Estudante cabo-verdiana suicida-se na Bolívia

O corpo da jovem, de 26 anos foi encontrada sem vida na sua residência, e de acordo com a autópsia, a causa da morte é o suicídio por ingestão de produto químico.

STJ reduz pena de 25 anos para homem que assassinou a namorada

O Supremo Tribunal de Justiça reduziu a pena de 25 anos de prisão aplicada ao cidadão Adilson da Luz pelo assassinato da namorada, Nádia Aleixo.

Gatunos encapuçados assaltam loja e atacam funcionária com coronhadas de pistola na cabeça

A Polícia Nacional deteve um dos gatunos, que é reincidente na matéria de roubo e por ora regressou a prisão.

Jovem de Cruz João Évora baleado com boca bedjo no braço direito e nas nádegas

Durante uma rixa entre dois grupos, um jovem foi baleado, cujo disparo foi efectuado com uma pistola “boca bedjo”.

Ex agente da Polícia Nacional condenado a 12 anos e oito meses de prisão por matar o marido da enteada

Acusado de um crime de homicídio agravado, o juiz analisou os factos que culminaram no homicídio e fez a atenuação da pena.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Desaparecimento de Junior e Clé após estágio em Portugal leva FCF a temer consequências

A Federação Cabo-Verdiana de Futebol através de uma nota informativa na sua página de Facebook informou que os atletas Luís "Junior" Fernandes e Euclides "Clé" Andrade, que fizeram parte da seleção Sub-20, surpreenderam a instituição ao não regressarem juntamente com a comitiva, no dia 31 de Janeiro. 


"Estavam os dois atletas no aeroporto de Lisboa, tendo mesmo feito check-in, só que os dois atletas desviram o caminho e não chegaram a entrar no avião que tinha destino a cidade da Praia, no dia 31 de Janeiro" refere a FCF.

A FCF adiantou que já informou as autoridades competentes, em Cabo Verde e Portugal, do ocorrido. E que neste momento está a fazer os possíveis para que os dois atletas regressem ainda nesta semana a Cabo Verde, para que tal atitude não prejudique futuros convocados residentes, com problemas de obtenção de Vistos.

De recordar que os internacionais cabo-verdianos de sub-20, Clé, do Boavista, e Júnior, do Desportivo, não regressaram a Cabo Verde, depois do jogo com Portugal, realizado na semana passada, naquele país europeu.

Clé lidera a lista dos marcadores do Campeonato Regional de Santiago Sul, com 11 golos, e Júnior tem sido um dos destaques do Desportivo com boas exibições na presente temporada, que assim lhe permitiu ser convocado para integrar os trabalhos das camadas jovens da selecção nacional.  





PJ de Cabo Verde recebe viaturas de apoio em combate ao tráfico ilícito


O Escritório de Cooperação de Segurança da Embaixada dos EUA doou seis viaturas Ford Ranger à Polícia Judiciária (PJ). Esta doação foi financiada pela agência de combate ao tráfico ilícito do AFRICOM. De realçar que estes meios de combate ao tráfico ilícito serviram de apoio na maior apreensão de droga feita pela PJ em Cabo Verde. Trata-se da Operação "ESER" que no dia 31 de Janeiro resultou na apreensão de 9.570 kg de cocaína num navio no Porto da Praia e na detenção de 11 cidadãos russos. 



O AFRICOM e a PJ têm tido uma longa história de cooperação e a instituição nomeadamente a nível de treinamento e na doação de equipamentos incluindo veículos e equipamentos técnicos para o laboratório de drogas da PJ.

Os Estados Unidos da América e Cabo Verde continuarão a trabalhar juntos para combater todas as formas de tráfico ilícito e crime organizado na região do Atlântico onde se insere Cabo Verde revela a Embaixada dos EUA.







sábado, 2 de fevereiro de 2019

Prisão preventiva para detidos após apreensão de 9,5 toneladas de cocaína em Cabo Verde


O Juízo Crime decretou a prisão preventiva aos 11 cidadãos de nacionalidade russa, detidos pela Direcção Nacional da Polícia Judiciária. Detidos pela PJ no âmbito de uma mega-operação intitulada “ESER”, o Radar soube que deram entrada na Cadeia Central da Praia, por volta das 17h30min. Os cidadãos faziam parte da tripulação do cargueiro panamenho ESER que aportou no Porto da Praia, cuja uma investigação de combate ao tráfico internacional de estupefacientes e crime organizado, culminou na apreensão de 9570 kg de cocaína pura a bordo desse navio. 




