização do carro, por parte do ex companheiro, foi pelo facto de este fazer um mau uso e de querer apropriar-se do veículo”.

Perante a conduta do arguido que matou para reivindicar direito de uma viatura, e pelo facto de a vítima defender que este vivia a custa do seu sustento, apesar de Augusto ser condutor, o juiz questionou o arguido se estes motivos justificavam que desferisse sete facadas mortais a cidadã, Maria Silva.

Assassinato

Augusto Lima respondeu que “lamento a situação e peço desculpas aos familiares da vítima e a sociedade. Mas, no dia 15 Janeiro 2014 agi por impulso e raiva porque a Maria vivia-me injuriando e ameaçando de morte”. O ex casal viveu durante cerca três anos e de acordo com os factos da acusação, a mulher era vítima de Violência Baseada no Género e no dia da ocorrência, à tarde esta tinha ido a Esquadra de Monte Sossego registar queixa contra o ex companheiro por perseguição, depois de terem rompido a relação, e uma vez que este com más intenções rondava a sua residência.

Augusto e Maria saíram da Esquadra Policial por volta das 18 horas, e o homem foi aconselhado a não importunar a ex companheira. Porém, Maria voltou ao trabalho e por volta das 18h30 min, o ex companheiro invadiu a residência desta, arrombou portas e munido de uma faca matou a cabeleireira, com facadas nas costas, região do tórax e do coração a frente de uma cliente e de uma amiga do ex casal, duas pessoas que até hoje vivem traumatizadas pela brutalidade desse homicídio.

Sentença


A sentença ficou marcada para o dia 9 Março às 17 horas, e nas suas alegações sobre o caso, o representante do Ministério Público pediu justiça porque não há dúvidas de que Augusto matou a vítima e que os factos “mas de que dramáticos, foram trágicos”. Já a defesa do arguido lamentou o homicídio e defendeu que este foi vítima de injúria e ameaça de morte, e que como tal não teve clarividência e acabou por se sentir provocado e acabou por matar a ex companheira  

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CS Mindelense vence Académica e embala rumo a conquista do título

O Clube Sportivo Mindelense levou de vencida a Académica do Mindelo e com esta vitória, a equipa comandada por Rui Alberto se destaca na luta pelo título. O CS Mindelense venceu o clássico através de um golo de Tata, e assim à quinta jornada consolidou a liderança isolada ao somar 15 pontos. Com esta classificação, os Leões da Rua da Praia somam mais sete pontos que os perseguidores directos, Micá e Salamansa, e essa diferença pontual deixa os campeões nacionais com o caminho aberto para a conquista do Regional de São Vicente. 


Nos outros jogos da jornada, o FC Salamansa ao empatar a duas bolas com o SC Ribeira Bote deixou escapar a possibilidade de isolar-se na segunda posição. E, assim finda a quinta jornada passou a somar os mesmos oito pontos que a Académica do Mindelo. O Falcões do Norte empatou a uma bola com o Amarante e manteve o quarto lugar com sete pontos. Por sua vez, os amarantinos estão na sexta posição com cinco pontos.

O FC Derby com uma igualdade de 1-1 com o Batuque FC continua no quinto posto com cinco pontos, e os axadrezados estão na zona da Liguilha com quatro pontos e com dois pontos, o SC Ribeira Bote é o lanterna vermelha do G8.

Na próxima jornada, o Amarante joga com o CS Mindelense, Falcões recebe o SC Ribeira Bote, o Batuque mede forças com o FC Salamansa, e o clássico da jornada coloca um frente a frente entre Académica do Mindelo e FC Derby. 

    

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Homem condenado a 19 anos e seis meses de prisão por esmagar rosto de vítima a pontapes


O Tribunal de São Vicente condenou Reinaldo “Rei” Fortes pelo assassinato do cidadão, Pedro Faial. O magistrado aplicou-lhe uma pena de 19 anos e seis meses e obrigação de pagar uma indemnização no valor de 1500 contos a família da vítima. O juiz afirmou ter tido provas de que se tratou de um homicídio “brutal, monstruoso, cruel”, onde “Rei” demonstrou o “puro prazer de matar”, pois matou a vítima a pontapés, com umas botas de tacão grosso, esmagando-lhe por completo o rosto.


Reinaldo Fortes, conhecido por “Rei” era funcionário do Mercado de Peixe e no dia 7 Fevereiro 2014 atacou Pedro Faial, ex funcionário do Hospital Baptista de Sousa, na zona de Monte, numa rua nas traseiras da Av. Manuel de Matos. Reinaldo foi acusado de duplo homicídio agravado, na medida atacou a vítima, pessoa que não conhecia, e utilizou umas botas de tacão grosso e aplicou vários golpes na cabeça e no rosto do ofendido.

Pedro Faial, de 62 anos sofreu vários traumatismos e acabou por falecer no local durante as agressões, uma vez que o agressor além de desferir pontapés, por diversas vezes pulou no rosto da vítima, que ficou desfigurando e esmagou-lhe o maxilar, os olhos, bem como a cabeça.

