segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Lavas prosseguem com a destruição e devastam casas e terrenos agrícolas no Ilhéu de Losna

O pequeno povoado de Ilhéu de Losna, composto por pouco mais de uma dezena de casas e funcos, situado entre Cova Tina e Portela, está quase a ser consumido na sua totalidade pelas lavas da erupção vulcânica. Até por volta das 08:00 de segunda-feira, a equipa da Universidade de Cabo Verde que faz a monitorização da actividade vulcânica  que, além da adega de Eduíno Lopes, as lavas destruíram outras sete casas e alguns funcos e que neste momento restam apenas três casas intactas, duas das quais estão rodeadas pelas lavas. 


Vera Alfama, professora da Universidade de Cabo Verde ( Uni-CV) disse à Inforpress que se mantiver o ritmo as lavas vão consumir as demais habitações de Ilhéu de Losna, podendo, eventualmente, sobrar uma que está situada numa pequena elevação. Depois de destruir por completo as duas principais povoações de Chã das Caldeiras, Portela e Bangaeira, as lavas tomaram, há uma semana, o caminho de Ilhéu de Losna, destruindo assim o último povoado que restava. 

As duas erupções vulcânicas, de 1995 e de 2014, destruíram as quatro povoações de Chã das Caldeiras. A de 1995 tinha consumido a de Boca Fonte e a de 2014 as de Portela, Bangaeira e Ilhéu de Losna. A escoada de lava, que sai de Ilhéu de Losna em direcção a Portel,a andou nas últimas 24 horas cerca de 80 metros e já encostou às lavas da erupção de 1995, enquanto a escoada da frente de adega, por ter seguido em várias frentes, andou cerca de 10 metros. 

No entanto, o vasto campo de cultivo de mandioca, feijões e vinha situada à frente da adega já foi consumido em mais de 80 por cento. A lava que se dirige de Monte Saia para Ilhéu de Losna continua a escorrer e a actividade vulcânica continua activa. 

Vera Alfama afirmou que desde domingo que se regista um aumento de gases e que a pluma eruptiva ascendia, por volta das 08:00, os 800 metros de altura e que a emissão de lavas no fuco eruptivo continua activa. Ilhéu de Losna, localizado ao pé da Bordeira, segundo população de Chã das Caldeiras, é uma das áreas mais produtivas de Chã das Caldeiras, e além de feijões (congo, sobretudo), mandioca, batata, é uma referência em termos de produção de fruteiras como vinha, macieira, marmeleiro e outros. As demais frentes de lavas, nomeadamente a de Bangaeira, que se diria para Fernão Gomes, estão estacionárias há uma semana. A erupção vulcânica completa terça-feira o primeiro mês de actividade.

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