quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Greve: PJ diz "basta" as promessas e o desrespeito do Ministro da Justiça

Com o passar dos meses, o Ministério da Justiça não resolveu os problemas que afecta os profissionais da Polícia Judiciária. Perante as reivindicações da classe, o MJ apenas fez promessas e depois lavou as mãos como Pilatos, num sinal de desrespeito à classe. Em Novembro 2014, a greve chegou de ser suspensa porque durante as sessões de negociações, o Ministério da Justiça comprometeu-se em criar condições para satisfazer as reivindicações. Mas, por ora, os funcionários da PJ disseram "basta"e cumprem uma greve de dois dias. 


Com apenas a realização de serviços mínimos, e uma adesão a 100%, a greve A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e de Apoio à Investigação Criminal da PJ revela que a greve teve uma adesão de 100%, e arrancou em simultâneo nas instalações da cidade da Praia, Mindelo e nas ilhas de Sal e Boavista. Os funcionários da PJ entoaram palavras de ordem e asseguram a exigência de um estatuto a medida do seu desempenho e que dignifique a instituição. 

A classe afirmam que também é uma classe trabalhadora em Cabo Verde, e que os funcionários não querem ser corrompidos, e ainda questionam porque é que em 21 anos da existência da PJ, apenas houve duas promoções. e ainda exigem mais respeito para com a classe da polícia científica. 

Para os funcionários da Polícia Judiciária, a decisão de ir para essa forma de luta deveu-se ao facto do Ministério da Justiça não ter-lhes dado margem para procurar outras alternativas. Recorde-se que a greve teve como pano de fundo, a luta por reivindicações como a alteração e a aprovação do estatuto da PJ, pagamento de retroactivos, actualização da grelha salarial, restituição das promoções em atraso e o quadro de transição do pessoal da PJ.

“Farto de promessas”

A ASFIC-PJ relembra que as reivindicações datam de 2011, e que o Ministro da Justiça, José Carlos Correia, que ao que parece voltou as “costas” a uma instituição que dirigiu antes da sua entrada no Governo.

A ASFIC-PJ conclui dizendo que “damos uma basta de promessas, de discriminação, de hipocrisia e de desrespeito para com os funcionários da instituição. Os profissionais devem ser reconhecidos pelo seu engajamento e dedicação à causa pública e com muito sacrifício”.

Fotogaleria da greve





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