O Tribunal da Comarca da Praia procedeu a audiência de interrogatório dos onze cidadãos russos, suspeitos de envolvimento num caso de transporte e tráfico internacional de droga.
Neste sábado, 2 de Fevereiro, o juiz da Comarca da Praia, acompanhado de representantes do Ministério Público, bem como os advogados de defesa ouviram os depoimentos dos arguidos indicados na Operação “ESER”, que os indicia da prática do crime de posse, transporte, e tráfico de estupefacientes de alto risco. 

Os cidadãos foram detidos no dia 31 de Janeiro, quando a PJ em concertação com a Interpol, MAOC-N realizou uma operação de buscas ao navio ESER, por suspeitas de carregar estupefacientes. Os detidos faziam parte da tripulação que tripulava o cargueiro desde da América Latina, até fazerem escala em Cabo Verde a fim de retirarem o cadáver de um outro tripulante falecido no dia 22 de Janeiro em alto mar.

Com apoio da Polícia Nacional, Forças Armadas, e entidades internacionais, a PJ confirmou as suspeitas quando apreendeu um contentor contendo 260 fardos de cocaína, cuja pesagem revelou-se tratar de 9570kg, a maior apreensão de sempre no país.
Cumprindo os preceitos legais, e depois de reunir todas as provas sobre o caso “ESER”, a Direcção Nacional da Polícia Judiciária entregou cidadãos detidos as instâncias judiciais. Presentes ao Tribunal, o juiz decidiu aplicar as normas do artigo 290 º do Código Processo Penal e enviou os 11 arguidos para a Cadeia Central da Praia.

O magistrado assegurou que por razões de prevenção geral, a prisão preventiva seria a medida adequada para não se comprometer o processo final de instrução no Ministério Público deverá levar os arguidos ao julgamento, bem como inibir a possibilidade de fuga.
A decisão do Tribunal em aplicar a medida de coacção mais gravosa surgiu com base nos factos descritos no auto de detenção e pelos indícios recolhidos em sede de interrogatório, onde foram indiciados pela prática de crime tráfico de estupefacientes de maior gravidade.




Caso ESER: PJ põe fogo na maior apreensão de cocaína em Cabo Verde


Na tarde deste sábado, a Direcção Nacional da Polícia Judiciária procedeu a uma operação que culminou na incineração de 9,5 toneladas cocaína (9570kg) apreendida no Porto da Praia à bordo do cargueiro ESER. A destruição de 260 fardos contendo cocaína, com elevado grau de pureza ocorreu numa área próxima a lixeira da Praia. Toda a droga apreendida foi incinerada com recurso à combustível, isto, após se proceder a testes de análise no local, que provaram ser estupefacientes.


O processo para destruir a maior apreensão de droga feito em Cabo Verde iniciou por volta das 11 horas na Sede Nacional da PJ, com o processo de averiguação por parte das autoridades judiciais e entidades internacionais, como a caso ONUDC, e da própria imprensa, que puderam ver a quantidade de droga apreendida num contentor que vinha a bordo do navio ESER, de registo no Panamá.

Pouco depois das 12 horas, a Direcção Nacional da Polícia Nacional deu ordens para que a missão fosse iniciada, e em jeito de marcha, o camião que fez o percurso de cerca de uma hora e meia até a lixeira da Praia foi escoltado por viaturas da PJ e das Forças Armadas, com polícias e militares munidos de armas, de grande calibre para garantir a segurança.
Diligências

No local, na presença de representantes do Poder Judicial, representante da ONUDC, demais entidades públicas, Forças Armadas e a Polícia Nacional, presenciaram a pesagem e os testes de narcóticos que revelaram tratar-se de cocaína com elevado grau de pureza.
De seguida, os 260 fardos com droga foram jogados numa incineradora improvisada, a seguir foram depositadas lenhas, pedaços de plásticos e pneus em borracha. Os agentes da PJ regaram combustível nos fardos, e acendeu-se uma fogueira que levou mais de três horas para incinerar toda a quantidade de estupefaciente, com as autoridades criminais no local a certificar que todo o produto estava a ser destruído.

Apreensão e detenção

Recorde-se que na tarde de quinta-feira, 31 de Janeiro, em cooperação com a Interpol, MAOC-N, e autoridades nacionais, a Polícia Judiciária Novembro procedeu a apreensão de 9570 kg cocaína, a maior registada no país. A droga estava acondicionada no porão do cargueiro ESER em um contentor. A operação resultou na detenção de 11 cidadãos de nacionalidade russa.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

PJ confirma a apreensão de 9570 quilos de cocaína a bordo do cargueiro ESER no Porto da Praia


A Polícia Judiciária de Cabo Verde pela via de um comunicado acaba de avançar as informações sobre a Operação “ESER”. Com registo do nome da embarcação de registo panamenho, a PJ avança que foram apreendidos 260 fardos, com o peso bruto de 9570 kg contendo no interior desses fardos um produto, que submetido a teste rápido reagiu positivamente para cocaína.