Recorde-se que devidas as graves lesões que o homem sofreu no rosto, a sua identificação só veio acontecer horas depois do crime, através de uma tatuagem com seu apelido que tinha num dos braços.  

Julgamento 

Em Tribunal, de acordo com o depoimento de pessoas que testemunharam a ocorrência a partir das suas residências, a vítima não tinha condições para agredir Reinaldo, à pedrada como este alegou para justificar a sua atitude.

Pelo depoimento das testemunhas “a vítima estava sob efeito de bebidas alcoólicas e vinha a gatinhar pela rua, quando surgiu o arguido, que dava sinais de excitação. Ele agarrou e atirou-lhe ao chão onde deu início a uma série de agressões sem dó nem piedade e de forma brutal acabou por matar o homem, sendo que quando a Polícia Nacional chegou ao local, ainda encontrou o agressor a desferir pontapés na vítima”.

"Violência gratuita" 

O juiz, Manuel Andrade ao analisar o caso não teve dúvidas que o arguido, Reinaldo Fortes cometeu um crime agravado e que uma pena de 19 anos e seis meses de prisão seria uma medida penal justa para o seu comportamento.

O magistrado relembrou que o arguido cometeu “um crime com contornos de tortura, avareza, crueldade, brutalidade, monstruosidade numa clara atitude que demonstrou o desprezo pela vida humana. A forma como a vítima foi morta revelou um quadro indescritível de violência, pois sofreu bastante antes de morrer”.

O juiz nas suas conclusões disse ao arguido para repensar a sua atitude que culminou na morte de um cidadão, que era chefe de família e que pela sua estrutura física e estado de embriaguez não tinha condições para se defender das agressões.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nelida Veríssimo coroada rainha do carnaval de São Vicente 2015

Nelida Veríssimo, de 26 anos foi coroada Rainha do carnaval de São Vicente 2015. Nelida, do Cruzeiros do Norte era uma das candidatas ao prémio, e no final da festa do Rei Momo mereceu a escolha dos júris para receber a coroa de Rainha, que foi premiada pela beleza, elegância, qualidade, brilho e folia que transmitiu durante o desfile dos quatro grupos carnavalescos pelas ruas da Cidade do Mindelo. A realeza do carnaval mindelense ficou completa com a coroação de Odair Pereira, do grupo Monte Sossego como Rei. 

Foto by Sapo.cv
Em entrevistada ao Radar News Online, a estudante do 3º ano do curso Organização e Gestão de Empresas assegurou que com a sua eleiçao, um dos objectivos passa por ajudar os próximos candidatos naquilo que estiver ao seu alcance. Nelida foi contemplada com a coroa, uma faixa, um prémio de 125 mil escudos e uma viagem internacional. Por sua vez, com as mesmas distinções, Odair Pereira, do Monte Sossego entrou para o reinado do carnaval de São Vicente 2015, 

O grupo Monte Sossego, que ficou em segundo ganhou ainda porta-bandeira, (Neuza Maniche), segunda dama (Joceline Rocha), carro-alegórico (Criatividade Nacional) e música (Génio Sonhador da autoria de Constantino Cardoso). O terceiro lugar, Cruzeiros do Norte, além da Rainha, teve Valéria da Luz, como Primeira Dama, Mestre-sala para João Carlos do Rosário. 

O projectista do Carnaval do Cruzeiros do Norte, Fernando “Nóia” Morais foi distinguido com uma viagem nacional porque foi quem confeccionou o traje da rainha do Carnaval. E, Viviane Delgado, do grupo Flores Mindelo, que ficou em quarto garantiu o prémio de rainha de bateria. O campeão do carnaval foi o Vindos do Oriente que apresentou o enredo "Primavera dos Faraós".



Vindos do Oriente é o campeão do Carnaval de Sao Vicente 2015

O grupo carnavalesco, Vindos do Oriente, liderada por Lili Freitas, uma figura do carnaval mindelense sagrou-se campeão do carnaval de São Vicente 2015. Ao brilho e na folia do enredo "Primavera dos Faraós", o grupo foi figura de destaque da festa do Rei Momo e assegurou o primeiro lugar com 662 pontos. A presidente do grupo, Lili Freitas assegurou que apesar do grupo não ter arrecadado prémios individuais, aos olhos de quem assistiu o carnaval são vicentino, não ficaram dúvidas de que Vindos do Oriente é o justo vencedor, por aquilo que apresentou durante o desfile  na cidade do Mindelo. 


A classificação do carnaval ficou concluída com Monte Sossego em segundo com 656 pontos, seguido de Cruzeiros do Norte com 616 pontos e em quarto lugar ficou Flores do Mindelo com 527 pontos. A música Génio Sonhador, de Monte Sossego e da autoria do compositor Constantino Cardoso foi quem venceu. O melhor carro alegórico foi para o grupo Monte Sossego, com o tema "criatividade nacional".