Foto cedido pela PJ
Na sequência da operação foram detidos 11 cidadãos, todos de nacionalidade russa, os quais serão presentes as autoridades judiciárias competentes, para validação das detenções e aplicação das medidas de coacção.

De acordo com a Polícia Judiciária, que o cargueiro, oriundo da América do Sul, tinha como porto de destino TANGER, Marrocos. “O cargueiro fez entretanto, uma escala no Porto da Praia, para cumprir os procedimentos legais relacionados com a morte, a bordo, de um dos tripulantes. Todavia, antes, a PJ já estava na posse de informações de que se tratava de uma embarcação suspeita de transportar uma quantidade indeterminada de estupefacientes”.

A Direcção Central da PJ sublinha que esta operação foi desenvolvida, na sequência de um processo de instrução resultante da troca de informação operacional com o MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre - Narcotics ) com sede em Lisboa.
A Polícia Judiciária na operação de busca, descarga, acondicionamento, transporte e guarda do produto apreendido contou com a cooperação e suporte técnico da Polícia Judiciária Portuguesa, da Polícia Nacional Francesa, bem como da habitual colaboração das forças de segurança nacionais, designadamente, as Forças Armadas, Policia Marítima, e, ainda, da ENAPOR e do Porto da Praia.

Suspeitas apontam que cocaína veio das Caraíbas e seguia para Europa à bordo do cargueiro ESER


A Polícia Judiciária de Cabo Verde está envolvida numa operação transnacional que permitiu fazer a maior apreensão de cocaína no país. As informações, ainda por confirmar por parte da polícia científica apontam para cerca de 10 toneladas e a volta de 12 tripulantes detidos. O Radar News Online continua a averiguar a operação “ESER”, nome do navio panamenho em que foi encontrado a droga. As suspeitas apontam que a quantidade de cocaína apreendida no Porto da Praia teve proveniência das Caraíbas e seguia para o continente europeu.

Fotomontagem by Radar News Online

Nas próximas horas, as autoridades criminais de Cabo Verde deverão se pronunciar sobre os factos que envolveram uma mega-operação transnacional e que se saldou pela apreensão de mais de 200 fardos contendo em média cerca de 10 toneladas de cocaína, na detenção de mais de dez tripulantes de nacionalidades estrangeiras e na retenção do cargueiro ESER, com registo no Panamá, na propriedade de “Step Sg Corp”, desde 2013.

Apreensão

Pelas informações recolhidas, a apreensão foi o culminar de uma operação de combate ao tráfico ilícito de estupefacientes por via marítima, com a Polícia Científica de Cabo Verde a ser alertada pela Interpol de que o cargueiro internacional, ESER com IMO 8415158/MMSI 353595000 teria que ser alvo de buscas por suspeitas de transporte de droga, assim que aportasse em Cabo Verde.

A PJ com o apoio das Forças Armadas e da Polícia Nacional cumpriu a sua missão de averiguar o caso e comprovou a denúncia. Os factos revelam que fardos contendo cocaína com elevado grau de pureza estavam no porão da embarcação e acondicionados num contentor. Diante disso, a PJ confiscou o carregamento de droga e procedeu a detenção de mais de dez pessoas que faziam parte da tribulação, bem como reteve o cargueiro no Porto da Praia.

Buscas

Pelo que se sabe das nossas fontes “a PJ prossegue com a operação pois quer esclarecer todos os meandros deste caso de tráfico internacional de estupefacientes que acabou por ser interceptado em Cabo Verde através de uma congregação de esforços entre forças nacionais e os organismos internacionais que regem o combate ao tráfico ilícito de drogas. Neste sentido, em momento oportuno a autoridade criminal avançará com a precisão da quantidade de cocaína apreendida, bem como o número de detidos e nacionalidade, e ainda a proveniência e o possível destino”.

O certo é que as nossas averiguações apontam suspeitas de que o transbordo da droga ocorreu no continente americano, na região das Caraíbas, entre as ilhas de Aruba e Curaçao e tinha como destino à Europa.

Suspeitas

Os dados recolhidos pelo Radar e confirmados através de uma plataforma que fornece informações em tempo real sobre os movimentos dos navios e a localização atual dos navios em portos e alto mar, revelam que o navio saiu do porto de Ceuta, região autónoma de Espanha no dia 05 de Dezembro de 2018, pelas 22h44 min. Mas, o recente percurso traçado pelo navio ESER, que antes de chegar a Ceuta tinha estado na Tunísia e Turquia alertou a atenção das autoridades internacionais de combate ao tráfico de estupefacientes, que assim passaram a fazer a monitorização do cargueiro e a sua tripulação.  

A estadia da embarcação por vários dias nas Caraíbas, com último registo no dia 11 de Janeiro, com movimentações estranhas em alto-mar entre Aruba e Curaçao aprofundou as suspeitas da Interpol.

Retenção

É que segundo as nossas investigações esta região do continente americano formada pelo Mar do Caribe tem sido utilizada por organizações criminosas de dimensão transnacional implantada em diversos países de diferentes continentes para fazer o armazenamento de droga, para de seguida fazer o seu transbordo em embarcações, e que depois utilizam os países da África Ocidental como rota adicional para a entrada de cocaína na Europa.

Desta vez foi o caso do navio ESER que acaba de ser aprendido depois de dar entrada em Cabo Verde no dia 30 de Janeiro. A embarcação está retida no Porto da Praia e a sua tripulação sob custódia das autoridades criminais. A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária em cooperação com o Ministério Público e autoridades internacionais, a fim de descobrir os meandros deste caso de tráfico de estupefacientes, e apresentar os suspeitos as instâncias judiciais para a aplicação das medidas de coacção.   


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

PJ atinge recorde de maior apreensão de cocaína em Cabo Verde à bordo de cargueiro panamenho


Na tarde desta quinta-feira, 31 de Janeiro, em concertação com a INTERPOL, a Polícia Judiciária de Cabo Verde, através da Secção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes (SCITE) procedeu a uma mega-operação no Porto da Praia que resultou na apreensão de cerca de dez toneladas de cocaína, conservado em mais de 200 fardos à bordo do navio ESER. O Radar News Online sabe que a tripulação, cuja nacionalidade ainda é uma incógnita está sob a custódia da PJ e o cargueiro de bandeira panamenha está retido no Porto da Praia. E pelas informações recebidas descarta-se a presença de tripulantes cabo-verdianos.


A Polícia Judiciária fez esta tarde a maior apreensão de droga no território cabo-verdiano, com os valores a aproximar das 10, que será confirmada pela PJ após a última pesagem. A operação que contou com o apoio das Forças Armadas ocorreu no Porto da Praia e teve como alvo o general cargo ESER, um navio com registo no Panamá, com IMO 8415158/MMSI 353595000, construído em 1985.


De acordo com informações recolhidas pelo Radar News Online, a embarcação estava sob investigação da INTERPOL por suspeita de envolvimento no narcotráfico. Desde da sua saída no dia 05 de Dezembro de 2018, pelas 22h44 min, do porto de Cidade de Ceuta, uma região autónoma de Espanha, que as autoridades internacionais de combate ao tráfico de estupefacientes passaram a monotorização o ESER e a sua tripulação.

Assim depois de cerca de dois meses em alto-mar e tendo o navio passado pela região das Caraíbas entre Aruba e Curaçao no dia 11 de Janeiro , o navio deu entrada ontem, 30 de Janeiro, às 15h18min no Porto da Praia, situação que possibilitou uma congregação de esforços entre a INTERPOL e a Polícia Judiciária de Cabo Verde para se certificar se de facto o ESER escondia um carregamento de droga.

As suspeitas se confirmaram nesta quinta-feira quando agentes da PJ destacados para fazerem as buscas pelos compartimentos do navio. Os mais de 200 fardos contendo cocaína com elevado grau de pureza foram detectados em um contentor que seguia a bordo da embarcação e que estava acondicionado no porão.

O Radar News Online tentou saber o número de tripulantes, bem como a sua nacionalidade, mas não foi possível. O que conseguimos saber é que toda a tripulação ficou sob custódia da Polícia Judiciária para interrogatório a fim de se saber o seu envolvimento no acondicionamento, no transporte, qual o seu destino e quem serão os verdadeiros donos dessa droga.  

A Polícia Judiciária tem agora em mãos a operação “ESER” para esclarecer todos os factos e descobrir os meandros deste caso de tráfico internacional de estupefacientes. Nas próximas horas, a PJ irá apresentar ao Ministério Público os resultados desta investigação e os factos averiguados nesta apreensão para que as medidas legais que se impõe possam ser tomadas. E pelo que o Radar News Online apurou as Forças Armadas e a 
Polícia Nacional estão a garantir apoio à PJ para salvaguardar a retenção da droga apreendida, bem como o navio que se encontrado retido no país.

Quanto a tripulação do ESER é certo que findo todo o processo de averiguações serão apresentados perante o juiz competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coacção que se entender serem adequadas ao processo. E tudo indica pela gravidade dos factos, o Tribunal poderá aplicar a prisão preventiva com base nas normas do artigo 290 º do Código Processo Penal, isto caso, o juiz entender que há “fortes indícios de prática criminosa” e de haver envolvimento da tripulação no caso “ESER”.